quarta-feira, 20 de agosto de 2014
segunda-feira, 14 de abril de 2014
O SURGIMENTO DO CAPITÃO AMÉRICA
Para entrar no clima de Capitão América: O Soldado Invernal que já está em cartaz nas salas de cinema.
Vou descrever um pouco de como ele se originou e o contexto histórico de como surgiu.
A ORIGEM:
Criado em Março de 1941, na revista Capitan América Comics, numa parceria entre Joe Simon(1913-2011) e por Jack Kirby(1917-1994), o primeiro filhote da Marvel Comics quando esta ainda estava engatinhando como sua concorrente DC Comics com as publicações de Supeman(1938) e Batman(1939). Apesar de apresentarem uma pequena diferença de idade. A DC surgiu primeiramente em 1934, portanto nesse ano de 2014 completa 80 anos de atividade, já a Marvel que só nasceria em 1939 completando então 75 anos também no momento presente.
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Bom, mas voltando ao foco sobre o Capitão América, foi aproveitando o momento em que o mundo vivia a tensão da Segunda Guerra Mundial, no momento onde a população de cada país vivenciava direta ou mesmo indiretamente, o pavor dos bombardeios que começaram a partir
do momento em que o tirano Chefe de Estado da Alemanha Nazista Adolf Hitler(1889-1945) deu inicio ao conflito mandando suas tropas invadirem a Polônia em Setembro de 1939.
Curiosamente, pode se colocar que o surgimento do herói ocorreu bem antes dos americanos sofrerem os ataques da tropas japonesas aliadas de Hitler a base militar de Pearl Harbor no Havaí, ocorrida no dia 07 de Dezembro de 1941.
O tom de sátira alegórica para criar a figura do herói patriótico dos americanos deu muito certo. E assim ele representou bem a figura arquetípica para os americanos, nesta empreitada ousada da Timely Comics, a responsável pelas publicações iniciais
nessa época do Capitão América antes de pertencer Marvel. A trama do Capitão América girava em torno de Steve Rogers, um jovem civil muito franzino e com a saúde bastante frágil, que tem como objetivo de vida entrar a todo e qualquer custo no exercito para colaborar e ajuda-los a vencer a Segunda Guerra Mundial. Suas tentativas de alistamento mostram-se em vão, devido ao fato de receber muitas recusas por causa da sua fragilidade de saúde.
Caveira Vermelha, primeiro inimigo do Capitão América, alegoria arquetípica dos alemães nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
Tanto que chega uma hora que ele recebe a proposta de fazer parte de um experimento cientifico, servindo então de cobaia humana para ser criado como um supersoldado. Dessa experiência resultou que ele adquiriu muitos músculos e se tornou um soldado extremamente forte, com poderes sobre-humanos para combater no front contra as tropas inimigas, mais especificamente os nazistas. É no front que ele irá conhecer um comandante denominado de Johann Schmidt cujo codinome é Caveira Vermelha, seu mais famoso inimigo que surgiu no mesmo ano da primeira publicação de Capitão América na revista Capitain América #7, publicada em Outubro de 1941. Estes também retornaria junto com o Capitão América quando este foi descongelado do seu sono profundo. Caveira Vermelha fazia bem uma alegoria arquetípica dos alemães malvados em plena época de conflito.
Famoso símbolo do escudo do Capitão América com a gigante estrela branca.
As suas publicações nessa ocasião duraram até 1945, ano que marcou o encerramento dos bombardeios na Alemanha. Depois disso, a Timely Comics resolve encerrar as publicações do Capitão América, visto que não faria mais um herói temporal que simbolizava o ideal americano contra os nazistas, com sobrevida depois seria impossível.
O RESSURGIMENTO NOS VINGADORES
Foi então que em 1964, a Marvel decide reviver o Capitão América, na publicação da revista The Avengers #4, desta vez voltado para um novo público com a supervisão da dupla Stan Lee e Jack Kirby, o ressurgimento do herói ocorreu quando o então grupo recém-criado pela Marvel denominado de Vingadores os encontrou congelado num avião caído após o fim da Segunda Guerra Mundial e de repente acorda num mundo completamente diferente do qual ele conhecia na década de 1940.
Nesta sua nova fase, ele começa a ganhar suas primeiras histórias solo na revista Tales of Suspense, onde dividia as suas páginas com as aventuras do Homem de Ferro*.
CAPITÃO AMÉRICA NA GUERRA FRIA:
Desta vez, os tipos de inimigos a quem o Capitão América teria de lidar não era mais os nazista, mas sim desta vez seriam os soviéticos em pleno contexto da conturbada Guerra Fria, onde a partir dai surgiriam muitos vilões na Mitologia Marvel que criariam uma grande alegoria ao contexto em questão. Alguns outros exemplos de heróis que tem estes tipos de vilões são: Homem-Aranha com Kraven, Rino e o Camaleão, Os X-Men com o Ômega Vermelho, o Homem de Ferro com o Dínamo Vermelho, a própria Viúva Negra, uma heroína vira-casaca também pertence a este exemplo dessa safra alegórica durante a Guerra Fria.
GALERIA DOS VILÕES MARVEL NA GUERRA FRIA:
CAPITÃO AMÉRICA EM OUTRAS MÍDIAS:
O primeiro registro de adaptação midiática do Capitão América de 1944 numa cine série produzida pela Republic Pictures, recurso de entrenimento muito comum numa época em que a televisão não existia ainda o conceito de teledramaturgia, servia apenas para exibir noticiários ou mesmo programas. Seguindo o mesmo esquema que no ano anterior ganhou sua primeira adaptação pelas mãos da Columbia Pictures.
A primeira vida midiática do Capitão América como uma série de TV em preto e branco, durou pouco apenas 15 capítulos, a mesma do Batman.
Cena de Capitão América na Cine Série de 1944.
O primeiro ator a trajar o uniforme do Capitão América neste momento foi Dick Purcell(1908-1944). Nesta primeira empreitada midiática do Capitão América, a produtora Republic Pictures fez muitas modificações tanto na parte do roteiro quanto no design do traje do herói para diferenciá-lo do herói da Timely, uma das drásticas mudanças no traje foi tirar os adereços das asinhas de cima de sua cabeça e as botinhas vermelhas e lhe tiraram também o escudo como uma de uma maneira de se adequar a este tipo de mídia, além modificar sua identidade que passou a ser Grant Gardner**, e não fazer citação nenhuma aos nazista e ele ser representando na figura de um homem comum querendo combater o crime com uma máscara***. Além do fato de não ser citado o soro e muito menos ele aparece utilizando o famoso escudo. O que não agradou muito a Timely. Logo depois que a série encerrou os seus capítulos, o ator Dick Pucell faleceu repentinamente o que levou o herói a ficar engavetado por duas décadas nas mídias, o mesmo também ocorreu com as suas revistas.
Muitas décadas depois, quando Capitão América ressurgiria no mundo midiatico numa versão em desenho animado pelas mãos de uma produtora canadense pouco tempo depois dele ser revivido nos quadrinhos do Vingadores em 1964. Contou com Buck como seu parceiro.
Primeira adaptação animada do Capitão América acompanhado de seu parceiro Buck.
Em 1979, foi feita uma nova tentativa de adaptar para um filme em Live Action, desta vez no formato de telefilmes produzida pela emissora CBS. Reb Brown foi o responsável por dar vida ao herói. Nesta sua versão a principal modificação feita foi no lugar da máscara o colocaram um capacete muito ridículo. Além de não ser retratado como o soldado Steve Rogers.
