Nesse ano de 2025, se a revista Playboy
Brasil, ainda estivesse ativa completaria 50 anos. Com uma beldade da
atualidade estampando a capa especial do mês agosto dedicado ao aniversário da
revista, que chegou em território brasileiro em agosto de 1975.
Surgida
com o nome de A Revista do Homem, por conta da imposição da repressão da censura em plena época de
Ditadura Militar.
Pelo
que Roberto Civita(1936-2013), filho do fundador da Editora Abril Victor
Civita(1907-1990) que detinha o registro da marca em território brasileiro até
2015, pelo que ele comentou numa entrevista para a revista na edição de Agosto
de 2010 ao acompanhar a negociação dos bastidores para trazer a marca ao Brasil
e trabalhou muito tempo no importante de chefia da editora disse o seguinte:
“A
revista podia, o nome não. Assim, fizemos uma revista igualzinha aquela que
havíamos deixado com o ministro, só que com outro nome: A REVISTA DO HOMEM. Mas
a censura não nos deu trégua, colocando nossa publicação na vala comum do que
se fazia de mais vulgar.”
As
20 capas mais marcantes da revista.
A
minha seleção não se baseia em ranking das melhores ou das piores ou mesmo das
mais vendidas, mas baseados nos conceitos artísticos dos ensaios da estrelas
das capas, que vai seguir uma ordem cronológica das datas de lançamento.
Menção
honrosa:
Mônica
Carvalho-Maio de 1993
Uma menção honrosa a atriz Mônica Carvalho que estrelou a capa de Maio de 1993, numa estética bem solar de maresia, bem propicio pelo fato de que diariamente ele aparecia peladona na televisão na abertura da novela das seis Mulheres de Areia(1993), onde era duplicada como era alusivo as protagonistas as gêmeas Ruth e Raquel(Glória Pires).
“A então modelo Mônica Carvalho, antes
de atuar em novelas, espalhava água e areia na abertura de Mulheres de
Areia. Nua, Mônica alternava entre ambientes arenosos, de tons
avermelhados, e aquáticos, de tons azulados, representando a dicotomia e a
rivalidade entre as duas irmãs protagonistas, Ruth e Raquel. Se uma era clara e
pura, assim como a água, a irmã era densa e turva, como areia. Isso ficava
claro na parte final da vinheta, quando os corpos eram sobrepostos. Ademais, a
ideia central vinha do próprio título da novela, originado das esculturas
femininas produzidas na praia (André Luiz Sens, blog Televisual).
Posteriormente,
Mônica Carvalho revelou que para a gravação da abertura foi usada farinha de
mandioca, e não areia.”
(Teledramaturgia).
Após
participar dessa abertura Mônica Carvalho foi despontando em diferentes novelas
na Globo ao longo dos anos 1990/2000.
Ela
ainda posaria duas vezes para a Revista em 2001 e em 2008.
1)Maitê
Proença-Agosto de 1996.
Esse magnifico ensaio estrelado pela atriz
Maitê Proença para a edição de Agosto de 1996. Com um ensaio fotografado com
locação no sul da Itália como presente para seus leitores na edição comemorativa do 21º
Aniversário da marca no Brasil que trouxe um ensaio extra com temática das
Olimpiadas, inspirado dos Jogos Olímpicos de Atlantida. E pela entrevista com Xuxa Meneghel. Essa foi
a segunda vez que Maitê Proença estrelou um ensaio para a revista, a primeira
foi em 1987.
2)Gabriela
Alves-Maio de 1997.
O ensaio estrelado pela atriz Gabriela Alvez, fotografado
na romântica Veneza, é algo incrível. Edição que também trazia uma importante
entrevista com o então técnico da seleção brasileira de futebol Mário Jorge
Lobo Zagallo(1931-2024) comentando sobre alguns detalhes da vida sexual dos
jogadores e de sua expectativa pela campanha do Penta na copa de 1998.
3)Tatiana
Issa-Março de 1998.
A ex-atriz e cineasta Tatiana Issa, estrelou esse ensaio fotografado no interior do sul do Brasil com um toque bem de paisagem. Na época uma jovem atriz que estava despontando na televisão, mas que com o passar dos anos deixou de lado a carreira de atriz e investiu na de cineasta onde dirigiu a série documental da HBO Max Pacto Brutal: O Assassinato de Daniela Perez(Brasil, 2022).
Uma
edição que contava com a entrevista do importante nome da música brasileira
Nelson Gonçalves(1919-1998), um registro histórico já que essa foi a última
entrevista que ele concedeu a um meio de comunicação pouco antes de falecer em
18 de Abril de 1998.
4)Hzetes-Julho
de 1999.
