Há
35 anos, no dia 20 de Maio de 1991, estreava na Globo a novela O Dono do
Mundo(Brasil, 1991-1992).
Essa
novela das oito escrita por Gilberto Braga(1945-2021) e com direção de Dennis
Carvalho(1947-2026), enfrentou um baita problema para conquistar o público.
Essa novela compunha a sua trilogia de
corrupção que deu início com Vale Tudo(1988-1989)
e que foi concluída com Pátria Minha
(1994-1995). Uma trama pesada que estreou no mesmo dia que o SBT lançou a trama
mexicana de Carrossel (Carrussel, México,
1989-1990).
Se
tem uma coisa de interessante a se comentar sobre essa novela está na sua
curiosa abertura que usava um famoso trecho de uma obra de Charles
Chaplin(1889-1977).
Essa
obra em questão trata-se de O Grande
Ditador(The Great Dictator, EUA, 1940).
Superficialmente
a gente tende a achar que esse é só mais um título da extensa filmografia do
genial Chaplin, a ponto de não achar nada de diferencial.
Mas,
ai é que está, essa obra marca o ponto de partida na carreira de Chaplin por
marcar pela primeira vez ele aparecer sem
representar o seu famoso tipo O Vagabundo,
que é a tradução fiel de como no
original ele é chamado de The Tramp visto
que não tem nome, que dependendo da localidade há quem se referia a ele como Carlitos aqui no Brasil e no continente
europeu de Charlot, um tipo
maltrapilho com bengala e chapéu de coco que simbolizava o retrato da figura do típico
mendigo da realidade americana, simbolizando a representação da classe branca
inferior chamada de White Trash*, que numa tradução seria de Lixo Branco.
A razão para isso é muito simples, Chaplin vendo a tendência inovadora que a indústria de Hollywood estava adotando com a inovação do cinema falado após o lançamento do filme O Cantor de Jazz(The Jazz Singer, EUA, 1927), e como o cinema mudo estava sendo visto como ultrapassado.
Ele
era contra a ideia do Vagabundo estrelar
um filme falado, porque ele via que sua essência estava mais carregada para o
humor físico silencioso, mimico, pantomímico, pastelão com toques teatrais e
circenses.
Se
fizesse ele falar, faria o personagem perder o sentido, então ele que começou a
representar o seu famoso personagem no curta-metragem Corrida de Automóveis para Meninos(Kid Auto Races at Venices, EUA,
1914) para os Estúdios Keystone, que contou com a direção e roteiro de Henry
Lehman(1886-1946) e teve a produção assinada por Mack Sennet(1880-1960) que foi
o responsável por lançar sua carreira no cinema, resolveu aposentá-lo no filme Tempos Modernos(Modern Times, EUA,
1936).
O
filme que veio em seguida a Tempos
Modernos foi O Grande Ditador, obra
que marcou de mostrar além dele não apresentar mais como O Vagabundo, mas marcou também o ponto de partida dele estrelando um
filme falado e que trouxe uma ousada abordagem de satirizar o modelo das
ditaduras nazifascistas na Itália e na Alemanha naquele momento em que a
Segunda Guerra Mundial entrava no seu segundo ano de conflito.
“Através do humor, nós vemos, no que parece
racional, o irracional. No que parece importante, o que não é. O humor eleva
nosso senso de sobrevivência e nossa sanidade. Por conta do humor, somos menos
afetados pelas vicissitudes da vida. Ele ativa nosso senso de proporção e nos
revela que num exagero de seriedade se esconde o absurdo”.
(Chaplin).
Nessa
produção onde Chaplin assumiu diversas funções: Foi diretor, roteirista,
produtor e narrador, ele também protagoniza nesse filme dois papeis de homens
muito fisicamente semelhantes, mas que não eram irmãos gêmeos, eram apenas
sósias, com personalidades bem distintas uma da outra.
