Nesse
ano de 2026, em que vão se completar 25 anos do Atentado as Torres Gêmeas em
Nova York em 11 de setembro de 2001.
O
trágico acontecimento a medida que o tempo vai se distanciando já está gerando
um certo impacto para a geração de americanos que vieram depois do trágico
acidente.
É o que o recente documentário da Netflix intitulado de Ponto de Virada: Geração 11 de Setembro,(Turning Point: Generation 9/11, EUA, 2026) que pertence a franquia documental de Brian Knapenberg na Netflix que começou justamente falando do 11 de setembro em Ponto de Virada: 11 de setembro e a Guerra ao Terror(Turning Point: 9/11 and war of terror, EUA,2021).
Depois sobre a Guerra Fria em Ponto de Virada: A Bomba e a Guerra Fria(Turning
Point: The Bomb and the Cold War, EUA, 2024)
e a Guerra do Vietnã em Ponto de
Virada: A Guerra do Vietnã(Turning Ponint: The Vietnam War, EUA, 2025).
Essa
obra complementa ao que a série documental em cinco episódios de 11 de setembro e a Guerra ao Terror, explorou
de forma bem mais amplamente abrangente com os depoimentos dos agentes da CIA,
dos especialistas, das vítimas incrementados com os vastos arquivos das
reportagens vão explorando as consequências que são sentidas até hoje.
No
caso específico do documentário Geração
11 de Setembro, em sua 1 hora e 38 minutos de duração ele procura se focar
nos depoimentos das jovens gerações de americanos que cresceram convivendo com
essa ferida aberta.
Ouvindo
os depoimentos dos jovens que ou eram crianças demais, alguns na faixa etária
equivalente das crianças da Escola E. Brooker Elementary School em Sarasota, na
Flórida. Onde o presidente George W. Bush estava visitando no momento em que
recebeu a notícia das quedas das Torres Gêmeas e ele ficou imóvel sem
demonstrar nenhuma reação de pânico ou mesmo dos que nasceram após a trágica
data.
Há
depoimentos dos jovens que ficaram órfãos pela tragédia, fosse porque o pai
trabalhava numa das torres, fosse porquê o pai bombeiro morreu em operação ou
fosse porquê o pai ou a mãe eram os passageiros dos voos.
Enfim,
dá para se notar como que para eles o distanciamento do tempo com relação a
essa trágica data se tornou uma coisa mais como item de museu. 
A Mulher da Poeira Macy Boders faleceu de câncer
em 2015.
O
que essa geração de americanos pós-11 de setembro sentem seria mais ou menos
como equivaler a sensação que eu sinto como brasileiro a respeito da Ditadura
Militar.
Eu
nasci em 1985, ano que houve a transição do fim da Ditadura para o começo da
Redemocratização.
Já
sou portanto, daquela geração de brasileiros que não vivenciou essa fase
repressiva da Ditadura, e portanto não me causava tanto impacto. Do mesmo modo que
meu pai não sentiu tanto o impacto quando houve o Golpe Militar em 1964, porque
como ele nasceu em 1963, e só tinha portanto 1 ano quando aquilo ocorreu.
O
que seria diferente com relação aos filhos do Rubens Paiva(1929-1971), cujo
drama foi retratado no filme Ainda Estou Aqui
(Brasil, 2024).
Quando
eu fazia o Ensino Fundamental, o meu professor de História ao nos explicar numa
aula sobre a Ditadura Militar no Brasil, para nós que já éramos da geração que
não vivenciou aquilo procurou nos situar em algo mais comum para nós naquele
momento presente em nossa realidade que foi com o programa do Casseta e Planeta, Urgente(1992-2010)
que ele seria impensável da gente assistir se fosse na época repressora da
Ditadura.
No
caso dos americanos com relação ao 11 de setembro, a geração que veio posterior
a esse trágico já lida com isso meio indiferente, sem sentir o peso desse forte
impacto que isso gerou. O que bem mostra o quanto é importante a preservação da
memória, mesmo para algo trágico.
Porque
como diz uma frase do filosofo irlandês Edmund Burke(1729-1797):
“Um povo que não conhece
sua História está fadado a repeti-la”.
DOCUMENTÁRIO
SOBRE OSAMA BIN LADEN.
Como complemento, aproveito para
recomendar também da Netflix a série documental Procurados-EUA-Osama Bin Laden(American Manhunt: Osama Bin Laden,
EUA, 2025).
Dividida em 3 episódios, com direção de
Mor Loushy e Daniel Silvan, que pertence a outra franquia documental da Netflix
sobre as grandes caçadas no território americano contra criminosos dos mais
perigosos.
Começou com os autores dos atentados da
Maratona de Boston em 2013, os Irmãos Tsanaev em Procurados-EUA-O Atentado á Maratona de Boston (American Manhunt:
The Boston Marathon Bombing, EUA, 2023) e sobre a caçada ao ex-astro do futebol
e do cinema O.J. Simpson(1947-2024) acusado de assassinar a sua esposa e o
suposto amante em 1994 como é tratado no documentário Procurados-EUA: O.J.Simpson(American Manhunt:O.J.Simpson, EUA,
2025).
A narrativa começa pelo ponto de partida
logicamente do Atentado ao World Trade Center, onde vão explorando as várias
tentativas frustradas de tentar caça-lo em investigações sigilosas, algumas que
só vieram a conhecimento público depois.
Ele se amplia em explorar a vida
pregressa de Bin Laden com seu influente berço familiar de pai abastado, dos
seus antecedentes ao atentado, de quando ele colaborou com os EUA para
enfrentar os russos nos anos 1980 na invasão ao Afeganistão, de sua formação na
Al-Qaeda e das pessoas ao redor e do seu fim ocorrido em 2 de maio de 2011 numa
operação sigilosa das tropas invasão sua mansão no Paquistão.
Ela
serve bem para complementar essa abordagem sobre o mais trágico evento que
ainda hoje é uma ferida aberta para os americanos.
































