quarta-feira, 14 de outubro de 2026

QUANDO O ANIME DE STREET FIGHTER CHEGOU AO SBT

 

O meu primeiro contato com Street Figther foi assistindo ao anime que o SBT passava nas manhãs de sábado antes de saber da existência dessa franquia de jogos da Capcom.




Esse anime foi concebido pouco tempo depois de fazerem uma versão live action constrangedora estrelada pelo astro da ação Jean-Claude VanDame.





















A produção desse anime carrega uma história curiosa, principalmente no que diz respeito a maneira como ele foi distribuído aqui no Brasil, que veio como alternativa a outra versão animada de Street Fighter que era a versão que o SBT estava de olho, mas que devido a algumas dificuldades burocráticas acabou que esse anime foi chegando primeiro e ao mesmo tempo que estava em produção no Japão. É meio confuso, mas vou tentar explicar qual foi o motivo e analisar o contexto.

Começo com o seguinte questionamento: Quem nunca se perguntou por quê o título era Street Fighter II se não  tivemos conhecimento de uma temporada que antecede a essa história?

A explicação é:  Porquê o anime foi inspirado no jogo da Capcom intitulado de Street Fighter II: The World Warrior(Japão, 1991) que trata-se de uma sequência do primeiro jogo  surgido em 1987 criado por Hiroshi Matsumoto, Takashi Nishiyama e Yoshiki Okamoto.

Nesse anime cujo roteiro é creditado a seis roteiristas formados por: Takashi Nishiyama, Mary Claypool, Masumi Hiranagi, Nayouki Sakai, Sô Toyama e Kenya Sawada e teve a direção de Takuya Satô e Gisaburô Sugii.

Esse mesmo que havia dirigido um ano antes o desenho animado intitulado de Street Fighter II-The Movie(Japão, 1994) produzida pela mesma produtora Group TAC e também contou com a participação de alguns dos roteiristas que trabalharam na equipe criativa da série animada lançada no ano seguinte.

Esse filme animado que originou a série animada que também é referenciada como Street Fighter II: Victory(Japão, 1995) sei que é confuso esse monte de informação, mas vamos lá, foi  lançado na mesma data do live action estrelado por VanDame que foi Street Fighter-A Última Batalha(Street Fighter, Japão, EUA, 1994).

E se essas informações já não iriam explodir sua cabeça e deixa-la bugada, o negócio vai fica ainda mais bizarro e louco é que na mesma data que no Japão foi produzido essa série de animes de SF, também foi produzida nos Estados Unidos uma série animada da marca de videogames da Capcom SF que foi produzida entre 1995 a 1997 que contou entre seus roteiristas com os criadores do jogo entre os roteiristas americanos e foi uma coprodução da Cartoon Express e Action Extreme Team da USA Network.

E era essa versão animada que o Senhor Silvio Santos(1930-2024), dono do  SBT estava de olho a trazer para sua grade, ocorre que por um deslize de distribuição acabou vindo a versão japonesa de Street Fighter que também estava em produção no Japão como informado do site Dublapédia sobre Street Fighter:

“A série foi licenciada pela Columbia Tristar (atual Sony Television) a partir de 1995 por engano. Inicialmente, o SBT compraria a animação ocidental, que teve problemas de produção. Com a indisponibilidade da produção em ser lançada, a Columbia renegociou com a emissora e trouxe o então recente anime japonês Street Fighter II Victory, que havia acabado de ser exibido no Japão ainda em 1995.”

Resultando então na vinda acidental da série animada japonesa de SF e a versão americana originalmente chamada de Street Fighter-The Animated Series que chegou no Brasil posteriormente pelo SBT ganhou o título para se diferenciar do anime de Street Fighter Game.

Quando eu lembro de Street Fighter, costumo me remeter a versão desse anime que o SBT costumava passar nas manhãs de sábado que foi minha primeira introdução a esse universo do jogo que cheguei a locar os cartuchos para jogar algumas vezes em meu antigo aparelho de SuperNintendo.

Que tinha uma história até que envolvente e bem construída sobre a jornada heroica de Ryu e Ken até se depararem com Bison algo que não posso dizer o mesmo com relação a versão cinematográfica horrível estrelada por VanDame como Guile.

Eu não vi na época que foi lançado na tela grande, a adaptação em live action que contou com a direção de Steven E. DeSouza que já era um renomado diretor dos filmes de ação e é quem assina o roteiro, só cheguei a assisti quando justamente o SBT o exibiu a primeira vez depois que eu já estava mais familiarizado com o universo de SF devido ao anime que a emissora passava.

Contou no seu elenco além do já mencionado VanDame, o famoso ator belga expert em artes marciais e na ocasião em que estrelou o filme já era mundialmente famoso pelos filmes de ação que estrelou tornando o nome mais rentável de Hollywood entre o final dos anos 1980 e começo dos anos 1990, na obra representando   o Coronel Guile.

Também contou com as participações da ilustre estrela da música pop teen de sucesso na época, a australiana Kyle Minogue representando a Cammy.

 E de Raúl Juliá(1940-1994), o ator porto-riquenho naturalizado americano que havia feito o Gomez Adams nos dois filmes de A Família Adams(1991-1993) que nesse filme fez   seu trabalho póstumo* representando o Bison.

