segunda-feira, 8 de junho de 2026

FILME DE CHAPLIN NA ABERTURA DE UMA TELENOVELA BRASILEIRA

 

Há 35 anos, no dia 20 de Maio de 1991, estreava na Globo a novela O Dono do Mundo(Brasil, 1991-1992).




Essa novela das oito escrita por Gilberto Braga(1945-2021) e com direção de Dennis Carvalho(1947-2026), enfrentou um baita problema para conquistar o público.



 Essa novela compunha a sua trilogia de corrupção que deu início com Vale Tudo(1988-1989) e que foi concluída com Pátria Minha (1994-1995). Uma trama pesada que estreou no mesmo dia que o SBT lançou a trama mexicana de Carrossel (Carrussel, México, 1989-1990).




Se tem uma coisa de interessante a se comentar sobre essa novela está na sua curiosa abertura que usava um famoso trecho de uma obra de Charles Chaplin(1889-1977).


 
Cena da abertura da novela O Dono do Mundo. 


Essa obra em questão trata-se de O Grande Ditador(The Great Dictator, EUA, 1940).

Superficialmente a gente tende a achar que esse é só mais um título da extensa filmografia do genial Chaplin, a ponto de não achar nada de diferencial.





Mas, ai é que está, essa obra marca o ponto de partida na carreira de Chaplin por marcar pela primeira vez  ele aparecer sem representar o seu famoso tipo O Vagabundo, que é a  tradução fiel de como no original ele é chamado de The Tramp visto que não tem nome, que dependendo da localidade há quem se referia a ele como Carlitos aqui no Brasil e no continente europeu de Charlot, um tipo maltrapilho com bengala e chapéu de coco  que simbolizava o retrato da figura do típico mendigo da realidade americana, simbolizando a representação da classe branca inferior chamada de White Trash*, que numa tradução seria de Lixo Branco.

A razão para isso é muito simples, Chaplin vendo a tendência inovadora que a indústria de Hollywood estava adotando com a inovação do cinema falado após o lançamento do filme O Cantor de Jazz(The Jazz Singer, EUA, 1927), e como o cinema mudo estava sendo visto como  ultrapassado.

 
Cena do filme O Cantor de Jazz(1927), o 
primeiro falado da história do cinema. 


Ele era contra a ideia do Vagabundo estrelar um filme falado, porque ele via que sua essência estava mais carregada para o humor físico silencioso, mimico, pantomímico, pastelão com toques teatrais e circenses. 

Se fizesse ele falar, faria o personagem perder o sentido, então ele que começou a representar o seu famoso personagem no curta-metragem Corrida de Automóveis para Meninos(Kid Auto Races at Venices, EUA, 1914) para os Estúdios Keystone, que contou com a direção e roteiro de Henry Lehman(1886-1946) e teve a produção assinada por Mack Sennet(1880-1960) que foi o responsável por lançar sua carreira no cinema, resolveu aposentá-lo no filme Tempos Modernos(Modern Times, EUA, 1936).




O filme que veio em seguida a Tempos Modernos foi O Grande Ditador, obra que marcou de mostrar além dele não apresentar mais como O Vagabundo, mas marcou também o ponto de partida dele estrelando um filme falado e que trouxe uma ousada abordagem de satirizar o modelo das ditaduras nazifascistas na Itália e na Alemanha naquele momento em que a Segunda Guerra Mundial entrava no seu segundo ano de conflito.

Através do humor, nós vemos, no que parece racional, o irracional. No que parece importante, o que não é. O humor eleva nosso senso de sobrevivência e nossa sanidade. Por conta do humor, somos menos afetados pelas vicissitudes da vida. Ele ativa nosso senso de proporção e nos revela que num exagero de seriedade se esconde o absurdo”.

(Chaplin).