A dupla de assistentes de palco do antigo Programa
H da Band, que lançou nos anos 1990 o apresentador Luciano Huck. Formada
por Tais Valieri e Fabiana Garcia
estrelam essa capa magnifica que também contou com o ensaio da Rainha do Bumbum
Mariana Lima e seus 110 centímetros de quadris e com
uma entrevista com o cineasta Cacá Diegues(1946-2025) diretor do comentado
filme Orfeu(1999).
5)Carla
Perez-Dezembro de 2000.
A ex-dançarina do conjunto musical baiano
de axé É o Tchan Carla Perez e que após sua saída da banda fez carreira
como apresentadora no SBT. Ela já havia estrelado dois ensaios para a revista,
sendo a primeira em 1996 e a segunda em 1998.
Quando
ela estrelou pela terceira e última vez para a capa da Playboy, estrelou essa capa de temática natalina que
ficou marcado pela polêmica de
apresentar o Papai Noel todo atrevido de
costas para ela segurando os seus braços enquanto tapava os seios.
Essa
situação embaraçosa aconteceu quando o
então Juiz da Vara da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro Siro Darlan,
pediu ao Ministério Público para censurar a revista que era para ser vendida
numa embalagem escura e lacrada.
Esta medida segundo o próprio era para impedir
que as crianças e adolescentes se interessassem em comprar. Já que na visão
dele, a imagem do Papai Noel, o bom
velhinho simboliza a figura lúdica e dócil das crianças. E como não se não bastasse só este grande
alvoroço causado pelo Juiz Siro Darlan
fazendo tempestade em copo d´água por causa da capa natalina da revista.
Também
na época ocorreu o episódio de alunos de um curso de formação do Rio de
Janeiro em Papai Noel, indignados com a
revista deturpar a figura do bom velhinho, como forma de protesto resolveram
colocar as tarjas pretas nos gorros, para simbolizar a revolta.
Este peculiar e indigesto episódio
também despertou na época o interesse dos muitos programas de televisão,
especialmente os da linha de fofocas sobre o mundo vip. Inclusive eu que já era
adolescente, me lembro vagamente, eu devia ter o quê quinze anos na época de ter visto o senhor Antônio Santinato que participou do
ensaio como Papai Noel, foi justamente caracterizado de Papai Noel num programa
de celebridades que não lembro direito qual, nem em que canal foi ao ar onde
ele estava dando um esclarecimento ao mal entendido que a sua participação na
capa da revista gerou na época. Uma tentativa de censura que nem por isso foi
capaz de proibir a circulação da revista no anos seguintes.
Ironicamente
Antônio Santinato, o Papai Noel da capa da Playboy faleceu no dia 22 de
Dezembro de 2018, aos 91 anos. Ou seja, três dias antes do natal.
6)Francielly
Freduzeski-Julho de 2002.
A
atriz que na ocasião vinha sucesso na novela O Clone, esbanja
sensualidade nesse ensaio solar em pleno mar, com uma ótima paleta de cor azul.
Ensaio artístico de ótima qualidade.
7)Regiane
Alves-Agosto de 2003
No
embalo da novela Mulheres Apaixonadas, onde estava representando a
repugnante da Doris, Regiane Alves fez um brilhante ensaio com toques
cinematográficos. Edição que também trazia uma entrevista com o cantor Ed Motta
dentre outros momentos marcantes.
8)Mel
Lisboa-Agosto de 2004
Muito
lembrada pelo papel da ninfeta Anita da minissérie da Globo Presença de
Anita(2001), uma adaptação do renomado novelista Manoel Carlos do livro
homônimo de Mário Donato(1915-1992). Mel Lisboa encantou nessa da edição de
Agosto de 2004 que teve a entrevista com Jorge Kajuru, o polêmico jornalista
que naquela ocasião vinha acumulando processo de calúnia e difamação contra
muita gente importante.
9)Aeromoças
da Varig-Setembro de 2006
O
ensaio estrelado pelo trio de Ex-Aeromoças da Varig formado por: Patrícia
Kreusburg Marques, Sabrina Knop e Juliana Neves. Que foram as estrelas por uma
razão bastante especial, já que naquele momento a empresa brasileira de aviação
estava encerrando suas operações após perder espaço para Gol que vendia barato
e foi um período onde o setor estava vivendo caótico com voos atrasado no que
ficou conhecido como Apagão Aéreo e foi quando ocorreu o trágico acidente do
Voo Gol 1907 em 29 de Setembro de 2006 que para saberem melhor do que se trata
recomendo assistirem ao documentário da Netflix Congonhas: Tragédia
Anunciada(Brasil, 2025).
10)Mônica
Veloso-Outubro de 2007
O
ensaio estrelado pela jornalista Mônica Veloso, a mulher que vinha se
destacando como a amante do então senador Renan Calheiros(PMDB-AL) envolvendo
em um escândalo quando estava presidindo o Senado e acabou renunciando e sendo
substituído pelo então senador Garibaldi Alves Filho(PMDB-RN).