Trata-se de um filme com uma história ruim, toda sem sentido, onde os personagens famosos do jogo são todos jogados do nada no enredo.

 Muito disso resultado do seu roteiro Frankenstein que teve muitas alterações, fora que VanDame nas gravações vivia dando muita dor de cabeça com a produção em querer mudar alguma cena.

Recentemente quando eu revisitei essa obra na Netflix constatei como ela envelheceu muito mal, mesmo VanDame sozinho não consegue sustentar a história que apresenta diálogos medíocres, que beiram a breguice de tão risivelmente desconfortáveis. Ainda mais envolvendo o destaque que eles dão muito para o Guile comandando um exército para combater Bison em Shaddaloo, onde ele reinava como um ditador. Guile apresenta muito um tropo narrativo de salvador branco.  Kyle Minogue mostra um desempenho mediano de atriz como Cammy que é muito subutilizada como uma assistente de Guile.

Raul Juliá até que consegue segurar bem as pontas na pele do Bison ao desempenhar sua essência egocêntrica e psicótica com seus planos mirabolantes e megalomaníacos de transformar Shaddaloo em seu paraíso pessoal, mesmo que seu desempenho se mostra um tanto sofrível pelo roteiro horrível.

 Fora o desperdício como eles trabalharam a subtrama da Chun-Lin que no filme foi vivida pela sino-americana Ming Na-When, transformaram Ken vivido por Damian Chapa e Ryu vivido pelo sino-americano Byron Mann em secundários, sendo que no jogo eles são os principais, dentre a vergonha alheia de atuações constrangedoras.

O que pelo menos, isso difere com relação a esse anime que foi derivado de um filme animado lançado um ano antes. Ele contou com apenas 29 episódios, é meio estranho, pois tínhamos a sensação de que fosse longa, talvez pelo SBT viver reprisando tenha criado essa sensação e a razão para sua pouco duração e ter encerrado numa única temporada tem uma explicação.   É porquê a animação foi considerado um fracasso no Japão, dentre os principais motivos para isso foram:

Baixa Retenção de Público: A audiência japonesa declinou acentuadamente nos episódios finais da série.

     Retorno Financeiro Fraco: O lucro esperado com a venda de produtos licenciados e merchandising ficou muito abaixo das expectativas da Capcom.

      Diferenças Drásticas com o Jogo: O enredo apresentou uma reinterpretação muito livre, com Ryu e Ken mais jovens, alterando idades, personalidades e a cronologia oficial dos jogos.

       Ausência de Personagens Clássicos: Vários lutadores marcantes dos fliperamas (como Blanka, E. Honda e Dhalsim) ficaram de fora ou tiveram pouca relevância, frustrando parte dos fãs japoneses.

          Enredo Acelerado: Devido ao corte de investimento e encerramento antecipado, a reta final da história precisou ser corrida, atropelando o desenvolvimento dos poderes dos protagonistas.

             O que foi diferente aqui no Brasil, que fez um grande sucesso e até hoje é lembrado e cuja principal razão para seu sucesso se deve ao fato de que a dublagem brasileira que passou por dois estúdios paulistas que foi a Megassom(1993-1995) que se encarregou de dublar os episódios 1 ao 12 e a Mastersound(1990-2009) que dublou dos episódios 13 ao 29.

          Em ambas foram mantidas a direção de Nelson Machado, que para quem acompanhou Chaves, deve conhece-lo pela voz do Quico(Carlos Villagrán). Que também fazia algumas locuções em Street Fighter,  e também foi quem compôs a  adaptação da música de abertura baseada na versão original de Yuki Kuroda e que na versão brasileira foi cantada pela dubladora Elisa Villon.   Com base no que ele já compartilhou numa entrevista em vídeos sobre sua experiência na direção de dublagem dessa obra e sobre seus bastidores:

“Contou que recebeu uma carta de recomendações adaptativas, mas que por pesquisa própria, já que o jogo fazia muito sucesso nos fliperamas de todo o país na época, ele decidiu não seguir integralmente. Uma das recomendações era que se chamasse o termo "Hadouken" de "Fire Ball", o que obviamente não aconteceu, entre outras.”

(Dublapédia).

Numa época ainda analógica, onde os únicos meios de informação mais acessíveis de colher era por meio da tradicional mídia impressa, como a Revista Herói que surgiu na onda de Cavaleiros do Zodíaco. Essa sua atitude se mostrou uma boa sacada genial, ainda mais em se tratando de quando o dublador Sérgio Moreno que fez a voz do Ken Masters ao incluir um bordão no personagem do “Ih, ó o cara aí!”, nos momentos mais descontraídos de Ken inspirado nas gírias e expressões cariocas que o grupo humorístico Casseta & Planeta costumava falar. O que digamos, se mostrou acertado pela forma como ele conseguiu imprimir um toque mais jovial e um tanto encrenqueiro ao personagem.