Em 1990, foi feita mais uma tentativa de transformar Capitão América num filme live action e se mostrou também um tremendo fracasso. É tanto que nem chegou a ser exibido nas salas de cinemas, foi lançado diretamente em VHS. Quem encarnou o papel do herói neste filme foi Matt Sallinger. Como você podem conferir na imagem abaixo, o design do rosto do Caveira Vermelha ficou muito tosco, além dele neste filme ser representado como uma criação dos fascistas e dos nazistas.
No decorrer das décadas de 1990 e 2000, Capitão América teve muitas aparições nas séries animadas inspiradas nos heróis da Mitologia Marvel. Apareceu em X-men: Animated Series(1992-1997). e em X-men:Evolution(2000-2003). Sempre presente nos flashbacks de Wolverine.
Participação do Capitão América na série animada X-Men(1992-1997)
Capitão América em X-Men: Evolution(2000-2003)
Apareceu também na série animada do Homem-Aranha(1994-1998), principalmente nas sagas envolvendo a ligação do pai da Gata Negra com o Caveira Vermelha. E quando foi recrutado pelo Aranha a mando do Doutor Estranho para combater o Doutor Destino.

Capitão América e a Gata Negra em Spiderman animated series(1994-1998)
Mas foi finalmente em 2011, que o Capitao América ganharia um filme live action mais decente produzido pela Marvel Studios em parceria com a Paramount Pictures como distribuidora. Escalaram para o papel principal Chris Evans para ser Steve Rogers em Capitão América: O Primeiro Vingador. Chris Evans já era um rosto conhecido de alguns fãs de quadrinhos por já ter encarado o Tocha Humana no filme do Quarteto Fantástico(2005-2007). Com a direção de Joe Johnston, o filme tinha sua trama girando em torno do contexto em que o herói surgiu durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial. O primeiro grupo maligno que ele enfrenta neste filme é a HIDRA, liderado pelo mais conhecido de todos os seus inimigos, o Caveira Vermelha(Hugo Weaving), líder desta primeira formação dentro do Exército Nazista. Que sonha em dominar o mundo utilizando de um antigo objeto místico que já foi venerado pelos antigos povos vikings, chamado de Tessaracht. Este objeto seria o gancho para atrair o público ao filme dos Vingadores lançado no ano seguinte. Onde mostrou sua primeira atuação no presente junto com a equipe de heróis lideradas pelo poderoso chefão da SHIELD, Nick Fury(Samuel L. Jackson), tendo como componentes o metálico Homem de Ferro(Robert Downey Jr.), o deus asgardiano Thor (Chris Hersworth), o monstro verde Hulk(Mark Rufallo), e os agentes Barton/Gavião Arqueiro(Jeremy Renner) e Natasha Romanoff/Viúva Negra(Scarlett Johansson). Para enfrentar o malvado irmão de Thor, Loki(Tom Hiddleston) para dominar a Terra com o Tessarecht abrir um portal invocando a raça dos Chitaurri para trazer o caos ao mundo. Agora vamos pensar como vai ser Capitão América: Soldado Invernal, será que ele vai superar o primeiro? Agora durante o feriado da Páscoa vou dar uma conferida no filme e depois descreverei o que eu achei dele no meu outro blog: Breno Cinefilo.
Cartaz de Capitão América: O Primeiro Vingador(2011).
Capitão América presente no filme dos Vingadores(2012)
FONTES:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Capit%C3%A3o_Am%C3%A9rica*
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/07/em-outros-tempos-capitao-america-ja-foi-promotor-e-filho-de-jd-salinger.html***
http://pt.wikipedia.org/wiki/DC_Comics
http://pt.wikipedia.org/wiki/Captain_America_(1944)**
http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Batman
http://en.wikipedia.org/wiki/Dick_Purcell
Revista Superinteressante, Edição especial coleções: Decifrando os Super-Heróis, São Paulo, Ed. Abril, Julho/2012.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marvel_Comics
Vou descrever um pouco de como ele se originou e o contexto histórico de como surgiu.
A ORIGEM:
Criado em Março de 1941, na revista Capitan América Comics, numa parceria entre Joe Simon(1913-2011) e por Jack Kirby(1917-1994), o primeiro filhote da Marvel Comics quando esta ainda estava engatinhando como sua concorrente DC Comics com as publicações de Supeman(1938) e Batman(1939). Apesar de apresentarem uma pequena diferença de idade. A DC surgiu primeiramente em 1934, portanto nesse ano de 2014 completa 80 anos de atividade, já a Marvel que só nasceria em 1939 completando então 75 anos também no momento presente.
.jpg)
Bom, mas voltando ao foco sobre o Capitão América, foi aproveitando o momento em que o mundo vivia a tensão da Segunda Guerra Mundial, no momento onde a população de cada país vivenciava direta ou mesmo indiretamente, o pavor dos bombardeios que começaram a partir
do momento em que o tirano Chefe de Estado da Alemanha Nazista Adolf Hitler(1889-1945) deu inicio ao conflito mandando suas tropas invadirem a Polônia em Setembro de 1939.
Curiosamente, pode se colocar que o surgimento do herói ocorreu bem antes dos americanos sofrerem os ataques da tropas japonesas aliadas de Hitler a base militar de Pearl Harbor no Havaí, ocorrida no dia 07 de Dezembro de 1941.
O tom de sátira alegórica para criar a figura do herói patriótico dos americanos deu muito certo. E assim ele representou bem a figura arquetípica para os americanos, nesta empreitada ousada da Timely Comics, a responsável pelas publicações iniciais
nessa época do Capitão América antes de pertencer Marvel. A trama do Capitão América girava em torno de Steve Rogers, um jovem civil muito franzino e com a saúde bastante frágil, que tem como objetivo de vida entrar a todo e qualquer custo no exercito para colaborar e ajuda-los a vencer a Segunda Guerra Mundial. Suas tentativas de alistamento mostram-se em vão, devido ao fato de receber muitas recusas por causa da sua fragilidade de saúde.
Caveira Vermelha, primeiro inimigo do Capitão América, alegoria arquetípica dos alemães nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
Tanto que chega uma hora que ele recebe a proposta de fazer parte de um experimento cientifico, servindo então de cobaia humana para ser criado como um supersoldado. Dessa experiência resultou que ele adquiriu muitos músculos e se tornou um soldado extremamente forte, com poderes sobre-humanos para combater no front contra as tropas inimigas, mais especificamente os nazistas. É no front que ele irá conhecer um comandante denominado de Johann Schmidt cujo codinome é Caveira Vermelha, seu mais famoso inimigo que surgiu no mesmo ano da primeira publicação de Capitão América na revista Capitain América #7, publicada em Outubro de 1941. Estes também retornaria junto com o Capitão América quando este foi descongelado do seu sono profundo. Caveira Vermelha fazia bem uma alegoria arquetípica dos alemães malvados em plena época de conflito.
Famoso símbolo do escudo do Capitão América com a gigante estrela branca.
As suas publicações nessa ocasião duraram até 1945, ano que marcou o encerramento dos bombardeios na Alemanha. Depois disso, a Timely Comics resolve encerrar as publicações do Capitão América, visto que não faria mais um herói temporal que simbolizava o ideal americano contra os nazistas, com sobrevida depois seria impossível.
O RESSURGIMENTO NOS VINGADORES
Foi então que em 1964, a Marvel decide reviver o Capitão América, na publicação da revista The Avengers #4, desta vez voltado para um novo público com a supervisão da dupla Stan Lee e Jack Kirby, o ressurgimento do herói ocorreu quando o então grupo recém-criado pela Marvel denominado de Vingadores os encontrou congelado num avião caído após o fim da Segunda Guerra Mundial e de repente acorda num mundo completamente diferente do qual ele conhecia na década de 1940.