Nessa produção onde Chaplin assumiu diversas funções: Foi diretor, roteirista, produtor e narrador, ele também protagoniza nesse filme dois papeis de homens muito fisicamente semelhantes, mas que não eram irmãos gêmeos, eram apenas sósias, com personalidades bem distintas uma da outra.




Um é o Adenoid Hynkel, o Ditador da fictícia Tomânia, uma alusão a Alemanha nazista governada por Adolf Hitler(1889-1945), o famoso e mitificado Fürher pelos alemães, palavra que na língua germânica significa líder, condutor.




Já o outro é um Babeiro Judeu, que começa a história lutando na Primeira Guerra Mundial como “um cadete do exército da nação fictícia da Tomânia e tenta salvar um soldado chamado Schultz (Reginald Gardiner). O personagem de Chaplin perde a memória assim que o avião dos dois colide com uma árvore.

Schultz escapa das ferragens, e Chaplin passa seus próximos vinte anos no hospital, enquanto muitas mudanças acontecem em Tomânia: Adenoide Hynkel(também interpretado por Chaplin), agora o grande ditador  da Tomânia, perseguia judeus com a ajuda dos ministros Garbitsch (Henry Daniell) e Herring (Billy Gilbert).

Curado, mas ainda com amnésia. Chaplin retorna à sua barbearia do gueto judeu, ainda sem saber da situação política da Tomânia. O barbeiro fica chocado quando tropas de choque quebram a janela de sua loja. Encontra, depois, um amor, Hannah, uma linda moradora do gueto.”

(Wikipédia).

Ao longo do filme, acompanhamos a jornada do Barbeiro Judeu, ao ser capturado pelos nazista, mas é impedido quando aparece seu velho companheiro Schultz, até o momento em que ocorre uma troca entre ele e Hynkel e ele assume o cargo de Hynkel numa estrutura que lembra o clássico literário de O Príncipe e o Mendigo do americano Mark Twain(1835-1910).




Hynkel tem como forte aliado, o líder da fictícia Bactéria, uma sátira a Itália Fascista, que é Benzino Napaloni(Jack Oak) em alusão a Benito Mussolini(1883-1945), referenciado pelos italianos como Duce, que significa líder.



Foi desse filme de comédia dramática sobre sátira política e social ao contexto histórico da Segunda Guerra Mundial que saiu um trecho que foi usado na abertura da novela O Dono do Mundo, o trecho especificamente tratava-se da cena mostrando Hynkel fazendo uma coreografia com a bola representando o globo terrestre com aquele desejo mirabolante de querer dominar o mundo. Algo que foi bem encaixado a proposto do título que remetia ao crápula do protagonista Felipe Barreto(Antônio  Fagundes), um rico e brilhante  médico  mau-caráter com seu perfil egocêntrico de se achar o dono do mundo.

Para a abertura da novela que contou com um dedo do designer Hans Donner, um germânico-austríaco naturalizado brasileiro que àquela altura já desenvolvia seus trabalhos artísticos para a emissora fazia vinte anos, ele junto com sua equipe criaram a sobreposição de imagens de mulheres sensuais sobre um globo na famosa sequência do filme O Grande Ditador, de Charles Chaplin, em que seu personagem emulava Hitler brincando com um globo.”

(TELEDRAMATURGIA)

 

“Ao som da canção 'Querida', de Tom Jobim(1927-1994), a abertura mostrava a cena do filme O Grande Ditador em que Charles Chaplin, no papel do personagem Hynkel, dança com um globo terrestre, numa sátira a Adolf Hitler. A cena foi modificada eletronicamente com a inserção de belas mulheres no globo.”   

(MEMÓRIA GLOBO)

Essas belas mulheres que apareciam no globo terrestre eram colorizadas, enquanto que o filme mesmo era mantido em preto e branco.





Uma tarefa complicada e complexa de ser executada, principalmente ao se tratar das demoradas negociações envolvendo os direitos autorais da obra e fora o trabalhão que foi inserir diferentes mulheres fazendo poses sensuais em diferentes quadros dentro do globo, mesmo contando com os recursos tecnológicos mais avançados para a época que se tinham para isso ser realizado.