Dublagem que contou além do já mencionado Sérgio Moreno, em seu elenco de feras também contou com: Orlando Viggiani dublando o Ryu, Tania Gaidarj dublando a Chun-Li, Guilherme Lopes dublando o Guile, com alguns falecidos como: Denise Simonetto(1955-2025) dublando a Cammy White, Válter Santos(1946-2013) como a primeira voz do Inspetor Dubao, pai da Chun-Li, Daioz Cabezudo(1946-2006) como Dhalsim, Jonas Mello(1937-2020) como a voz do Zangieff e Antônio Moreno(1946-2022) como a voz do Mr. Bison.

    Faz poucos anos quando eu pude revisitar a obra quando esteve disponível na Netflix e pude constatar sem me deixar levar pelo fator nostalgia como a obra em algumas partes envelheceu bem e em outras partes envelheceu mal.

       Ela envelheceu bem na maneira como soube trabalhar e desenvolver a jornada heroica de Ken e Ryu ao fazerem suas viagens pelo mundo e em como eles treinaram para desenvolver o Haddoken, souberam trazer elementos policialescos com temáticas pesadas envolvendo tráfico de drogas, espionagem internacional e muitas características filosóficas das artes marciais com aqueles toques místicos.

        E também envelheceu bem ao trabalhar as técnicas de animação mais fluidas nas movimentações dinâmicas dos personagens dentre outros.

      Todas essas virtudes a tornam perfeita, olha, nem tanto. Porquê um  dos pontos que posso destacar que envelheceu um tanto mal na obra é a forma como Bison foi mal desenvolvido como vilão, ele é muito raso na sua motivação mirabolante, é mal porque é mal.

      Fora que outro ponto que envelheceu um tanto mal na obra foi a maneira como eles introduziram o lutador mascarado e com uma garra tripla lembrando o Wolverine que é o Vega com os protagonistas é durante uma viagem deles a Espanha o conhecem com ele participando de uma tourada. Ainda que aquilo simbolizasse um aspecto cultural local, mas simbolizava uma agressão ao animal. E como se não fosse pesado o bastante observar o Vega usando suas garras afiadas para perfurar suas garras num touro, há uma cena que mostra um touro enfurecido após a apresentação, Ken inventa de dá um golpe com uma mão para decepar o chifre dele que parece que foi replicado de uma cena de Seyia de Pégasus na sua luta contra o Cavaleiro de Ouro Aldebaran de Touro em Cavaleiro do Zodíaco.

       O teor gráfico da violência de nível sangrento a tornava pesada demais. Com certeza, essa cena seria impensável de ser replicada nos dias de hoje, por conta da pressão das entidades ambientais e protetoras dos animais.

 

 

 

A POLÊMICA DUBLAGEM E A CENA NUDEZ DE CHUN-LI NO FILME ANIMADO DE 1994.

Com o sucesso que a série conquistou aqui no Brasil, isso despertou o interesse pela distribuição do filme que veio antes da série animada.

Ele carrega uma curiosa história quanto aos bastidores de sua polêmica dublagem, que não foi produzida em nenhum estúdio brasileiro, mas, por mais estranho que possa parecer o que vou escrever foi num estúdio dos Estados Unidos, mais especificamente em Los Angeles, famosa Meca do cinema, o que resultou em fortes críticas negativas.

Principalmente pelo fato dela ter sido produzida em cima da versão americana que possui algumas diferenças no corte e alterações drásticas de trilha musical e efeitos, que o diferenciava do áudio original japonês.

Detalhe, isso ocorreu quando o longa animado foi exibido na tela grande. Já quando passou a ser distribuído para home vídeo e disponível para exibições na televisão, ele foi dublado no estúdio paulista da MasterSound onde grande parte dos personagens fixos foram mantidas suas vozes, as únicas modificações foi que no lugar da Tania Gaidardj que dublou a Chun-Li na série animada, nesse longa animado quem a dublou foi Fátima Noya, assim como Alessandra Araújo foi quem se encarregou de dublar a Cammy no lugar da Denise Simonetto.

E o mais doido é que o finado Jonas Mello que na série animada dublou Zangieff, foi quem se encarregou de dublar o Bison no lugar do também finado Antônio Moreno que o dublava na série animada.

Curiosamente o Zangieff desse filme é o único personagem que não tem creditado o nome do dublador preenchido no quadro do elenco de dublagem do site do Duplapédia.

É também segundo a Dublapédia, consta que o Blanka  nesse filme foi dublado por Nelson Machado, que também assume a direção de dublagem.

Sobre essa dublagem obscura dublagem de Street Fighter feita em Los Angeles, as informações são muito vagas, principalmente por ela figurar como uma mídia perdida completamente difícil de ser encontrada.

As poucas informações encontradas informações que o site do Duplapédia, a enciclopédia da dublagem brasileira consta a respeito da dublagem brasileira-americana do filme animado de SF, são sobre a menção dos poucos nomes dos dubladores que integraram o elenco dessa dublagem, mencionam os nomes de cinco dubladores no canto das vozes adicionais.

Dentre esses há a menção do finado Bira Castro(1953-2016), que para quem acompanhou o antigo canal pago infantil da Fox Kids(1996-2004)** deve lembrar bem da voz dele como o divertido locutor da irreverente grade de programação da emissora.  Que é o único que aparece creditado  em três personagens: Ken Masters, Bison e Fei Long.