Um
é o Adenoid Hynkel, o Ditador da fictícia Tomânia, uma alusão a Alemanha
nazista governada por Adolf Hitler(1889-1945), o famoso e mitificado Fürher
pelos alemães, palavra que na língua germânica significa líder, condutor.
Já o
outro é um Babeiro Judeu, que começa a história lutando na Primeira Guerra Mundial
como “um cadete do exército da nação
fictícia da Tomânia e tenta salvar um soldado chamado Schultz (Reginald
Gardiner). O personagem de Chaplin perde a memória assim que o avião dos dois
colide com uma árvore.
Schultz escapa das ferragens, e Chaplin
passa seus próximos vinte anos no hospital, enquanto muitas mudanças acontecem
em Tomânia: Adenoide Hynkel(também interpretado por Chaplin), agora o grande ditador
da Tomânia, perseguia judeus com a ajuda
dos ministros Garbitsch (Henry Daniell) e Herring (Billy Gilbert).
Curado, mas ainda com amnésia. Chaplin
retorna à sua barbearia do gueto judeu, ainda sem saber da situação política da
Tomânia. O barbeiro fica chocado quando tropas de choque quebram a janela de
sua loja. Encontra, depois, um amor, Hannah, uma linda moradora do gueto.”
(Wikipédia).
Ao longo
do filme, acompanhamos a jornada do Barbeiro Judeu, ao ser capturado pelos
nazista, mas é impedido quando aparece seu velho companheiro Schultz, até o
momento em que ocorre uma troca entre ele e Hynkel e ele assume o cargo de
Hynkel numa estrutura que lembra o clássico literário de O Príncipe e o Mendigo do americano Mark Twain(1835-1910).
Hynkel
tem como forte aliado, o líder da fictícia Bactéria, uma sátira a Itália
Fascista, que é Benzino Napaloni(Jack Oak) em alusão a Benito
Mussolini(1883-1945), referenciado pelos italianos como Duce, que significa
líder.
Foi
desse filme de comédia dramática sobre sátira política e social ao contexto histórico
da Segunda Guerra Mundial que saiu um trecho que foi usado na abertura da
novela O Dono do Mundo, o trecho
especificamente tratava-se da cena mostrando Hynkel fazendo uma coreografia com
a bola representando o globo terrestre com aquele desejo mirabolante de querer
dominar o mundo. Algo que foi bem encaixado a proposto do título que remetia ao
crápula do protagonista Felipe Barreto(Antônio
Fagundes), um rico e brilhante médico
mau-caráter com seu perfil egocêntrico de se achar o dono do mundo.
Para
a abertura da novela que contou com um dedo do designer Hans Donner, um
germânico-austríaco naturalizado brasileiro que àquela altura já desenvolvia
seus trabalhos artísticos para a emissora fazia vinte anos, ele junto com sua
equipe criaram “a
sobreposição de imagens de mulheres sensuais sobre um globo na famosa sequência
do filme O Grande Ditador, de Charles Chaplin, em que seu
personagem emulava Hitler brincando com um globo.”
(TELEDRAMATURGIA)
“Ao som da canção 'Querida', de Tom Jobim(1927-1994), a
abertura mostrava a cena do filme O Grande Ditador em que Charles
Chaplin, no papel do personagem Hynkel, dança com um globo terrestre, numa
sátira a Adolf Hitler. A cena foi modificada eletronicamente com a inserção de
belas mulheres no globo.”
(MEMÓRIA GLOBO)
Essas belas mulheres que
apareciam no globo terrestre eram colorizadas, enquanto que o filme mesmo era
mantido em preto e branco.
Uma tarefa complicada e
complexa de ser executada, principalmente ao se tratar das demoradas
negociações envolvendo os direitos autorais da obra e fora o trabalhão que foi
inserir diferentes mulheres fazendo poses sensuais em diferentes quadros dentro
do globo, mesmo contando com os recursos tecnológicos mais avançados para a época
que se tinham para isso ser realizado.