“Os direitos sobre o filme demoraram para sair. Hans Donner chegou inclusive a gravar uma abertura alternativa em que o modelo Beto Simas fazia as mesmas ações de Chaplin no filme. Porém, ao final, a versão original foi liberada com os direitos sobre as imagens cedidos diretamente a Hans Donner.
“Para usar o filme, descobri quem era o chefão da distribuidora. Por sorte, ele viu uma exposição minha em Londres e gostava do meu trabalho”, revelou Hans a Flávio Ricco e José Armando Vannucci para o livro “Biografia da Televisão Brasileira”.
Os direitos de reprodução do filme foram cedidos por sua detentora exclusiva na época, a distribuidora Filmverhuurkantoor “De Dam” B. V. (de acordo com os créditos do encerramento da novela).

Para a versão de exportação da novela, foi exibida uma terceira abertura, em que o globo, no qual apareciam as mulheres, passeava pela galáxia – sem a participação de Chaplin ou referência ao filme.”

(TELEDRAMATURGIA).

Pelo que Hans Donner comentou na matéria do jornal O Globo, escrita por Pedro Só em 22 de Maio de 1991 sobre as inserções das imagens no globo para a abertura da novela:

“Só podíamos inserir as imagens no espaço ocupado pela bola colocando-as nas 50 posições de sua trajetória em um segundo e meio. Mais do que isto seria um número muito alto de informações para a máquina. “

(Trecho extraído do blog TV Baú postado em Setembro de 2014).


Sobre essa produção, ela além de ser estrelada pelo próprio Chaplin, é também estrelada por Paulette Goddard(1910-1990), uma das atrizes com quem Chaplin foi casado representando a Hannah, o grande amor do Barbeiro Judeu, Jack Oakie(1903-1978) na pele do ditador Napaloni da Bactéria, cujo sobrenome traz uma referência histórica a Napoleão Bonaparte(1769-1821), o temido Imperador da França no século 19, Carter DeHaven(1886-1977) como o Embaixador da Bactéria, Henry Daniel(1894-1963) como Garbitsch e Billy Gilbert(1894-1971) como Herring,  que são os ministros de Hynkel que com certeza deve fazer uma sátira aos ministros nazistas de Hitler que foram os figurões do alto escalão do Governo Nazista na Alemanha que tiveram entre seus nomes: Joseph Goebbels, Hermman Göring, Heinrich Himmler, Wilhelm Frick, Albert Sper e Joseph Von Ribbentrop. 

Também mencionar a participação de Reginald Gardner(1903-1980) como o Schultz e de Maurice Moscovich(1871-1940), esse ator russo-americano, nascido em Odessa na Ucrânia quando a região pertencia ao Império Czarista da Rússia no berço de família judia asquenazes. Ele que já tinha residência fixa nos Estados Unidos desde 1897, foi em solo americano que ele construiu uma sólida carreira teatral estrelando para sua comunidade falando em iídiche, fez pouco cinema e essa produção onde ele representou o Senhor Jaeckel, um senhor judeu que era inquilino da barbearia marcou a última de sua carreira, ele faleceu aos 68 anos.

Um fato curioso, é que na obra é mencionado outro pais fictício que é Osterlich que faz referência a Áustria.

Na abertura do filme eles esclarecem com um texto que diz assim:

Qualquer semelhança entre Hynkel, o ditador, e o barbeiro judeu é mera coincidência.

Esta é a história de um período entre duas Guerras Mundiais – um interlúdio em que a insanidade se alastrou. A liberdade entrou em colapso e a humanidade foi duramente atingida.”

Essa obra de mensagem crítica foi lançada antes dos Estados Unidos mandarem suas tropas para combaterem contra os nazistas na Europa, isso só aconteceu depois do ataque a Pearl Harbor em 7 de Dezembro de 1941.