E também há a menção de Carlos Tureta integrando o elenco dessa dublagem meio brasileira, meio americana do filme animado de SF.  Assim como a exemplo de Bira Castro, sua voz é muito lembrada por quem acompanhou outro canal pago infantil que é a Cartoon Network onde até hoje trabalha como locutor. O seu nome não aparece creditado a nenhum personagem, apenas entre as vozes adicionais.

Agora se teve um momento memorável dessa animação que muito marmanjo que era moleque quando viram o filme costumam mencionar é a cena de nudez da Chun-Li tomando uma chuveirada e aparecendo peladona.

Uma cena que não foi feita de forma tão gratuita, só para criar um clima ardente, todos os enquadramentos mostram bem dentro do sentido narrativo, ainda mais que ela sem perceber estava sendo vigiada  pelo Vega que só aparece para combater ela  depois que sai do banho e estava vestida e começa a lutar com ele.

Soube que na mais recente versão live action que está para estrear nas telonas agora no dia 15 de outubro, vão replicar essa cena da Chun-Li desse desenho com a personagem vivida pela canadense Callina Liang.

Só por isso mesmo, já me despertou a curiosidade.

 

 

*Raúl Juliá no momento em que participou das filmagens de Street Fighter ele já estava enfrentando um problema de saúde com um câncer no estômago o que o deixava debilitado, mesmo assim ele aceitou continuar filmando por causa dos seus filhos que eram fãs dos jogos de Street Fighter em homenagem a eles. Raúl Juliá morreu em 20 de outubro de 1994,  dois meses antes do lançamento de Street Figther nos cinemas americanos que ocorreu em 23 de dezembro de 1994. Portanto, marcou uma obra póstuma do ator que também deixou outros dois trabalhos póstumos lançados para televisão.   Além de Raúl Juliá, outro ator que participou do filme de Street Fighter dos anos 1990 que até o momento dessa publicação é o único que faleceu anos após o lançamento da produção é Peter Navy Tuaiasosopo(1963-2025) que representou o Honda em Street Fighter. Ele tinha 61 anos quando faleceu em fevereiro de 2025 de complicações cardíacas. Foi fazer companhia a Raúl Júlia no plano espiritual.

**As datas informadas pelo autor sobre o período de operações da marca Fox Kids, ou seja, entre 1996 a 2004 é somente com base em território nacional. Mesmo porquê foi apenas em território nacional que essa marca operou como um canal de tv por assinatura como conhecemos. Quando ele surgiu nos Estados Unidos em 1990, foi como um bloco de animações da Fox Broadcasting Company  e que encerrou suas atividades em 2002. Nunca virou uma emissora paga propriamente dita em solo americano. Logo após a compra da Disney, o canal mudou de nome para Jetix que durou até 2009 mudando para Disney XD que encerrou suas operações em 2022

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

A GERAÇÃO DO PÓS 11 DE SETEMBO

 

Nesse ano de 2026, em que vão se completar 25 anos do Atentado as Torres Gêmeas em Nova York em 11 de setembro de 2001.





O trágico acontecimento a medida que o tempo vai se distanciando já está gerando um certo  impacto para a geração de americanos que vieram depois do trágico acidente.

É o que o recente documentário da Netflix intitulado de Ponto de Virada: Geração 11 de Setembro,(Turning Point: Generation 9/11, EUA, 2026)  que pertence a franquia documental de Brian Knapenberg na Netflix que começou justamente falando do 11 de setembro em Ponto de Virada: 11 de setembro e a Guerra ao Terror(Turning Point: 9/11 and war of terror, EUA,2021).




  
  Depois sobre a Guerra Fria em Ponto de Virada: A Bomba e a Guerra Fria(Turning Point: The Bomb and the Cold War, EUA, 2024)  e a Guerra do Vietnã em Ponto de Virada: A Guerra do Vietnã(Turning Ponint: The Vietnam War, EUA, 2025).



Essa obra complementa ao que a série documental em cinco episódios de 11 de setembro e a Guerra ao Terror, explorou de forma bem mais amplamente abrangente com os depoimentos dos agentes da CIA, dos especialistas, das vítimas incrementados com os vastos arquivos das reportagens vão explorando as consequências que são sentidas até hoje.

No caso específico do documentário Geração 11 de Setembro, em sua 1 hora e 38 minutos de duração ele procura se focar nos depoimentos das jovens gerações de americanos que cresceram convivendo com essa ferida aberta.

Ouvindo os depoimentos dos jovens que ou eram crianças demais, alguns na faixa etária equivalente das crianças da Escola E. Brooker Elementary School em Sarasota, na Flórida. Onde o presidente George W. Bush estava visitando no momento em que recebeu a notícia das quedas das Torres Gêmeas e ele ficou imóvel sem demonstrar nenhuma reação de pânico ou mesmo dos que nasceram após a trágica data.



Há depoimentos dos jovens que ficaram órfãos pela tragédia, fosse porque o pai trabalhava numa das torres, fosse porquê o pai bombeiro morreu em operação ou fosse porquê o pai ou a mãe eram os passageiros dos voos.

Enfim, dá para se notar como que para eles o distanciamento do tempo com relação a essa trágica data se tornou uma coisa mais como item de museu.