“Os direitos sobre o filme
demoraram para sair. Hans Donner chegou inclusive a gravar uma abertura
alternativa em que o modelo Beto Simas fazia as mesmas ações de Chaplin no
filme. Porém, ao final, a versão original foi liberada com os direitos sobre as
imagens cedidos diretamente a Hans Donner.
“Para usar o filme, descobri quem era
o chefão da distribuidora. Por sorte, ele viu uma exposição minha em Londres e
gostava do meu trabalho”, revelou Hans a Flávio Ricco e José Armando
Vannucci para o livro “Biografia da Televisão Brasileira”.
Os direitos de reprodução do filme foram cedidos por sua detentora exclusiva na
época, a distribuidora Filmverhuurkantoor
“De Dam” B. V. (de acordo com os créditos do encerramento da
novela).
Para a versão de exportação da
novela, foi exibida uma terceira abertura, em que o globo, no qual apareciam as
mulheres, passeava pela galáxia – sem a participação de Chaplin ou referência
ao filme.”
(TELEDRAMATURGIA).
Pelo que Hans Donner comentou na matéria do jornal O Globo, escrita por Pedro Só em 22 de Maio de 1991 sobre as
inserções das imagens no globo para a abertura da novela:
“Só podíamos inserir as imagens no espaço
ocupado pela bola colocando-as nas 50 posições de sua trajetória em um segundo
e meio. Mais do que isto seria um número muito alto de informações para a
máquina. “
(Trecho extraído
do blog TV Baú postado em Setembro de 2014).
Sobre essa
produção, ela além de ser estrelada pelo próprio Chaplin, é também estrelada
por Paulette Goddard(1910-1990), uma das atrizes com quem Chaplin foi casado
representando a Hannah, o grande amor do Barbeiro Judeu, Jack Oakie(1903-1978)
na pele do ditador Napaloni da Bactéria, cujo sobrenome traz uma referência
histórica a Napoleão Bonaparte(1769-1821), o temido Imperador da França no
século 19, Carter DeHaven(1886-1977) como o Embaixador da Bactéria, Henry
Daniel(1894-1963) como Garbitsch e Billy Gilbert(1894-1971) como Herring, que são os ministros de Hynkel que com
certeza deve fazer uma sátira aos ministros nazistas de Hitler que foram os
figurões do alto escalão do Governo Nazista na Alemanha que tiveram entre seus
nomes: Joseph Goebbels, Hermman Göring, Heinrich Himmler, Wilhelm Frick, Albert
Sper e Joseph Von Ribbentrop.
Também
mencionar a participação de Reginald Gardner(1903-1980) como o Schultz e de
Maurice Moscovich(1871-1940), esse ator russo-americano, nascido em Odessa na
Ucrânia quando a região pertencia ao Império Czarista da Rússia no berço de
família judia asquenazes. Ele que já tinha residência fixa nos Estados Unidos
desde 1897, foi em solo americano que ele construiu uma sólida carreira teatral
estrelando para sua comunidade falando em iídiche, fez pouco cinema e essa
produção onde ele representou o Senhor Jaeckel, um senhor judeu que era
inquilino da barbearia marcou a última de sua carreira, ele faleceu aos 68
anos.
Um fato
curioso, é que na obra é mencionado outro pais fictício que é Osterlich que faz
referência a Áustria.
Na abertura do
filme eles esclarecem com um texto que diz assim:
“Qualquer
semelhança entre Hynkel, o ditador, e o barbeiro judeu é mera coincidência.
Esta é a história de um período entre duas
Guerras Mundiais – um interlúdio em que a insanidade se alastrou. A liberdade
entrou em colapso e a humanidade foi duramente atingida.”
Essa obra de mensagem crítica foi lançada
antes dos Estados Unidos mandarem suas tropas para combaterem contra os
nazistas na Europa, isso só aconteceu depois do ataque a Pearl Harbor em 7 de
Dezembro de 1941.
Na época em que foi lançada chegou a receber
acusações de apologia ao comunismo por sua mensagem crítica ao nazismo já que
os Estados Unidos até então carregavam uma postura aliada de Hitler, chegou a
receber 5 indicações no Oscar de 1941, mas não ganhou nenhuma.