Na época em que foi lançada chegou a receber acusações de apologia ao comunismo por sua mensagem crítica ao nazismo já que os Estados Unidos até então carregavam uma postura aliada de Hitler, chegou a receber 5 indicações no Oscar de 1941, mas não ganhou nenhuma.

É curioso imaginar que na obra, o Barbeiro Judeu mais parece agir muito como O Vagabundo, a ponto de muita gente equivocadamente pensar que essa obra foi a última com o personagem.

A cena final do Barbeiro Judeu agindo como Hynkel indo em direção ao púlpito para falar ao povo com seu discurso de mensagem pacifista é o que torna a obra indispensável e sempre atualizada, ainda mais pela forma como ele quebra a quarta parede ao se dirigir ao público que esteja assistindo:

Sinto muito, mas não pretendo ser imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar ninguém. Gostaria de ajudar judeus, gentios, negros, brancos. Todos nós desejamos ajudar-nos uns aos outros. Seres humanos são assim. Queremos viver para a felicidade do próximo e não para seu infortúnio. Não desejamos odiar ou desprezar. Neste mundo há espaço para todos. A Terra é rica e pode prover a necessidade de todos. O caminho da vida pode ser livre e lindíssimo, porém perdemos o rumo. A ganância envenenou nossas almas, levantou muralhas de ódio, fez-nos chegar a miséria e ao derramamento de sangue. Desenvolvemos velocidade, mas isolamos uns dos outros. A maquinaria que nos poderia dar abundância deixou-nos na penúria. Os nossos conhecimentos tornaram-nos cépticos e cruéis. Pensamos demais e sentimos de menos. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de compaixão. Sem estas virtudes, a vida será violenta. A aviação e o rádio aproximaram-nos. A própria natureza dessas coisas apela a bondade, apela a fraternidade universal para sermos todos um. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões em todo mundo, milhões de homens, mulheres e crianças desesperadas, vítimas de um sistema que põe homens a torturar e encarcera inocentes. Aos que me ouvem, eu digo: Não desespereis. A nossa desgraça é simplesmente o último suspiro da ganância. A amargura de homens que temem o progresso humano. O ódio dos homens desaparecerá, e os ditadores sucumbirão, e o poder que arrebentaram ao povo regressará ao povo. Enquanto morrem os homens, a liberdade nunca perecerá. Soldados! Não vos entregueis a esses desalmados. Homens que vós desprezam e escravizam, que controlam as vossas vidas! Que vos ditam o que fazer, pensar e sentir! Que vos condicionam, que vos tratam como gado e se servem de vós como carne para canhão! Não vos entregueis a esses desumanos, homens-máquinas com mentes de aço e corações de pedra! Não sois máquinas! Não sois gados! Homens é sois! E levam o amor a humanidade nas vossas almas!  Não odieis! Só odeiam os que nunca foram amados. Os mal-amados e os desumanos. Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! São Lucas escreveu: “O Reino de Deus está dentro do homem. Não de um só homem, mas de todos os homens! Em vós! Vós, o povo, tendes o poder! De criar máquinas, de criar felicidade! Tendes o poder de tornar esta vida livre e bela, de fazer uma aventura maravilhosa! Então em nome da democracia, usemos esse poder! Unamo-nos! Lutemos por um mundo novo. Um mundo que assegure a todos a oportunidade de trabalho, que dê futuro a juventude e segurança a velhice. Com tais promessas, os desalmados subiram ao poder.  Mas eles mentem. Esses não cumprem as suas promessas! Os ditadores libertam-se mas escravizam o povo! Lutemos agora para cumprir essas promessas! Lutemos para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, pôr termo a ganância, ao ódio e a intolerância. Lutemos por um mundo de razão, um mundo no qual a ciência e o progresso conduzam a felicidade de todos nós. Soldados! Em nome da democracia, unamo-nos! 