Nesta sua nova fase, ele começa a ganhar suas primeiras histórias solo na revista Tales of Suspense, onde dividia as suas páginas com as aventuras do Homem de Ferro*.
CAPITÃO AMÉRICA NA GUERRA FRIA:
Desta vez, os tipos de inimigos a quem o Capitão América teria de lidar não era mais os nazista, mas sim desta vez seriam os soviéticos em pleno contexto da conturbada Guerra Fria, onde a partir dai surgiriam muitos vilões na Mitologia Marvel que criariam uma grande alegoria ao contexto em questão. Alguns outros exemplos de heróis que tem estes tipos de vilões são: Homem-Aranha com Kraven, Rino e o Camaleão, Os X-Men com o Ômega Vermelho, o Homem de Ferro com o Dínamo Vermelho, a própria Viúva Negra, uma heroína vira-casaca também pertence a este exemplo dessa safra alegórica durante a Guerra Fria.
GALERIA DOS VILÕES MARVEL NA GUERRA FRIA:
CAPITÃO AMÉRICA EM OUTRAS MÍDIAS:
O primeiro registro de adaptação midiática do Capitão América de 1944 numa cine série produzida pela Republic Pictures, recurso de entrenimento muito comum numa época em que a televisão não existia ainda o conceito de teledramaturgia, servia apenas para exibir noticiários ou mesmo programas. Seguindo o mesmo esquema que no ano anterior ganhou sua primeira adaptação pelas mãos da Columbia Pictures.
A primeira vida midiática do Capitão América como uma série de TV em preto e branco, durou pouco apenas 15 capítulos, a mesma do Batman.
Cena de Capitão América na Cine Série de 1944.
O primeiro ator a trajar o uniforme do Capitão América neste momento foi Dick Purcell(1908-1944). Nesta primeira empreitada midiática do Capitão América, a produtora Republic Pictures fez muitas modificações tanto na parte do roteiro quanto no design do traje do herói para diferenciá-lo do herói da Timely, uma das drásticas mudanças no traje foi tirar os adereços das asinhas de cima de sua cabeça e as botinhas vermelhas e lhe tiraram também o escudo como uma de uma maneira de se adequar a este tipo de mídia, além modificar sua identidade que passou a ser Grant Gardner**, e não fazer citação nenhuma aos nazista e ele ser representando na figura de um homem comum querendo combater o crime com uma máscara***. Além do fato de não ser citado o soro e muito menos ele aparece utilizando o famoso escudo. O que não agradou muito a Timely. Logo depois que a série encerrou os seus capítulos, o ator Dick Pucell faleceu repentinamente o que levou o herói a ficar engavetado por duas décadas nas mídias, o mesmo também ocorreu com as suas revistas.
Muitas décadas depois, quando Capitão América ressurgiria no mundo midiatico numa versão em desenho animado pelas mãos de uma produtora canadense pouco tempo depois dele ser revivido nos quadrinhos do Vingadores em 1964. Contou com Buck como seu parceiro.
Primeira adaptação animada do Capitão América acompanhado de seu parceiro Buck.
Em 1979, foi feita uma nova tentativa de adaptar para um filme em Live Action, desta vez no formato de telefilmes produzida pela emissora CBS. Reb Brown foi o responsável por dar vida ao herói. Nesta sua versão a principal modificação feita foi no lugar da máscara o colocaram um capacete muito ridículo. Além de não ser retratado como o soldado Steve Rogers.
Em 1990, foi feita mais uma tentativa de transformar Capitão América num filme live action e se mostrou também um tremendo fracasso. É tanto que nem chegou a ser exibido nas salas de cinemas, foi lançado diretamente em VHS. Quem encarnou o papel do herói neste filme foi Matt Sallinger. Como você podem conferir na imagem abaixo, o design do rosto do Caveira Vermelha ficou muito tosco, além dele neste filme ser representado como uma criação dos fascistas e dos nazistas.
No decorrer das décadas de 1990 e 2000, Capitão América teve muitas aparições nas séries animadas inspiradas nos heróis da Mitologia Marvel. Apareceu em X-men: Animated Series(1992-1997). e em X-men:Evolution(2000-2003). Sempre presente nos flashbacks de Wolverine.
Participação do Capitão América na série animada X-Men(1992-1997)
Capitão América em X-Men: Evolution(2000-2003)
Apareceu também na série animada do Homem-Aranha(1994-1998), principalmente nas sagas envolvendo a ligação do pai da Gata Negra com o Caveira Vermelha. E quando foi recrutado pelo Aranha a mando do Doutor Estranho para combater o Doutor Destino.

Capitão América e a Gata Negra em Spiderman animated series(1994-1998)
Mas foi finalmente em 2011, que o Capitao América ganharia um filme live action mais decente produzido pela Marvel Studios em parceria com a Paramount Pictures como distribuidora. Escalaram para o papel principal Chris Evans para ser Steve Rogers em Capitão América: O Primeiro Vingador. Chris Evans já era um rosto conhecido de alguns fãs de quadrinhos por já ter encarado o Tocha Humana no filme do Quarteto Fantástico(2005-2007). Com a direção de Joe Johnston, o filme tinha sua trama girando em torno do contexto em que o herói surgiu durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial. O primeiro grupo maligno que ele enfrenta neste filme é a HIDRA, liderado pelo mais conhecido de todos os seus inimigos, o Caveira Vermelha(Hugo Weaving), líder desta primeira formação dentro do Exército Nazista. Que sonha em dominar o mundo utilizando de um antigo objeto místico que já foi venerado pelos antigos povos vikings, chamado de Tessaracht. Este objeto seria o gancho para atrair o público ao filme dos Vingadores lançado no ano seguinte. Onde mostrou sua primeira atuação no presente junto com a equipe de heróis lideradas pelo poderoso chefão da SHIELD, Nick Fury(Samuel L. Jackson), tendo como componentes o metálico Homem de Ferro(Robert Downey Jr.), o deus asgardiano Thor (Chris Hersworth), o monstro verde Hulk(Mark Rufallo), e os agentes Barton/Gavião Arqueiro(Jeremy Renner) e Natasha Romanoff/Viúva Negra(Scarlett Johansson). Para enfrentar o malvado irmão de Thor, Loki(Tom Hiddleston) para dominar a Terra com o Tessarecht abrir um portal invocando a raça dos Chitaurri para trazer o caos ao mundo. Agora vamos pensar como vai ser Capitão América: Soldado Invernal, será que ele vai superar o primeiro? Agora durante o feriado da Páscoa vou dar uma conferida no filme e depois descreverei o que eu achei dele no meu outro blog: Breno Cinefilo.
Cartaz de Capitão América: O Primeiro Vingador(2011).
Capitão América presente no filme dos Vingadores(2012)
FONTES:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Capit%C3%A3o_Am%C3%A9rica*
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/07/em-outros-tempos-capitao-america-ja-foi-promotor-e-filho-de-jd-salinger.html***
http://pt.wikipedia.org/wiki/DC_Comics
http://pt.wikipedia.org/wiki/Captain_America_(1944)**
http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Batman
http://en.wikipedia.org/wiki/Dick_Purcell
Revista Superinteressante, Edição especial coleções: Decifrando os Super-Heróis, São Paulo, Ed. Abril, Julho/2012.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marvel_Comics
domingo, 6 de abril de 2014
TRIBUTO A JACQUES LE GOFF(1924-2014)
Faleceu na Terça-Feira, 01 de Abril de 2014, aos 90 anos em Paris, o historiador francês Jacques Le Goff.
Le Goff foi responsável por revolucionar o estudo historiográfico, principalmente sobre o conceito da Idade Média, cuja corrente ganhou o nome de medievalismo.