A Mulher da Poeira Macy Boders faleceu de câncer

em 2015. 


O que essa geração de americanos pós-11 de setembro sentem seria mais ou menos como equivaler a sensação que eu sinto como brasileiro a respeito da Ditadura Militar.

Eu nasci em 1985, ano que houve a transição do fim da Ditadura para o começo da Redemocratização.

Já sou portanto, daquela geração de brasileiros que não vivenciou essa fase repressiva da Ditadura, e portanto não me causava tanto impacto. Do mesmo modo que meu pai não sentiu tanto o impacto quando houve o Golpe Militar em 1964, porque como ele nasceu em 1963, e só tinha portanto 1 ano quando aquilo ocorreu.

O que seria diferente com relação aos filhos do Rubens Paiva(1929-1971), cujo drama foi retratado no filme Ainda Estou Aqui (Brasil, 2024).

Quando eu fazia o Ensino Fundamental, o meu professor de História ao nos explicar numa aula sobre a Ditadura Militar no Brasil, para nós que já éramos da geração que não vivenciou aquilo procurou nos situar em algo mais comum para nós naquele momento presente em nossa realidade que foi com o programa do Casseta e Planeta, Urgente(1992-2010) que ele seria impensável da gente assistir se fosse na época repressora da Ditadura.

No caso dos americanos com relação ao 11 de setembro, a geração que veio posterior a esse trágico já lida com isso meio indiferente, sem sentir o peso desse forte impacto que isso gerou. O que bem mostra o quanto é importante a preservação da memória, mesmo para algo trágico.

Porque como diz uma frase do filosofo irlandês Edmund Burke(1729-1797):

“Um povo que não conhece sua História está fadado a repeti-la”.

 

 

 

DOCUMENTÁRIO SOBRE OSAMA BIN LADEN.

     Como complemento, aproveito para recomendar também da Netflix a série documental Procurados-EUA-Osama Bin Laden(American Manhunt: Osama Bin Laden, EUA, 2025).

     Dividida em 3 episódios, com direção de Mor Loushy e Daniel Silvan, que pertence a outra franquia documental da Netflix sobre as grandes caçadas no território americano contra criminosos dos mais perigosos.




    


       Começou com os autores dos atentados da Maratona de Boston em 2013, os Irmãos Tsanaev em Procurados-EUA-O Atentado á Maratona de Boston (American Manhunt: The Boston Marathon Bombing, EUA, 2023) e sobre a caçada ao ex-astro do futebol e do cinema O.J. Simpson(1947-2024) acusado de assassinar a sua esposa e o suposto amante em 1994 como é tratado no documentário Procurados-EUA: O.J.Simpson(American Manhunt:O.J.Simpson, EUA, 2025).

       A narrativa começa pelo ponto de partida logicamente do Atentado ao World Trade Center, onde vão explorando as várias tentativas frustradas de tentar caça-lo em investigações sigilosas, algumas que só vieram a conhecimento público depois.

       Ele se amplia em explorar a vida pregressa de Bin Laden com seu influente berço familiar de pai abastado, dos seus antecedentes ao atentado, de quando ele colaborou com os EUA para enfrentar os russos nos anos 1980 na invasão ao Afeganistão, de sua formação na Al-Qaeda e das pessoas ao redor e do seu fim ocorrido em 2 de maio de 2011 numa operação sigilosa das tropas invasão sua mansão no Paquistão.

     Ela serve bem para complementar essa abordagem sobre o mais trágico evento que ainda hoje é uma ferida aberta para os americanos.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

25 ANOS DO ASSASINATO DE TONINHO DO PT


 

No dia 10 de setembro de 2001, o então prefeito de um município paulista era misteriosamente assassinado, o prefeito em questão tratava-se de Antônio da Costa Santos(1952-2001), ele governava Campinas-SP e era filiado ao Partido dos Trabalhadores(PT), ao qual adotou como seu pseudônimo político como Toninho do PT.



QUEM FOI TONINHO DO PT?

Formado em arquitetura, e professor universitário, dedicou sua luta a defesa da justiça social, da habitação popular e da preservação do patrimônio histórico da cidade.  Em 1978, “ adquiriu o lote que continha o conjunto arquitetônico e histórico conhecido como Casa Grande e Tulha, vindo a restaurá-lo e a residir nela, utilizando-a como fonte de pesquisa para estudar a evolução urbana da cidade. A propriedade veio a ser tombada em nível nacional pelo IPHAN em 2011.”

(Wikipédia).

Em 1992, concluiu seu doutorado na USP, estudando a Rota dos Goiases e a História de Campinas.

Foi o defensor de moradias dignas e de melhores condições de vida e foi o grande defensor da preservação da memória patrimonial na cidade.

Desde os anos 1980, que Toninho era filiado ao PT(Partido dos Trabalhadores) fundado pelo atual Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, então ilustre ativista sindical.

Foi nesse partido que ele construiu sua trajetória na política de Campinas quando em 1988 foi eleito para o cargo de Vice-Prefeito na chapa de Jacó Bittar(1940-2022), cargo que ocupou durante a gestão dele que durou de 1989 a 1993. Ao qual desenvolveu muitas obras de planejamento urbano.

