No
dia 10 de setembro de 2001, o então prefeito de um município paulista era
misteriosamente assassinado, o prefeito em questão tratava-se de Antônio da
Costa Santos(1952-2001), ele governava Campinas-SP e era filiado ao Partido dos
Trabalhadores(PT), ao qual adotou como seu pseudônimo político como Toninho do
PT.
QUEM
FOI TONINHO DO PT?
Formado
em arquitetura, e professor universitário, dedicou sua luta a defesa da justiça
social, da habitação popular e da preservação do patrimônio histórico da cidade.
Em 1978, “ adquiriu
o lote que continha o conjunto arquitetônico e histórico conhecido como Casa
Grande e Tulha, vindo a restaurá-lo e a residir nela, utilizando-a como fonte
de pesquisa para estudar a evolução urbana da cidade. A propriedade veio a ser
tombada em nível nacional pelo IPHAN em 2011.”
(Wikipédia).
Em
1992, concluiu seu doutorado na USP, estudando a Rota dos Goiases e a História
de Campinas.
Foi
o defensor de moradias dignas e de melhores condições de vida e foi o grande
defensor da preservação da memória patrimonial na cidade.
Desde
os anos 1980, que Toninho era filiado ao PT(Partido dos Trabalhadores) fundado pelo
atual Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, então ilustre ativista
sindical.
Foi
nesse partido que ele construiu sua trajetória na política de Campinas quando
em 1988 foi eleito para o cargo de Vice-Prefeito na chapa de Jacó
Bittar(1940-2022), cargo que ocupou durante a gestão dele que durou de 1989 a
1993. Ao qual desenvolveu muitas obras de planejamento urbano.
O
prestigio que ele conquistou dessa experiência o ajudou a ser eleito prefeito
de Campinas na Eleição Municipal de 2000.
Nos
oito meses e dez dias de gestão, ele foi
iniciando mudanças importantes na administração municipal como:
Reorganização
administrativa da Prefeitura, Redução de cerca de 30% nos custos de contratos
públicos, criação da Aérea de Proteção Ambiental (APA) de Sousas e Joaquim Egídio,
defesa da urbanização de favelas e início do projeto Cidade Viacopos para
preservar famílias afetadas pela expansão do Aeroporto.
Na
fatídica noite de segunda-feira, 10 de setembro de 2001, Toninho do PT era
covardemente assassinado, ele demonstrava uma atuação firme contra a corrupção
na política campineira que já vinha de longa data, principalmente no setor de
obras urbanas. Nesse tempo que esteve a frente da prefeitura reduziu em até 40%
os valores pagos em contratos com empresas de serviços de merenda escolar,
limpeza urbana e segurança urbana.
“Um inquérito policial
concluiu que o prefeito, durante uma viagem que fazia de automóvel, foi
assassinado por "atrapalhar o trânsito" de um bando de criminosos que
queria ultrapassar o seu veículo. Foram efetuados três disparos na direção do
prefeito. A última das três balas atingiu Toninho na artéria aorta, matando-o
instantaneamente, por volta das 22h20. Minutos antes, ele passara em uma loja
do Shopping Iguatemi para retirar ternos que havia comprado.
A família de Toninho não
aceitou o resultado do inquérito policial, que tinha inúmeras fragilidades, e
pediu novas investigações. Os familiares do prefeito morto e grande parte da
população de Campinas acreditam que o crime teve motivação política. Em 2011,
nas celebrações que marcaram 10 anos de seu assassinato, a antiga Estação
Ferroviária de Campinas recebeu o nome de Estação Cultura Prefeito Antônio da
Costa Santos. Além disso, foi criado o Centro Acadêmico do curso de
Administração Pública da Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp) em 2013, onde o nome escolhido fora "Centro
Acadêmico Antônio da Costa Santos" (sigla CAACS).”
(Wikipédia)
Até
hoje, passados 25 anos, esse crime continua sem explicação e a família vem
lutando para a Justiça reabrir o caso e descobrir quem foi responsável pelo
assassinato.
MENÇÃO
NO DOCUMENTÁRIO SOBRE O CASO CELSO DANIEL.
No
dia seguinte ao assassinato de Toninho do PT, ocorreu o trágico atentado as
Torres Gêmeas em Nova York, naquela manhã de terça-feira, 11 de setembro de
2001.
Como
o foco da imprensa brasileira foi muito no trágico atentado ocorrido na grande metrópole
dos Estados Unidos, isso acabou ofuscando ao caso do assassinato de Toninho do
PT, isso foi como bem lembrou José Dirceu, o histórico líder do movimento
estudantil durante a Ditadura Militar no Brasil que desde os anos 1980
integrava a cúpula do PT, onde assumiu o importante cargo administrativo de
Presidente Nacional do PT no depoimento
ao documentário O Caso Celso Daniel(Brasil,
2022).
Nessa
produção do Globoplay, uma série documental em 8 episódios, que conta a direção
de Marcos Jorge que também assina o roteiro com Bernardo Rennó.
Que
aborda sobre o misterioso assassinato do prefeito de Santo André-SP Celson
Daniel ocorrido em 18 de Janeiro de 2002, portanto cinco meses depois do
assassinato de Toninho. Outro prefeito de município paulista que era filiado ao
PT.
O
documentário vai apresentando diferentes depoimentos com muitos dos importantes
nomes que integraram a cúpula do partido, familiares de Celso Daniel,
depoimentos dos profissionais da área jurídica que investigaram o caso,
jornalistas que fizeram coberturas dentre outros.
Que
vão se intercalado com os arquivos das reportagens sobre o assassinato e seus
desdobramentos, e o apuro técnico sobre o caso, vão se utilizando de técnicas
de animação para reconstituir diferentes versões sobre o crime e fora a
dramatização com o principal suspeito que foi Sérgio Gomes da Silva, vulgo
Sombra o segurança de Celso Daniel que foi a última pessoa que ele teve contato
antes de ser sequestrado onde ele é representado pelo ator Tuca Andrada.
Sombra
que faleceu em 2016, por conta de um câncer figura entre as pessoas que tiveram
as pessoas envolvidas no caso que
morreram em circunstâncias misteriosas, dentre eles está o perito Carlos
Delmonte Printes que foi encontrado morto em seu escritório em outubro de 2005,
pouco tempo depois de participar de uma entrevista no Programa do Jô(2000-2016) realizada um mês antes.
Enfim,
essa série documental pode servir bem como uma dica importante para conhecer um
pouco do crime envolvendo de Celso Daniel, que mesmo focado nele, mas pelo
mesmo ele introduz ao contexto do crime feito antes a Toninho.





