Nascido em Paris, no dia 01 de Janeiro de 1924, a sua principal contribuição ao academicismo historiográfico foi contrapor-se a chamada "história positivista", vista como uma maneira muito tecnicista e fria de analisar por meio das revoluções e das batalhas, as biografias de homens importantes ou mesmo a imposição do relato dos vencedores sobre os vencidos.
Integrou a terceira da importante Escola dos Annales, importante movimento historiográfico surgido na França no final da década de 1920, criado pelos historiadores Marc Bloch(1886-1944) e por Lucien Febvre(1878-1956) que representaram a Primeira Geração, sucedido por Fernand Braudel(1902-1985) que integrou a Segunda Geração dos Annales.
Escreveu diversas obras dedicadas abordando os acontecimentos marcantes sobre a Idade Média pelas óticas sociais, das transformações das "mentalidades", tratando também dos estudos sobre "a vida material, da relações sociais e transformações intelectuais na Europa nos séculos 12 e 13"*.
Esteve no comando da École des Hautes études em sciences sociales, uma importante instituição francesa para estudos acadêmicos e de pesquisa que já tevê muitos outros nomes do mundo cientifico além de Le Goff no comando.
Dentre suas obras que publicou dedicadas a abordar sobre a Idade Média figuram aqui: Mercadores e Banqueiros na Idade Média(1956), Os Intelectuais na Idade Média(1957), A Civilização do Ocidente Medieval(1964), Para um novo conceito da Idade Média(1977), O Nascimento do Purgatório(1981), O Imaginário Medieval(1985), História e Memória(1988), onde este no caso foi onde tive o privilégio de ler na época da minha graduação no curso de História pela Universidade Potiguar-UnP. E posso assim garantir que ele era uma verdadeira autoridade no assunto, fora os tantos de textos que li retirados em cada uma das disciplinas que paguei e que foram indicadas pelos meus professores. Além dessas que eu citei, ele também um biografia dedicada ao rei francês Luís IX da França. Intitulado de São Luís(1996).
Além de contribuir na Escola dos Annales, na École des Hautes e na corrente acadêmica do medievalismo, Le Goff também colaboraou na criação da corrente historiográfica chamada de Nova História, movimento surgido na década de 1970, com a intenção de fazer uma nova revolução na historiografia. A metodologia da Nova História, tinha como objetivo explicar a história das soberanias no qual "trata-se de estabelecer uma história killer das formas de representação coletivas e das estruturas mentais das sociedades, cabendo ao historiador a análise e interpretação racional dos dados. São analisados globalmente os fenômenos de longa duração, os grandes conjuntos coerentes na sua organização social e econômica e articulados por um sistema de representações homogêneo. A nova história também recorre à antropologia histórica. Por sua definição abrangente do objeto da História, essa corrente também foi designada "História total", em contraste com as abordagens que privilegiam a política ou a "teoria do grande homem" de Carlyle e outros"**.
Sendo dessa forma, a nova metodologia histórica passou a rejeitar a composição da História unicamente como narrativa, começando a valorizar mais os documentos oficias os documentos oficiais como a fonte básica para poder dar mais credibilidade aos contexto dos eventos históricos.
Le Goff foi realmente incrível, e para qualquer tentar e compreender o que foi Idade Média, precisa ler muitas de suas obras. Ele realmente vai deixar um grande vazio para os historiadores.
Para encerrar vou colocar uma das suas frases que andei vasculhando por diferentes sites no qual ele defini o que ele achava sobre a participação do Homem na História:
FONTE:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/04/1434032-morre-os-90-anos-o-historiador-frances-jacques-le-goff.shtml*
http://www.estadao.com.br/noticias/arte-e-lazer,historiador-jacques-le-goff-morre-aos-90-anos,1147726,0.htm
http://www.publico.pt/cultura/noticia/morreu-o-historiador-jacques-le-goff-1630555
http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_dos_Annales
http://www.estadao.com.br/noticias/arte-e-lazer,historiador-jacques-le-goff-morre-aos-90-anos,1147726,0.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jacques_Le_Goff
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Hist%C3%B3ria**
Le Goff foi responsável por revolucionar o estudo historiográfico, principalmente sobre o conceito da Idade Média, cuja corrente ganhou o nome de medievalismo.
Nascido em Paris, no dia 01 de Janeiro de 1924, a sua principal contribuição ao academicismo historiográfico foi contrapor-se a chamada "história positivista", vista como uma maneira muito tecnicista e fria de analisar por meio das revoluções e das batalhas, as biografias de homens importantes ou mesmo a imposição do relato dos vencedores sobre os vencidos.
Integrou a terceira da importante Escola dos Annales, importante movimento historiográfico surgido na França no final da década de 1920, criado pelos historiadores Marc Bloch(1886-1944) e por Lucien Febvre(1878-1956) que representaram a Primeira Geração, sucedido por Fernand Braudel(1902-1985) que integrou a Segunda Geração dos Annales.
Escreveu diversas obras dedicadas abordando os acontecimentos marcantes sobre a Idade Média pelas óticas sociais, das transformações das "mentalidades", tratando também dos estudos sobre "a vida material, da relações sociais e transformações intelectuais na Europa nos séculos 12 e 13"*.
Esteve no comando da École des Hautes études em sciences sociales, uma importante instituição francesa para estudos acadêmicos e de pesquisa que já tevê muitos outros nomes do mundo cientifico além de Le Goff no comando.
Dentre suas obras que publicou dedicadas a abordar sobre a Idade Média figuram aqui: Mercadores e Banqueiros na Idade Média(1956), Os Intelectuais na Idade Média(1957), A Civilização do Ocidente Medieval(1964), Para um novo conceito da Idade Média(1977), O Nascimento do Purgatório(1981), O Imaginário Medieval(1985), História e Memória(1988), onde este no caso foi onde tive o privilégio de ler na época da minha graduação no curso de História pela Universidade Potiguar-UnP. E posso assim garantir que ele era uma verdadeira autoridade no assunto, fora os tantos de textos que li retirados em cada uma das disciplinas que paguei e que foram indicadas pelos meus professores. Além dessas que eu citei, ele também um biografia dedicada ao rei francês Luís IX da França. Intitulado de São Luís(1996).
Além de contribuir na Escola dos Annales, na École des Hautes e na corrente acadêmica do medievalismo, Le Goff também colaboraou na criação da corrente historiográfica chamada de Nova História, movimento surgido na década de 1970, com a intenção de fazer uma nova revolução na historiografia. A metodologia da Nova História, tinha como objetivo explicar a história das soberanias no qual "trata-se de estabelecer uma história killer das formas de representação coletivas e das estruturas mentais das sociedades, cabendo ao historiador a análise e interpretação racional dos dados. São analisados globalmente os fenômenos de longa duração, os grandes conjuntos coerentes na sua organização social e econômica e articulados por um sistema de representações homogêneo. A nova história também recorre à antropologia histórica. Por sua definição abrangente do objeto da História, essa corrente também foi designada "História total", em contraste com as abordagens que privilegiam a política ou a "teoria do grande homem" de Carlyle e outros"**.
Sendo dessa forma, a nova metodologia histórica passou a rejeitar a composição da História unicamente como narrativa, começando a valorizar mais os documentos oficias os documentos oficiais como a fonte básica para poder dar mais credibilidade aos contexto dos eventos históricos.
Le Goff foi realmente incrível, e para qualquer tentar e compreender o que foi Idade Média, precisa ler muitas de suas obras. Ele realmente vai deixar um grande vazio para os historiadores.