Um
brilhante ensaio que reflete bem aquele acontecimento do que estava sendo
abordado no cotidiano do Brasil. Edição que também trazia uma reportagem sobre
os bastidores do comentado Tropa de Elite(2007) e uma viagem a
Transilvânia para conhecer o real Castelo do Conde Drácula.
11)Carol
Castro-Agosto de 2008
O
ensaio com muito tempero baiano, estrelado pela atriz Carol Castro, com
inspiração nas famosas personagens femininas das obras de Jorge
Amado(1912-2001) trouxe bem esse toque artístico e referencial a edição.
13)Flávia
Alessandra-Dezembro de 2009
O
ensaio estrelado pela atriz Flávia Alessandra que estava no auge do sucesso
protagonizando a novela das sete Caras e Bocas(2009-2010), ensaio que
conta com a assinatura do renomado J.R.Duran. Um ensaio magnifico. Essa foi a segunda vez
que a atriz estrelou um ensaio para a revista, a primeira foi em 2006.
14)Cacau
Colluci-Abril de 2010
A
participante da décima edição do Big Brother Brasil, estrelou esse ensaio bem
inspirado na Páscoa, usando as orelhas pontudas trajando de coelhinha, bem
referente ao símbolo da revista e também a Páscoa. Onde mostra inclusive ele
ficando com metade do corpo lambuzado de chocolate. Bastante temático.
15)Larissa
Riquelme-Setembro de 2010
A
modelo paraguaia que estava em alta chamando a atenção como a musa da edição da
Copa do Mundo na África do Sul, por guardar o celular no decote, estrelou esse
ousado em 3D, que virou de brinde um óculos. Que trazia matéria especial sobre
música e uma entrevista com o jornalista Laurentino Gomes, autor de 1808,
comentando sobre o lançamento da segunda parte da trilogia que é 1822.
16)As
Tchecas-Julho de 2011
A
dupla gringa formada pela eslovaca Michaela Matejkova e pela inglesa
Alicia Seffas(Dominika), ou seja, não eram naturais da República Tcheca. Eram duas modelos que
estrelavam o famoso quadro do programa
brasileiro Pânico na TV! (2011) que fingiam serem tchecas
apaixonadas pelo Brasil. Elas eram na
verdade garotas-propaganda da cerveja Proibida, uma ação de marketing
viral que enganou o programa e gerou polêmica.
O
Pânico tinha patrocínio da Skol, concorrente da Proibida. A produção do
programa alegou não saber que elas eram garotas-propaganda e entrou com ações
judiciais contra a cervejaria, que investiu R$ 60 milhões na campanha. O
Pânico tinha patrocínio da Skol, concorrente da Proibida. A produção do
programa alegou não saber que elas eram garotas-propaganda e entrou com ações
judiciais contra a cervejaria, que investiu R$ 60 milhões na campanha. A
ação foi um sucesso de marketing viral, mas gerou muitas discussões sobre ética
e publicidade na época. Edição que contou uma entrevista com o cantor
Fábio Jr.
17)Valentina
Francavilla-Março de 2012
A
italiana famosa como a assistente de palco do Programa do Ratinho,
estrelou esse ensaio bem inspirado na estética de sua xará dos quadrinhos
eróticos, famosa criação de Guido Crepax(1933-2003). Que trazia as 12 playmates
que estrelaram a Playboy Americana.
18)Leona
Cavalli-Outubro de 2012
Fazendo
sucesso como a Zarolha na novela Gabriela(2012), a capa estrelada pela
atriz Leona Cavalli fez um ensaio trazendo uns toques burlescos e de vaudeville
que bem remetiam a estética dos antigos cabarés.
19)Thais
Schmitt-Dezembro de 2013
O
ensaio estrelado pela ex-coelhinha brasileira da Revista acompanhado coelhão símbolo
da revista, replicou o ensaio de capa que já foi feito anteriormente por Xuxa
Meneghell antes de ser a icônica apresentadora infantil.
20)
Lola Melnicker-Dezembro de 2014
O ensaio estrelado pela popular apresentadora e bailarina russa-brasileira Lola Melniccker trazia a estética ensolarada do clima do verão. Esse ensaio marcou o ultimo relevante que a marca produziu em solo brasileiro.
Já
que nessa ocasião, a marca vinha enfrentando uma situação crítica tanto em solo
brasileiro quanto na matriz americana. Dentre os principais fatores está a de
que a marca estava sendo vista como obsoleta por conta do avançar da modernização
das mídias digitais, e o ideal que Hefner havia imprimido de revolucionar mesclando
prazer com ensaios de nu artístico com
informação textual com entrevistas, textos inteligentes que ajudou a divulgar
obras de grandes autores como os do movimento da Geração Beat e os textos dos
livros da série de espionagem de James Bond.