O prestigio que ele conquistou dessa experiência o ajudou a ser eleito prefeito de Campinas na Eleição Municipal de 2000.

Nos oito  meses e dez dias de gestão, ele foi iniciando mudanças importantes na administração municipal como:

Reorganização administrativa da Prefeitura, Redução de cerca de 30% nos custos de contratos públicos, criação da Aérea de Proteção Ambiental (APA) de Sousas e Joaquim Egídio, defesa da urbanização de favelas e início do projeto Cidade Viacopos para preservar famílias afetadas pela expansão do Aeroporto.

Na fatídica noite de segunda-feira, 10 de setembro de 2001, Toninho do PT era covardemente assassinado, ele demonstrava uma atuação firme contra a corrupção na política campineira que já vinha de longa data, principalmente no setor de obras urbanas. Nesse tempo que esteve a frente da prefeitura reduziu em até 40% os valores pagos em contratos com empresas de serviços de merenda escolar, limpeza urbana e segurança urbana.

 

“Um inquérito policial concluiu que o prefeito, durante uma viagem que fazia de automóvel, foi assassinado por "atrapalhar o trânsito" de um bando de criminosos que queria ultrapassar o seu veículo. Foram efetuados três disparos na direção do prefeito. A última das três balas atingiu Toninho na artéria aorta, matando-o instantaneamente, por volta das 22h20. Minutos antes, ele passara em uma loja do Shopping Iguatemi para retirar ternos que havia comprado.

 

A família de Toninho não aceitou o resultado do inquérito policial, que tinha inúmeras fragilidades, e pediu novas investigações. Os familiares do prefeito morto e grande parte da população de Campinas acreditam que o crime teve motivação política. Em 2011, nas celebrações que marcaram 10 anos de seu assassinato, a antiga Estação Ferroviária de Campinas recebeu o nome de Estação Cultura Prefeito Antônio da Costa Santos. Além disso, foi criado o Centro Acadêmico do curso de Administração Pública da Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em 2013, onde o nome escolhido fora "Centro Acadêmico Antônio da Costa Santos" (sigla CAACS).”

(Wikipédia)

Até hoje, passados 25 anos, esse crime continua sem explicação e a família vem lutando para a Justiça reabrir o caso e descobrir quem foi responsável pelo assassinato.

 

 

 

MENÇÃO NO DOCUMENTÁRIO SOBRE O CASO CELSO DANIEL.




No dia seguinte ao assassinato de Toninho do PT, ocorreu o trágico atentado as Torres Gêmeas em Nova York, naquela manhã de terça-feira, 11 de setembro de 2001.

Como o foco da imprensa brasileira foi muito no trágico atentado ocorrido na grande metrópole dos Estados Unidos, isso acabou ofuscando ao caso do assassinato de Toninho do PT, isso foi como bem lembrou José Dirceu, o histórico líder do movimento estudantil durante a Ditadura Militar no Brasil que desde os anos 1980 integrava a cúpula do PT, onde assumiu o importante cargo administrativo de Presidente Nacional do PT  no depoimento ao documentário O Caso Celso Daniel(Brasil, 2022).  

Nessa produção do Globoplay, uma série documental em 8 episódios, que conta a direção de Marcos Jorge que também assina o roteiro com Bernardo Rennó.

Que aborda sobre o misterioso assassinato do prefeito de Santo André-SP Celson Daniel ocorrido em 18 de Janeiro de 2002, portanto cinco meses depois do assassinato de Toninho. Outro prefeito de município paulista que era filiado ao PT.

O documentário vai apresentando diferentes depoimentos com muitos dos importantes nomes que integraram a cúpula do partido, familiares de Celso Daniel, depoimentos dos profissionais da área jurídica que investigaram o caso, jornalistas que fizeram coberturas dentre outros.

Que vão se intercalado com os arquivos das reportagens sobre o assassinato e seus desdobramentos, e o apuro técnico sobre o caso, vão se utilizando de técnicas de animação para reconstituir diferentes versões sobre o crime e fora a dramatização com o principal suspeito que foi Sérgio Gomes da Silva, vulgo Sombra o segurança de Celso Daniel que foi a última pessoa que ele teve contato antes de ser sequestrado onde ele é representado pelo ator Tuca Andrada.

Sombra que faleceu em 2016, por conta de um câncer figura entre as pessoas que tiveram as pessoas envolvidas no caso  que morreram em circunstâncias misteriosas, dentre eles está o perito Carlos Delmonte Printes que foi encontrado morto em seu escritório em outubro de 2005, pouco tempo depois de participar de uma entrevista no Programa do Jô(2000-2016) realizada um mês antes.

Enfim, essa série documental pode servir bem como uma dica importante para conhecer um pouco do crime envolvendo de Celso Daniel, que mesmo focado nele, mas pelo mesmo ele introduz  ao contexto  do crime  feito antes a  Toninho.

 

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

25 ANOS SEM A RANGER AMARELA TRINI

 

No dia 3 de setembro de 2001, morria a atriz que representou a primeira ranger amarela Trini Kwan em Migthy Morphin Power Rangers(1993-), estou me referindo a  Thuy Trang(1973-2001).