Para encerrar vou colocar uma das suas frases que andei vasculhando por diferentes sites no qual ele defini o que ele achava sobre a participação do Homem na História:
"O homem não vive somente de pão; a História não tinha mesmo pão; ela não se alimentava se não de esqueletos agitados, por uma dança macabra de autômatos. Era necessário descobrir na História uma outra parte. Essa outra coisa, essa outra parte, eram as mentalidades"
Jacques Le GoffFONTE:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/04/1434032-morre-os-90-anos-o-historiador-frances-jacques-le-goff.shtml*
http://www.estadao.com.br/noticias/arte-e-lazer,historiador-jacques-le-goff-morre-aos-90-anos,1147726,0.htm
http://www.publico.pt/cultura/noticia/morreu-o-historiador-jacques-le-goff-1630555
http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_dos_Annales
http://www.estadao.com.br/noticias/arte-e-lazer,historiador-jacques-le-goff-morre-aos-90-anos,1147726,0.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jacques_Le_Goff
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Hist%C3%B3ria**
terça-feira, 4 de março de 2014
Plano Americano Para Invadir o Brasil
Texto do Youtube:
"Reportagem exibida no Fantástico da Rede Globo em agosto de 1999. Documentos revelam que os Estados Unidos invadiriam o Brasil na Segunda Guerra Mundial."
domingo, 2 de março de 2014
FILME A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS E SUA VISÃO SOBRE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
Na tarde de Sábado, 01 de Março de 2014, fiz mais um dos meus programas preferidos neste sábado de
Carnaval. Fui ao cinema acompanhado do meu pai no Shopping Midway Mall,
o filme "A Menina que roubava livros". Um belo filme adaptado de um
romance homônimo do australiano Markus Zusak.
Um belo filme que retrata de uma forma ás vezes dramática, ás vezes cômica de
como era a vida rotineira de pessoas comuns como a protagonista Liesel
Merminger em plena Alemanha Hitlerista de antes e durante a Segunda
Guerra Mundial. Uma trama incrível. Confesso que eu tive a oportunidade
de ler o romance muito tempo atrás. Não vou fazer aqui nenhuma
comparação entre o livro do filme. Porque sou defensor da opinião de
muitos outros críticos de cinema tem de distinguir as narrativas das
linguagens dessas diferentes obras de ficção. Como historiador, avalio
que este filme é bem enriquecedor e recomendável para um professor poder
trabalhá-lo em sala de aula para compreender como era o modo da
população alemã comum num pais em pleno momento tenso de bombardeios e
destruição. Aposto como muita gente sempre que ouve falar em títulos de
filmes históricos sobre Segunda Guerra Mundial. É inevitável logo vir a
mente títulos como O Resgate do Soldado Ryan, que faz uma
reconstituição de como ocorreu o episódio da Invasão da Normandia em
1944, que influenciou no enfraquecimento das tropas alemãs. Ai são
mostrados as figuras dos soldados em combate com seus rifles sendo retratados de forma
heroica como se fossem a Liga da Justiça, ou quando os atores não são os
soldados em combate, são os generais responsáveis por arquitetarem
grandes esquemas para combater o inimigo ou mesmo chefes de estado.
Principalmente se forem filme documentários. No caso específico de "A
Menina que Roubava Livros", a história mesmo sendo puramente de ficção tem uma
importância para vermos o período da Segunda Guerra pelo ponto de quem
vivenciou. Mas não como um soldado no front, mas sim pelo ponto de vista de uma cidadã
alemã comum como a menina Liesel. O que posso avaliar do que eu
achei de melhor foi a brilhante trilha sonora do velho maestro John
Willliams está perfeita, assim como a cenografia ficou perfeita, os
enquadramentos do panorama do inverno nevado alemão ficou divino assim
reconstituição das antigas casas das vilas, os figurinos típicos do
final da década 1930 e de meados de 1940 também ficaram uma maravilha.
Assim como elenco, mesmo não com nomes e rostos famosos, com exceção de
Geoffrey Rush que muitos com certeza devem conhecê-lo como o pirata
Hector Barbossa da famosa franquia de filmes da Disney Piratas do
Caribe. Que neste filme ele está brilhante no papel de Hans Huberman, o
papel adotivo da protagonista, assim como a estreante Sophie Nélisse,
que com a pouca idade que tem e com um currículo pequeno conseguiu dá
conta do recado como gente grande ao transmitir o drama de uma garota que em plena
circunstância em que vivenciou ao ver perder muita querida e próxima
conseguiu ainda sobreviver para contar e procurou tentar viver uma vida
que fosse a mais "normal" possível. É isso. Eu recomendo assisti-lo,
para quem não é muito chegado a folia nestes dias de Carnaval marcar um
tempinho de ir conferir ao filme. O filme é perfeito.
domingo, 22 de dezembro de 2013
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
THOR: COMPARAÇÕES ENTRE O DEUS E O HERÓI DA MARVEL.
Com Thor: O Mundo Sombrio, sequencia solo do Deus do Trovão do Universo Marvel em cartaz nas telonas desde o dia 01 de Novembro de 2013 vou aproveitar um pouco da origem histórica desse personagem histórica desse herói.
Para quem não sabe, o famoso herói da Marvel foi inspirado numa divindade muito adorada pelos antigos povos pré-cristãos que viviam no mundo gélido do Pólo Norte que tinham como meio de sustento os comércios marítimos e das guerras, estes povos de quem estou me referindo podem serem denominados independentemente do contexto tanto de Vikings(Comerciantes, Navegantes, Exploradores e Piratas), Escandinavos(Por serem geográficamente oriundos da Escandinávia) ou mesmo nórdicos, pelo fato de se referir aos conjuntos de territórios de onde se originaram serem localizados na região do norte do continente europeu.
Formando então um conjunto denominado de Mitologia Nórdica.
"A Mitologia Nórdica diz respeito aos povos que habitaram, nos tempos pré-cristãos, os atuais países escandinavos (Noruega, Suécia e Dinamarca), além da gélida Islândia.
Este conjunto de mitos também teve especial desenvolvimento na Alemanha,que foi a grande divulgadora da riquíssima cultura dos nórdicos. Com a expansão das
navegações vikings, esta difusão acentuou-se ainda mais, indo alcançar também os
povos de língua inglesa e deixando sua marca até na própria denominação dos dias da
semana destes países (Thursday, por exemplo, é o "dia de Thor"; e Friday, "dia de
Freya").
No século XIII (cerca de trezentos anos após a conversão da Islândia ao cristianismo), o islandês Snorri Sturluson (1179 - 1241) codificou grande parte destes
mitos no livro Edda em Prosa. Nesta obra, o poeta e historiador islandês registrou
algumas das principais lendas relativas aos deuses e heróis dos tempos pagãos que
recolheu em suas andanças por todo o país. Acrescentou também um extenso tratado de
arte poética, onde ensinava a métrica e o elaborado sistema de metáforas dos escaldos(poetas que difundiam, oralmente, as antigas lendas)." *
Vikings navegando em seus drakkars, comércio tipico dos povos do gelo.
Mapa representando a antiga Escandinávia, em vermelho destam-se Suécia, Noruega e Dinamarca. Em laranja, a Finlândia e o arquipelago da Islãndia terminando em amarelo com a Groenlãndia e Svalbard. Pelo fato de se localizarem bem no topo do continente europeu são também chamados de nórdicos.
Típico guerreiro Viking.
Pois então foi a antiga divindade desses povos guerreiros contemporãneos dos gregos, egipicios e romanos que tinham diversas simbolizações arquetipicas, por causa disso eram chamados de politeístas.**
Fazendo comparações entre ambos, há se notar que em muitas coisas a essência do Thor divindade pagã*** dos vikings se diferencia bastante do Thor herói Marvel que conhecemos nas telonas.