É curioso imaginar que na obra, o Barbeiro
Judeu mais parece agir muito como O
Vagabundo, a ponto de muita gente equivocadamente pensar que essa obra foi
a última com o personagem.
A cena final do Barbeiro Judeu agindo como Hynkel
indo em direção ao púlpito para falar ao povo com seu discurso de mensagem
pacifista é o que torna a obra indispensável e sempre atualizada, ainda mais
pela forma como ele quebra a quarta parede ao se dirigir ao público que esteja
assistindo:
“Sinto
muito, mas não pretendo ser imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar
ou conquistar ninguém. Gostaria de ajudar judeus, gentios, negros, brancos.
Todos nós desejamos ajudar-nos uns aos outros. Seres humanos são assim.
Queremos viver para a felicidade do próximo e não para seu infortúnio. Não
desejamos odiar ou desprezar. Neste mundo há espaço para todos. A Terra é rica
e pode prover a necessidade de todos. O caminho da vida pode ser livre e lindíssimo,
porém perdemos o rumo. A ganância envenenou nossas almas, levantou muralhas de
ódio, fez-nos chegar a miséria e ao derramamento de sangue. Desenvolvemos velocidade,
mas isolamos uns dos outros. A maquinaria que nos poderia dar abundância deixou-nos
na penúria. Os nossos conhecimentos tornaram-nos cépticos e cruéis. Pensamos
demais e sentimos de menos. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais
do que inteligência, precisamos de compaixão. Sem estas virtudes, a vida será
violenta. A aviação e o rádio aproximaram-nos. A própria natureza dessas coisas
apela a bondade, apela a fraternidade universal para sermos todos um. Neste
mesmo instante a minha voz chega a milhões em todo mundo, milhões de homens, mulheres
e crianças desesperadas, vítimas de um sistema que põe homens a torturar e
encarcera inocentes. Aos que me ouvem, eu digo: Não desespereis. A nossa
desgraça é simplesmente o último suspiro da ganância. A amargura de homens que temem
o progresso humano. O ódio dos homens desaparecerá, e os ditadores sucumbirão,
e o poder que arrebentaram ao povo regressará ao povo. Enquanto morrem os homens,
a liberdade nunca perecerá. Soldados! Não vos entregueis a esses desalmados. Homens
que vós desprezam e escravizam, que controlam as vossas vidas! Que vos ditam o
que fazer, pensar e sentir! Que vos condicionam, que vos tratam como gado e se
servem de vós como carne para canhão! Não vos entregueis a esses desumanos,
homens-máquinas com mentes de aço e corações de pedra! Não sois máquinas! Não
sois gados! Homens é sois! E levam o amor a humanidade nas vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que nunca foram
amados. Os mal-amados e os desumanos. Não batalheis pela escravidão! Lutai pela
liberdade! São Lucas escreveu: “O Reino de Deus está dentro do homem. Não de um
só homem, mas de todos os homens! Em vós! Vós, o povo, tendes o poder! De criar
máquinas, de criar felicidade! Tendes o poder de tornar esta vida livre e bela,
de fazer uma aventura maravilhosa! Então em nome da democracia, usemos esse
poder! Unamo-nos! Lutemos por um mundo novo. Um mundo que assegure a todos a
oportunidade de trabalho, que dê futuro a juventude e segurança a velhice. Com
tais promessas, os desalmados subiram ao poder.
Mas eles mentem. Esses não cumprem as suas promessas! Os ditadores libertam-se
mas escravizam o povo! Lutemos agora para cumprir essas promessas! Lutemos para
libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, pôr termo a ganância, ao ódio
e a intolerância. Lutemos por um mundo de razão, um mundo no qual a ciência e o
progresso conduzam a felicidade de todos nós. Soldados! Em nome da democracia,
unamo-nos!”