A última frase é dele se dirigindo a Hanna:

“Hannah, está me ouvindo? Onde quer que esteja, olhe para cima! Olhe para cima, Hannah! As nuvens estão subindo, o Sol está abrindo caminho! Estamos fora das trevas, indo em direção à luz! Estamos indo para um novo mundo; um mundo mais feliz, onde os homens vencerão a ganância, o ódio e a brutalidade. Olhe, Hannah!”

A cena final é de Hanna olhando para cima com um sorriso no rosto.

Pode-se concluir diante disso tudo que essa obra ela é muito relevante para entender principalmente o mundo atual e seu medo do novo modelo de fascismo propagando com as novas tecnologias.


*Termo pejorativo de cunho socioeconômico usado nos Estados Unidos para definir pessoas brancas de baixa renda que vivem na pobreza. Que são vista pela abastada elite supremacista branca como gente inferior. Esse termo surgiu “na década de 1830 e era usado por aristocratas brancos e escravos negros para se referir aos trabalhadores brancos das plantações do Sul ou aos pequenos agricultores brancos.”(Wikipédia). São frequentemente representados de forma estereotipada beirando ao caricato como gente rude, grosseira, rústica, sem modos vivendo em moradias precárias como trailers, por exemplo. Alguns exemplos de personagens que simbolizam o tropo narrativo do lixo branco no cinema hollywoodiano são: Rocky Balboa da franquia Rocky(1976-2006), já que no primeiro filme mostra a vida pobre dele num xexelento apartamento periférico e devendo aluguel, Travis do filme Táxi Driver(1976) mostra também simbolizar esse exemplo de lixo branco já que ele  é um taxista e é o fio condutor da narrativa em ser nosso guia em  mostrar por meio de sua corrida diária de táxi uma Nova York consumida pelo caos urbano e mora num muquifo, Tony Montana do filme Scarface(1983) também simboliza essa representação ainda mais ele sendo um imigrante cubano que se enriquece com o tráfico de drogas e mesmo ostentando luxo, ainda assim carrega um mal gosto, sendo visto como brega. Principalmente pela ótica da Elvira, sua classuda amada que mostra carregar bem uma herança aristocrática.   Outros exemplos são:  Vivian Ward protagonista do filme Uma Linda Mulher(1990) também simboliza esse tropo narrativo do white trash simbolizando aqui essa figura feminina de beleza atraente de cunho sexual, ainda mais sendo ela uma prostituta. Em contraponto, outro exemplo feminino de representação do tropo narrativo do White Trash é Andrea Zuckerman uma das protagonistas da clássica série dramática juvenil dos anos 1990 Barrados no Baile (Bervely Hills, 902010, EUA, 1990-2000) onde ela com seus óculos de intelectual estudando num colégio de elite onde comandava um jornalzinho que contava com Brandon como seu colaborador, escondia que morava num bairro pobre suburbano. Por fim, outro exemplo desse tropo narrativo do White trash explorado tanto no cinema quanto na televisão é o personagem do Mark Shultz, protagonista do filme Foxcatcher(2014) ainda mais sendo inspirado na história real do lutador de luta livre, medalhista olímpico que no primeiro momento do filme mostra ele vivendo num muquifo até receber um telefonema do dono da equipe Foxcatcher, o excêntrico milionário John Du Pont(1938-2010) para treinar e morar numa das hospedagens de sua fazenda onde ele leva consigo seu irmão Dave Shultz(1959-1996). Mark sentindo a estranheza e as esquisitices de DuPont resolve deixar a equipe e seu irmão Dave permanece até o momento de sua trágica morte precoce aos 36 anos, onde foi covardemente assassinado a tiros por DuPont na gélida manhã invernal de 26 de Janeiro de 1996. DuPont foi preso logo em seguida e foi sentenciado a prisão perpetua a qual cumpriu até o seu falecimento em 2010.


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