Thor como o Marvel nas telonas:
Imagem de um do Deus do Trovão Marvel surgido na década de 1960.
Foto do autraliano Chris Hersworth como protagonista do Thor Marvel nas telonas.
Descrição:
Surgido no universo mitólogico dos quadrinhos Marvel, a partir da revista Journey Into Mistey #83, publicada em Agosto de 1962. Criado por Stan Lee, junto com Larry Lieber, Jack Kirby(1917-1994) e Joe Sinnot como seu colaborador.
Estes o fizeram livremente inspirado no deus nórdico, carregado de toda a sua atmosfera mágica fabular, e com todos os personagens fantásticos com quem o personagem convive.
Nos quadrinhos, este já chegou a enfrentar batalhas com divindades de outros povos, como o Hércules, que foi introduzido como herói na mitologia Marvel, além desse, Thor já chegou a enfrentar uma grande batalha contra o deus egipcio Seth.
Nessa mitologia Thor vive em combate constante com povos do seu mundo, além de combater as invasões de seres outros planetas querendo conquistar os povos mortais da Terra, por quem ele jurou protegê-los, principalmente após sentir seu coração bater forte pela cientista Jane Foster, que a acompanha desde que ele surgiu nos quadrinhos. Além de ter combater seu inimigo principal, seu irmão Loki. Este foi o responsável pela primeira reunião do grupo dos Vingadores, e não por coincidencia também seria no ano passado nas telonas, que foi um megasucesso nas bilheterias. Além de já ter combatido Malekith ou mesmo Encantor. Usa como arma de combate o Martelo Mjölnir, responsável por lhe dar incriveis poderes sobre-humano, cujas principais habilidades está em invocar raios, abrir portais dimensionais e também gerar para ele maior capacidade de voo entre outras infinidades de super habilidades.
Thor como a divindade viking:
Descrição:
Como a divindade dos povos vikings, Thor é descrito como "vigoroso e temperamental"**** e não só existe essa descrição como também é descrito como um sujeito "grande para um deus, extremamente forte(podendo comer uma vaca como "refeição")****.
Sua descrição física e de porte atlético, havendo certas quanto a tonalidades dos cabelos e da sua barba, é um tanto quanto controversa, principalmente no filme inspirado no herói mitológio do Universo Marvel, ele é mostrado como loiro, em outras fontes, é descrito como ruivo. Assim como mostrado nos filmes do herói Marvel, o Thor como divindade viking é descrito com "apetite voraz não só por comida, mas também por bebida, e era o mais forte dos deuses"
Além de possuir o martelo Mjölnir como arma para invocar raios, também possuia "um cinto capaz de duplicar sua já fabulosa força" e "grandes luvas de ferro com as quais segurava o cabo do martelo". Caracteristicas que até agora o herói Marvel nas telonas não demonstrou.
"Reverenciado como uma divindade benéfica que administrava a justiça, protegia deuses e homens do mal e da destruição , tornava os campos férteis e os casamentos felizes."
Assim como mostrado no filme Thor(2011), Thor já chegou a combater contra a região gélida de Jotunheim, onde habitam seres gigantes chamados de Jotuns. Nas descrições das sagas***** mitológicas nórdicas ou mesmo nas eddas******, aparece também Loki, descrito como seu irmão na saga mitológica marvel, não é descrito nenhum parentesco de Loki com o Deus do Trovão. De quem ele "gostava da companhia de Loki, apesar do talento desse embusteiro para colocar ambos em confusões."
É também um excelente guerreiro, chegou a enfrentar a Thor serpente gigante Jomungand durante o Ragnarök. Na sua árvore genealógica Odin, o rei de todos os deuses de Asgard aparece como seu pai como mostrado tanto no primeiro Thor quanto em Thor-O Mundo Sombrio. Já sua mãe é um tanto quanto controversa, nos filmes do herói Marvel, sua se chama Frigga(Rene Russo), já em algumas descrições das eddas sua mãe é denominada de Jörõ. E como sua irmã seria a deusa Meili. Frigga na mitologia nórdica aparece como uma outra esposa de Odin, onde teve como filhos Hermond, Höôr e Baldir, além do próprio Odin já ter tido mais três filhos com diferentes gigantas como Vidar com Griôr, Vali com Rind e Bragi com Gunlod.
Nenhuma dessas fontes relatam que o deus da trapaça Loki seria irmão biológico ou mesmo adotado de Thor, no primeiro filme é mostrado que Loki tinha se originado dos gigantes de gelo, um povo com quem Odin viria a combater. Nos quadrinhos marvel, o deus está presente na vida do Thor fazendo suas vilanias desde as suas primeiras publicações, Loki surgiria como um dos grandes inimigos do Thor a partir da revista da mesma revista Journey Into Mystery #85, publicado em Outubro de 1962.
Já o Loki como a divindade trapaceira, também prática muitas artimanhas apesar de não ser caracterizado como o grande vilão enfrentado pela divindade. Além de ter a especialidade de fazer muitas travessuras, Loki também é caracterizado como a divindade do fogo pelos povos vikings, e carrega incriveis habilidades mágicas como a de assumir a forma de quem quiser, e isso o Loki da Marvel em Thor: O Mundo Sombrio, brilhantemente vivido pelo Tom Hiddleston mostrou ser muito fiel ao deus trapaceiro, ao inovar suas habilidades de enganação. O Thor da divindade viking já foi muito vítimas das artimanhas praticadas por este Loki.
Segundo como descrevem alguns teoricos sobre a importãncia no panteão nórdico ele é descrito da seguinte forma:
"As ações de Loki mostram seu lado maléfico por boas causas, estas geralmente contra sua intenção original. Entretanto, ele não é considerado perigoso; sua criatividade é usada pelos outros deuses para lidar com situações sem esperança. Uma das teorias sobre o personagem argumenta que seu lado demoníaco e destrutivo é exclusivo duma perspectiva cristã. Muitos os consideram um trapaceiro que, apesar de seu indubitável lado mau, acaba se tornando um dos principais aliados dos deuses; além disso, ele representa o toque de caos necessário para que possa haver evolução. Conceitos cristãos introduzidos mais tarde na Escandinávia acabaram por destacar apenas suas piores características.
Apesar de diversas investigações, a figura deste deus continua obscura. Não há traços de religião em seu nome, e ele não aparece em toponímia alguma. Algumas fontes o relacionam com os deuses, mas se supõe que isso se deve ao seu relacionamento fraterno com Odin, a quantidade que passam juntos."*******
Um outro curioso sobre Loki, é que ele é pai de duas das criaturas mais apavorantes de Asgard. Estas são formadas pelo lobo gigante Fenrir, a deusa do mundo infernal Hell e a Serpente Gigante Jormungand.
Outro detalhe que diferencia bastante do Thor Nórdico para o Thor Marvel está também com relação amorosa dele, nos filmes quem faz seu coração bater forte é uma mulher comum representada na figura da cientista Jane Foster. E de forma discreta aparece a Lady Sif vivida pela bela Jaime Alexander que é representada apenas como uma parceira aliada dele, mas que nas narrativas ela é representada por sua esposa por quem ela como filhos Lorride, Thrudd e Uller. Pelo menos em Thor-O Mundo Sombrio há de se notar um olhar de ciúme que ela faz ao ver Jane em Asgard, observando que esta também nutre uma forte paixão pelo Thor.
Apesar dessas muitas diferenças e semelhanças, posso simplesmente descrever que Thor tanto na época em que surgiu como divindade dos povos gelados como so Vikings como o mitologico dos quadrinhos Marvel são heróis guerreiros, super-heróis com poderes inigualáveis.