A última frase é dele se dirigindo a Hanna:
“Hannah,
está me ouvindo? Onde quer que esteja, olhe para cima! Olhe para cima, Hannah!
As nuvens estão subindo, o Sol está abrindo caminho! Estamos fora das trevas,
indo em direção à luz! Estamos indo para um novo mundo; um mundo mais feliz,
onde os homens vencerão a ganância, o ódio e a brutalidade. Olhe, Hannah!”
A
cena final é de Hanna olhando para cima com um sorriso no rosto.
Pode-se
concluir diante disso tudo que essa obra ela é muito relevante para entender principalmente
o mundo atual e seu medo do novo modelo de fascismo propagando com as novas
tecnologias.
*Termo
pejorativo de cunho socioeconômico usado nos Estados Unidos para definir
pessoas brancas de baixa renda que vivem na pobreza. Que são vista pela
abastada elite supremacista branca como gente inferior. Esse termo surgiu “na década de 1830 e era usado por
aristocratas brancos e escravos negros para se referir aos trabalhadores
brancos das plantações do Sul ou aos pequenos agricultores brancos.”(Wikipédia).
São frequentemente representados de forma estereotipada beirando ao caricato
como gente rude, grosseira, rústica, sem modos vivendo em moradias precárias
como trailers, por exemplo. Alguns exemplos de personagens que simbolizam o
tropo narrativo do lixo branco no cinema hollywoodiano são: Rocky Balboa da
franquia Rocky(1976-2006), já que no primeiro filme mostra a vida pobre dele
num xexelento apartamento periférico e devendo aluguel, Travis do filme Táxi
Driver(1976) mostra também simbolizar esse exemplo de lixo branco já que ele é um taxista e é o fio condutor da narrativa em
ser nosso guia em mostrar por meio de
sua corrida diária de táxi uma Nova York consumida pelo caos urbano e mora num
muquifo, Tony Montana do filme Scarface(1983) também simboliza essa
representação ainda mais ele sendo um imigrante cubano que se enriquece com o
tráfico de drogas e mesmo ostentando luxo, ainda assim carrega um mal gosto,
sendo visto como brega. Principalmente pela ótica da Elvira, sua classuda amada
que mostra carregar bem uma herança aristocrática. Outros
exemplos são: Vivian Ward protagonista
do filme Uma Linda Mulher(1990) também simboliza esse tropo narrativo do white trash
simbolizando aqui essa figura feminina de beleza atraente de cunho sexual,
ainda mais sendo ela uma prostituta. Em contraponto, outro exemplo feminino de
representação do tropo narrativo do White Trash é Andrea Zuckerman uma das
protagonistas da clássica série dramática juvenil dos anos 1990 Barrados no Baile (Bervely Hills,
902010, EUA, 1990-2000) onde ela com seus óculos de intelectual estudando num
colégio de elite onde comandava um jornalzinho que contava com Brandon como seu
colaborador, escondia que morava num bairro pobre suburbano. Por fim, outro
exemplo desse tropo narrativo do White trash explorado tanto no cinema quanto
na televisão é o personagem do Mark Shultz, protagonista do filme
Foxcatcher(2014) ainda mais sendo inspirado na história real do lutador de luta
livre, medalhista olímpico que no primeiro momento do filme mostra ele vivendo
num muquifo até receber um telefonema do dono da equipe Foxcatcher, o excêntrico
milionário John Du Pont(1938-2010) para treinar e morar numa das hospedagens de
sua fazenda onde ele leva consigo seu irmão Dave Shultz(1959-1996). Mark
sentindo a estranheza e as esquisitices de DuPont resolve deixar a equipe e seu
irmão Dave permanece até o momento de sua trágica morte precoce aos 36 anos,
onde foi covardemente assassinado a tiros por DuPont na gélida manhã invernal de
26 de Janeiro de 1996. DuPont foi preso logo em seguida e foi sentenciado a
prisão perpetua a qual cumpriu até o seu falecimento em 2010.






