Nascida em 14 de dezembro de 1973  na cidade de Ho Chi Minn*, no  Vietnã quando o seu país  estava em combate contra  as tropas americanas, Thuy era  a terceira de quatro irmãos. Seu pai, um engenheiro que serviu no exército vietnamita para defender seu país contra os americanos.




Em 1979, quando Thuy era ainda pequena com apenas seis anos, ela junto com sua mãe e seus três irmãos resolvem começar uma jornada para começar uma nova vida na América, primeiro embarcam ilegalmente num barco improvisado até o cargueiro de Hong Kong, onde no trajeto Thuy esteve quase que entre a vida e a morte, isso porque ela “estava tão doente que os outros passageiros queriam jogá-la ao mar para economizar comida e água para os saudáveis. Mas sua mãe, Be, lutou para salvar Trang, afastando a multidão e alimentando à força sua filha inconsciente.”




Ao conseguirem chegar a Hong Kong, vão até a embaixada americana e conseguem estabelecer o contato com o pai dela e eles conseguiram um asilo político para residirem na América onde passaram a se fixar a partir de 1980.

“Thuy cresceu como refugiada vietnamita nos Estados Unidos, mas, como a maioria dos jovens imigrantes, conseguiu se adaptar ao novo idioma e cultura. Devido sua origem era uma poliglota, fluente em vietnamita  e cantonês e sabia falar francês. Depois, formou-se na Banning High School, conseguiu uma bolsa de estudos para engenharia civil na Universidade da California em Irvine(UCI), com o objetivo de seguir a mesma profissão que seu pai e irmãos mais velhos.”




Inicialmente Thuy queria seguir carreira na engenharia, até que durante a faculdade ao ingressar num grupo teatral, onde foi convidada a gravar um comercial e lá conheceu um caça talentos que a convidou para um teste para um papel numa série de tv.

Nessa audição ela encarou um teste com 500 candidatas para representar a Trini Kwan em Mighty Morphin Power Rangers, uma adaptação de uma longeva franquia de super heróis do Japão chamada de Super Sentai produzida pela Saban Enterteniment.

O papel da Trini inicialmente seria de outra atriz, Audri Dubois, que gravou um episódio piloto que não foi exibido e ela ao entrar em conflito com a Saban, acabou sendo dispensada e nisso, o papel da Trini ficou com Thuy, cuja estreia nos Estados Unidos ocorreu em 28 de agosto de 1993.




O seu desempenho no papel da Trini, uma das principais que formam o quinteto de heróis como a Ranger Amarela, que na contraparte japonesa da primeira série que eles adaptaram que foi Kyouryu Sentai Zyuranger(Japão, 1992-1993) o uniforme amarelo era de um homem, o Boy/Tiger Ranger vivido por Takumi Hashimoto que é conhecido no Brasil pelo Manabu em Jirayia-O Incrível Ninja(Sekai Ninja Sem Jirayia, Japão, 1988-1989). O que explica a estranheza do porquê dela não aparecer com saia** como a sua companheira Kimberly-Ranger Rosa.

Ela desempenhou bem em cena sua personalidade calma, sábia, aguerrida e resiliente que bem combinado ao que nós aqui no Brasil nos acostumamos a ouvir sua voz sendo dublada pela saudosa Iara Riça(1965-2021) na dublagem clássica da série feita no extinto estúdio carioca da Herbert Richers que a Globo começou a exibir em seu extinto matinal infantil da Tv Colosso(1993-1997) quando a série estreou em janeiro de 1995, onde ela imprimiu bem um ar de docilidade a personagem.




 Como Thuy  praticou artes marciais na infância sendo faixa preta no kung-fu, seguindo a orientação do seu pai, que não chegou a acompanhar o seu desempenho de atriz na série, pois havia falecido de câncer,  isso acabou servindo bem para ela incorporar essa característica na personagem, emprestando um pouco do seu talento das artes marciais nas cenas coreográficas de luta que a personagem encarava no seu primeiro ano de série, o que dava uma verossimilhança,  isso sem usar o uniforme,  claro.  

Em 1994, no segundo ano da série, ela resolve deixar a produção   acompanhada de seus dois colegas de elenco: Austin St. John como Jason/Ranger Vermelho e Walter Jones como Zack/Ranger Preto.




O motivo? Os três estavam demonstrando uma insatisfação devido a questão salarial de receberem uma porcentagem desproporcional ao lucro da Saban com a marca Power Rangers e reclamavam da jornada extenuante das filmagens, ainda mais que nem sequer era sindicalizado.

Quem a substitui na função de ranger amarela foi Karan Ashley na pele da Aisha.



Logo após sua saída de Power Rangers, Thuy Trang já sindicalizada chegou a participar de duas produções para cinema que foram lançada em 1996: O Corvo-A Cidade dos Anjos (The Crow: City of the Angels, EUA, 1996), uma sequência de O Corvo***(The Crow, EUA, 1994), onde fez a vilã Kali mostrando os seus dotes de artes marciais e em Duro de Espiar (Spy Hard, EUA, 1996) onde dividi cena com o protagonista Leslie Nielsen(1926-2010).




A atriz morreria precocemente aos 27 anos, em um acidente automobilístico em 3 de setembro de 2001, esse acidente ocorreu perto de São Francisco, pela Interestadual 5 entre São Francisco e Los Angeles quando o carro colidiu em um penhasco e capotou várias vezes antes de passar por cima de um trilho.