FONTE:
http://www.guiadosquadrinhos.com/artistabio.aspx?cod_art=326
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jack_Kirby
http://pt.wikipedia.org/wiki/Thor_%28Marvel_Comics%29
http://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%B6r%C3%B0
http://pt.wikipedia.org/wiki/Meili
http://pt.wikipedia.org/wiki/Loki
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sif_%28mitologia%29
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hela
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fenris
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jormungand
*Trecho extraido do livro "As Melhores Histórias da Mitologia Nórdica" de Fanchini , A.S e Seganfredo, Carmen. Editora Artes e Oficios, Porto Alegre/RS, 2006.
**Palavra grega para definir um conjunto de divindades, junção de Polis: Muito e Theos: Deus. Definição de uma prática religiosa onde se consiste na crença de acreditar em mais de uma divindade sejam eles representado nas figuras humanas antropomorfas ou mesmo em figuras de animais com formas humanas denominados de antropozoomorfos.
Mais informaçôes em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Polite%C3%ADsmo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Antropomorfismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Antropozoomorfismo
***Palavra de origem latina, do nome Paganus, que significa camponês, rústico. Termo que durante muito tempo foi utilizazado de forma pejorativa para definir uma prática anti-cristã, principalmente durante a longa e sombria era medieval onde a Igreja Católica ligada ao poder político das monarquias organizou o Tribunal da Santa Inquisição que mandou prender, torturar e até mesmo executar na fogueira por exemplo todos que praticassem cultos que eles considerassem pagãos no sentido de satãnico. Entre os perseguidos estavam os ciganos, as bruxas, judeus e inclusive alguns alguns importantes que eram vistos pela inquisição como Giordano Bruno, Galileu Galilei ou mesmo Nicolau Copérnico.
****Informação extraida de "O Livro de Ouro dos Deuses e Deusas", Hallam, Elizabeth. Editora Ediouro, São Paulo, SP. 2002.
*****Histórias narradas em prosas, cuja origem venham da Islãndia medieval, país que representa a cultura nódica na Europa. O cunho desse esilo literário da antiguidade sempre carrega uma atmosfera de aspectos históricos misturado a mitologia com caracteristicas religiosas.
******Partes fragmentadas das narrativas escritas dos povos escandinavos que descreviam os mais importantes feitos heróicos de cada guerreiro ou mesmo sobre a exaltação das divindades. Podem serem divididas em Edda Prosaica e em Edda Poética.
*******Extraido de http://pt.wikipedia.org/wiki/Loki http://www.epochtimes.com.br/mitologia-nordica-thor-o-deus-do-trovao/#.UpjONfu1uIs
Para quem não sabe, o famoso herói da Marvel foi inspirado numa divindade muito adorada pelos antigos povos pré-cristãos que viviam no mundo gélido do Pólo Norte que tinham como meio de sustento os comércios marítimos e das guerras, estes povos de quem estou me referindo podem serem denominados independentemente do contexto tanto de Vikings(Comerciantes, Navegantes, Exploradores e Piratas), Escandinavos(Por serem geográficamente oriundos da Escandinávia) ou mesmo nórdicos, pelo fato de se referir aos conjuntos de territórios de onde se originaram serem localizados na região do norte do continente europeu.
Formando então um conjunto denominado de Mitologia Nórdica.
"A Mitologia Nórdica diz respeito aos povos que habitaram, nos tempos pré-cristãos, os atuais países escandinavos (Noruega, Suécia e Dinamarca), além da gélida Islândia.
Este conjunto de mitos também teve especial desenvolvimento na Alemanha,que foi a grande divulgadora da riquíssima cultura dos nórdicos. Com a expansão das
navegações vikings, esta difusão acentuou-se ainda mais, indo alcançar também os
povos de língua inglesa e deixando sua marca até na própria denominação dos dias da
semana destes países (Thursday, por exemplo, é o "dia de Thor"; e Friday, "dia de
Freya").
No século XIII (cerca de trezentos anos após a conversão da Islândia ao cristianismo), o islandês Snorri Sturluson (1179 - 1241) codificou grande parte destes
mitos no livro Edda em Prosa. Nesta obra, o poeta e historiador islandês registrou
algumas das principais lendas relativas aos deuses e heróis dos tempos pagãos que
recolheu em suas andanças por todo o país. Acrescentou também um extenso tratado de
arte poética, onde ensinava a métrica e o elaborado sistema de metáforas dos escaldos(poetas que difundiam, oralmente, as antigas lendas)." *
Vikings navegando em seus drakkars, comércio tipico dos povos do gelo.
Mapa representando a antiga Escandinávia, em vermelho destam-se Suécia, Noruega e Dinamarca. Em laranja, a Finlândia e o arquipelago da Islãndia terminando em amarelo com a Groenlãndia e Svalbard. Pelo fato de se localizarem bem no topo do continente europeu são também chamados de nórdicos.
Típico guerreiro Viking.
Pois então foi a antiga divindade desses povos guerreiros contemporãneos dos gregos, egipicios e romanos que tinham diversas simbolizações arquetipicas, por causa disso eram chamados de politeístas.**
Fazendo comparações entre ambos, há se notar que em muitas coisas a essência do Thor divindade pagã*** dos vikings se diferencia bastante do Thor herói Marvel que conhecemos nas telonas.
Thor como o Marvel nas telonas:
Descrição:
Surgido no universo mitólogico dos quadrinhos Marvel, a partir da revista Journey Into Mistey #83, publicada em Agosto de 1962. Criado por Stan Lee, junto com Larry Lieber, Jack Kirby(1917-1994) e Joe Sinnot como seu colaborador.
Estes o fizeram livremente inspirado no deus nórdico, carregado de toda a sua atmosfera mágica fabular, e com todos os personagens fantásticos com quem o personagem convive.
Nos quadrinhos, este já chegou a enfrentar batalhas com divindades de outros povos, como o Hércules, que foi introduzido como herói na mitologia Marvel, além desse, Thor já chegou a enfrentar uma grande batalha contra o deus egipcio Seth.
Nessa mitologia Thor vive em combate constante com povos do seu mundo, além de combater as invasões de seres outros planetas querendo conquistar os povos mortais da Terra, por quem ele jurou protegê-los, principalmente após sentir seu coração bater forte pela cientista Jane Foster, que a acompanha desde que ele surgiu nos quadrinhos. Além de ter combater seu inimigo principal, seu irmão Loki. Este foi o responsável pela primeira reunião do grupo dos Vingadores, e não por coincidencia também seria no ano passado nas telonas, que foi um megasucesso nas bilheterias. Além de já ter combatido Malekith ou mesmo Encantor. Usa como arma de combate o Martelo Mjölnir, responsável por lhe dar incriveis poderes sobre-humano, cujas principais habilidades está em invocar raios, abrir portais dimensionais e também gerar para ele maior capacidade de voo entre outras infinidades de super habilidades.
Thor como a divindade viking:
Descrição:
Como a divindade dos povos vikings, Thor é descrito como "vigoroso e temperamental"**** e não só existe essa descrição como também é descrito como um sujeito "grande para um deus, extremamente forte(podendo comer uma vaca como "refeição")****.
Sua descrição física e de porte atlético, havendo certas quanto a tonalidades dos cabelos e da sua barba, é um tanto quanto controversa, principalmente no filme inspirado no herói mitológio do Universo Marvel, ele é mostrado como loiro, em outras fontes, é descrito como ruivo. Assim como mostrado nos filmes do herói Marvel, o Thor como divindade viking é descrito com "apetite voraz não só por comida, mas também por bebida, e era o mais forte dos deuses"
Além de possuir o martelo Mjölnir como arma para invocar raios, também possuia "um cinto capaz de duplicar sua já fabulosa força" e "grandes luvas de ferro com as quais segurava o cabo do martelo". Caracteristicas que até agora o herói Marvel nas telonas não demonstrou.
"Reverenciado como uma divindade benéfica que administrava a justiça, protegia deuses e homens do mal e da destruição , tornava os campos férteis e os casamentos felizes."
Assim como mostrado no filme Thor(2011), Thor já chegou a combater contra a região gélida de Jotunheim, onde habitam seres gigantes chamados de Jotuns. Nas descrições das sagas***** mitológicas nórdicas ou mesmo nas eddas******, aparece também Loki, descrito como seu irmão na saga mitológica marvel, não é descrito nenhum parentesco de Loki com o Deus do Trovão. De quem ele "gostava da companhia de Loki, apesar do talento desse embusteiro para colocar ambos em confusões."
É também um excelente guerreiro, chegou a enfrentar a Thor serpente gigante Jomungand durante o Ragnarök. Na sua árvore genealógica Odin, o rei de todos os deuses de Asgard aparece como seu pai como mostrado tanto no primeiro Thor quanto em Thor-O Mundo Sombrio. Já sua mãe é um tanto quanto controversa, nos filmes do herói Marvel, sua se chama Frigga(Rene Russo), já em algumas descrições das eddas sua mãe é denominada de Jörõ. E como sua irmã seria a deusa Meili. Frigga na mitologia nórdica aparece como uma outra esposa de Odin, onde teve como filhos Hermond, Höôr e Baldir, além do próprio Odin já ter tido mais três filhos com diferentes gigantas como Vidar com Griôr, Vali com Rind e Bragi com Gunlod.
Nenhuma dessas fontes relatam que o deus da trapaça Loki seria irmão biológico ou mesmo adotado de Thor, no primeiro filme é mostrado que Loki tinha se originado dos gigantes de gelo, um povo com quem Odin viria a combater. Nos quadrinhos marvel, o deus está presente na vida do Thor fazendo suas vilanias desde as suas primeiras publicações, Loki surgiria como um dos grandes inimigos do Thor a partir da revista da mesma revista Journey Into Mystery #85, publicado em Outubro de 1962.
Já o Loki como a divindade trapaceira, também prática muitas artimanhas apesar de não ser caracterizado como o grande vilão enfrentado pela divindade. Além de ter a especialidade de fazer muitas travessuras, Loki também é caracterizado como a divindade do fogo pelos povos vikings, e carrega incriveis habilidades mágicas como a de assumir a forma de quem quiser, e isso o Loki da Marvel em Thor: O Mundo Sombrio, brilhantemente vivido pelo Tom Hiddleston mostrou ser muito fiel ao deus trapaceiro, ao inovar suas habilidades de enganação. O Thor da divindade viking já foi muito vítimas das artimanhas praticadas por este Loki.
Segundo como descrevem alguns teoricos sobre a importãncia no panteão nórdico ele é descrito da seguinte forma:
"As ações de Loki mostram seu lado maléfico por boas causas, estas geralmente contra sua intenção original. Entretanto, ele não é considerado perigoso; sua criatividade é usada pelos outros deuses para lidar com situações sem esperança. Uma das teorias sobre o personagem argumenta que seu lado demoníaco e destrutivo é exclusivo duma perspectiva cristã. Muitos os consideram um trapaceiro que, apesar de seu indubitável lado mau, acaba se tornando um dos principais aliados dos deuses; além disso, ele representa o toque de caos necessário para que possa haver evolução. Conceitos cristãos introduzidos mais tarde na Escandinávia acabaram por destacar apenas suas piores características.
Apesar de diversas investigações, a figura deste deus continua obscura. Não há traços de religião em seu nome, e ele não aparece em toponímia alguma. Algumas fontes o relacionam com os deuses, mas se supõe que isso se deve ao seu relacionamento fraterno com Odin, a quantidade que passam juntos."*******
Um outro curioso sobre Loki, é que ele é pai de duas das criaturas mais apavorantes de Asgard. Estas são formadas pelo lobo gigante Fenrir, a deusa do mundo infernal Hell e a Serpente Gigante Jormungand.
Outro detalhe que diferencia bastante do Thor Nórdico para o Thor Marvel está também com relação amorosa dele, nos filmes quem faz seu coração bater forte é uma mulher comum representada na figura da cientista Jane Foster. E de forma discreta aparece a Lady Sif vivida pela bela Jaime Alexander que é representada apenas como uma parceira aliada dele, mas que nas narrativas ela é representada por sua esposa por quem ela como filhos Lorride, Thrudd e Uller. Pelo menos em Thor-O Mundo Sombrio há de se notar um olhar de ciúme que ela faz ao ver Jane em Asgard, observando que esta também nutre uma forte paixão pelo Thor.
Apesar dessas muitas diferenças e semelhanças, posso simplesmente descrever que Thor tanto na época em que surgiu como divindade dos povos gelados como so Vikings como o mitologico dos quadrinhos Marvel são heróis guerreiros, super-heróis com poderes inigualáveis.
FONTE:
http://www.guiadosquadrinhos.com/artistabio.aspx?cod_art=326
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jack_Kirby
http://pt.wikipedia.org/wiki/Thor_%28Marvel_Comics%29
http://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%B6r%C3%B0
http://pt.wikipedia.org/wiki/Meili
http://pt.wikipedia.org/wiki/Loki
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sif_%28mitologia%29
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hela
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fenris
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jormungand
*Trecho extraido do livro "As Melhores Histórias da Mitologia Nórdica" de Fanchini , A.S e Seganfredo, Carmen. Editora Artes e Oficios, Porto Alegre/RS, 2006.
**Palavra grega para definir um conjunto de divindades, junção de Polis: Muito e Theos: Deus. Definição de uma prática religiosa onde se consiste na crença de acreditar em mais de uma divindade sejam eles representado nas figuras humanas antropomorfas ou mesmo em figuras de animais com formas humanas denominados de antropozoomorfos.
Mais informaçôes em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Polite%C3%ADsmo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Antropomorfismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Antropozoomorfismo
***Palavra de origem latina, do nome Paganus, que significa camponês, rústico. Termo que durante muito tempo foi utilizazado de forma pejorativa para definir uma prática anti-cristã, principalmente durante a longa e sombria era medieval onde a Igreja Católica ligada ao poder político das monarquias organizou o Tribunal da Santa Inquisição que mandou prender, torturar e até mesmo executar na fogueira por exemplo todos que praticassem cultos que eles considerassem pagãos no sentido de satãnico. Entre os perseguidos estavam os ciganos, as bruxas, judeus e inclusive alguns alguns importantes que eram vistos pela inquisição como Giordano Bruno, Galileu Galilei ou mesmo Nicolau Copérnico.
****Informação extraida de "O Livro de Ouro dos Deuses e Deusas", Hallam, Elizabeth. Editora Ediouro, São Paulo, SP. 2002.
*****Histórias narradas em prosas, cuja origem venham da Islãndia medieval, país que representa a cultura nódica na Europa. O cunho desse esilo literário da antiguidade sempre carrega uma atmosfera de aspectos históricos misturado a mitologia com caracteristicas religiosas.
******Partes fragmentadas das narrativas escritas dos povos escandinavos que descreviam os mais importantes feitos heróicos de cada guerreiro ou mesmo sobre a exaltação das divindades. Podem serem divididas em Edda Prosaica e em Edda Poética.
*******Extraido de http://pt.wikipedia.org/wiki/Loki http://www.epochtimes.com.br/mitologia-nordica-thor-o-deus-do-trovao/#.UpjONfu1uIs
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