 Ela estava acompanhada de duas amigas: dentre essas estava a atriz e modelo Angela Rockwood, que estava noiva, se preparando para casar e onde Thuy seria a dama de honra e outra que dirigia também estava destinada a virar dama de honra.

Essas conseguiram sobreviver, Rockwood ficou tetraplégica, mas Thuy não. Ela acabou morrendo a caminho do hospital devido aos ferimentos internos.

“O corpo de Trang foi cremado uma semana depois, no dia  10 de setembro, e suas cinzas foram enterradas no Rose Hills Memorial Park, em Whittier, Califórnia. Seus colegas de Power Rangers, Amy Jo Johnson, Austin St. John, David Yost e Walter Emanuel Jones compareceram ao funeral para prestar respeitos à colega de elenco.”

O único ausente no funeral de Thuy foi Jason David Frank(1973-2022), o interprete do Tommy devido a outros compromissos, onde enviou suas condolências.

Do pouco que se sabe sobre a vida intima da atriz, é que ela na ocasião que morreu, estava solteira e não tinha filhos.

Em 2023, no especial de 30 anos de Power Rangers promovido pela Netflix, ela foi lembrada onde criaram a morte de sua personagem pela versão robótica da Rita Repulsa e onde sua filha na história, a Min vivida pela vietnamita Charlie Kersh assume o posto de ranger amarela ao lado de Zack, Billy, Rock e Cat****.

 

*Essa cidade onde Thuy nasceu no Vietnã leva o nome de uma importante figura pública que foi o revolucionário escritor que já fez carreira na política chamado de Ho Chi Min(1890-1969)  e foi o grande do porta-voz do povo vietnamita contra a exploração ocidental dos franceses quando o país foi colônia da França e contra os americanos quando as tropas americanas invadiram o país.

**Essa primeira temporada de Power Rangers, eles costumavam reutilizar as cenas japonesas principalmente no que envolviam as cenas de batalhas dos rangers transformados contra os Bonecos de Massa, Goldar e os Monstros, o Megazord ou mesmo quando aparecia a Rita Repulsa do seu QG, onde indiretamente pode-se dizer que a atriz japonesa Machiko Soga(1938-2006) que fez a Bandora na contraparte japonesa fez a Rita Repulsa em Power Rangers.  O que de certo modo pode-se explicar o porquê da Trini amarela não usar saia, já que na contraparte japonesa era uniforme masculino. Onde quem usava o uniforme era um homem Hiroshi Maeharu. Se a gente for reparar bem nela sem saia, quando a partir da segunda temporada ela costuma aparecer no Centro de Comando uniformizada, mas sem o capacete. O collant defini bem sua silhueta dando destaque para sua bunda arredondada, coisa que quando aparece nas cenas dela em combate a sua silhueta fica bem diferente, sua bunda fica mais retangulada.

***Essa é a sequência do famoso filme de terror amaldiçoado por conta do incidente envolvendo a trágica morte do protagonista Brandon Lee(1965-1993), filho do astro dos filmes de kung-fu Bruce Lee(1940-1973). Ele morreu durante uma cena de disparo com uma arma de festim que mataria seu personagem Eric Draven. Essa obra foi dirigida por Alex Proyas, inspirado na HQ homônima de terror de James O´Baar e não na obra homônima do famoso livro de contos do americano Edgar Allan Poe(1809-1849). Nessa sequência que contou com a participação de Thuy Trang foi dirigida por Tim Pope. Ainda foram produzidas duas sequências da obra que passaram pelas mãos de diferentes diretores como: O Corvo: A Salvação (The Crow, EUA, 2000) dirigida por Bharat Nalluri e O Corvo: Vingança Maldita (The Crow: Wicked Prayer, EUA, 2005).

****Rock e Cat são os papeis de Steve Cárdenas e Catherine Sutherland que integraram o elenco de Power Rangers após a saída de Thuy Trang. Rock entrou para substituir Jason como Ranger Vermelho e Cat para substituir a Kimberly como a Ranger Rosa e foi isso que ocorreu nesse especial de 2023 de Power Rangers na Netflix para celebrar os 30 anos da franquia onde eles dividiram cena com Walter Jones e David Yost que foram os únicos do elenco principal que toparam participar reprisando os papeis de Zack e Billy e tendo a Min, filha da Trini como Ranger Amarela. A principal razão para as ausências de Tommy, Jason e Kimberly nesse especial envolveram diferentes motivos de cada um. Jason David Frank(Tommy) havia falecido em 19 de novembro de 2022, aos 49 anos. Ele vinha sofrendo de depressão e de uma crise no casamento, o que motivou dele tirar a própria vida. No caso de Austin St. John(Jason) ele estava enfrentando problemas com a lei americana por conta da acusação de fraudar o Programa de Proteção de Salários da Small Business Association, o que o impediu de participar já que as filmagens desse especial que eram na Nova Zelândia.  E no caso da Amy Jo Johnson(Kimberly) foi porque além de não ter entrado em acordo com a produção, não conseguia se imaginar usando uma collant aos 50 anos.