Nos
seus últimos de vida, ele já estava pressentindo que a revista estaria chegando
ao seu fim inevitável. Pouco antes de
morrer em Setembro de 2017 de causas naturais, ele havia vendido a antiga
Mansão Playboy, onde costumava não só sua moradia nababesca com as playmates e
as coelhinhas, como também servia como local
para oferecer grandes festas extravagantes.
Enquanto
que aqui no Brasil, a coisa também não andava muito boa para o lado da marca,
já que a Editora Abril que detinha a propriedade intelectual da marca para
operar em solo brasileiro vinha enfrentando uma situação financeira difícil desde
o começo dos anos 2010, algo que foi se agravando depois da morte de Roberto
Civita em 2013, que foi o principal diretor-administrativo da empresa.
Quando
seus três filhos: Giancarlo, Roberta e Victor Neto assumiram o comando da
empresa a coisa foi se agravando.
Principalmente quando ocorreu a crise econômica
e política que o Brasil foi encarando
depois das Manifestações de 2013, que resultou no Golpe do Impeachment da então
Presidente da República Dilma Roussef em 2016 e só foi se agravando após a vitória
do repugnante Jair Bolsonaro para a Presidencia da República em 2018 e que só após
a sua derrota em 2022 por Lula é que as coisas foram aos poucos se estabilizando.
Foi
esse cenário que resultou para que a
Abril no final de 2015, ano do 40º Aniversário da marca em
território nacional resolvesse não renovar a propriedade do uso da marca
Playboy para compor o seu rico catálogo junto com a Veja e os quadrinhos da Disney, que foram as primeiras
revistas que a editora publicou quando foi fundada em 1950, mas que também não
renovar, parando as publicações.
Isso
porque estava ficando muito caro pagar os royaltes para a matriz, fator esse
que pesou nessa decisão.
No
ano seguinte, a marca ainda operou no Brasil pelas mãos da PBB Entertainment,
que passou a publicar “bimestralmente, segundo a editora, a ação faz parte
do processo de reestruturação da marca no Brasil, que trará novidades para os
leitores. Em 2017 a revista passou a sair a cada três meses. No mês de
abril, o publisher André Sanseverino foi afastado da revista após ser
denunciado, junto com seu sócio Marcos Aurélio de Abreu Rodrigues e Silva, de
assédio sexual por nove modelos que participaram de um evento da revista, em
Curitiba. Elas acusavam ambos de propor sexo em troca de dinheiro e fama.
Em
2 de abril de 2018 foi anunciado que seria somente uma edição por ano, deixando
assim de ser vendida nas bancas e passando a ser comercializada somente por
encomenda em seu site, para colecionadores. Em julho de 2018, é confirmado
que a Playboy foi encerrada no Brasil após rescisão de contrato entre a PBB
Entertainment e a matriz norte-americana no fim de 2017. Em matéria publicada
pelo UOL, a diretoria da revista nos Estados Unidos confirmou que as operações
virtuais da marca Playboy no Brasil eram irregulares e que estava sob processo
de investigação. Por conta disso, perfis nas redes sociais foram desativados e
o site Men Play foi fechado pelo FBI. Paralelo ao encerramento das
atividades da versão brasileira, a Playboy America fez um acordo e passou a
distribuir a Playboy Portugal em São Paulo e Rio de Janeiro.”
(Wikipédia)
Hoje
restam apenas lembranças revista que ajudou a influenciar, popularizar, a
diversificar ou mesmo a massificar a cultura e a arte das mais
diferentes manifestações.
Uma
dessas a mais óbvia a se destacar foi na fotografia, quantos dos
exuberantes corpos femininos mais cobiçados do mundo representados tanto por
atrizes, modelos, atletas e até mesmo das subcelebridades foram clicadas pelos
olhares, das lentes brilhantes dos mais talentosos fotógrafos
mundiais.
Muito
mais do que uma simples revista de mulher pelada, a Playboy que Hefner criou
também serviu como instrumento de orientação masculina tanto na sexualidade,
quanto no modo de se vestir, no modo de agir na vida social, dicas de vinhos
para bons apreciadores, dicas saudáveis, dicas de boas leituras, entre elas de
livros e hqs que estavam para serem lançadas.
Dicas
de músicas mostrando quais são os mais novos álbuns dos artistas a serem
lançadas no mercado, quais as novas tendências e mostrava também a agenda de
shows do cantor. Dicas de filmes e séries que estão para serem lançadas nos
Home Vídeos, um deleite para quem é colecionador desses
artigos. Muito mais do que uma simples revista de mulher pelada, a
Playboy também apresentava um riquíssimo conteúdo trazendo textos com as mais
diferentes matérias com os mais variados temas escritos pelos mais diferentes
jornalistas.
Com colunas, artigos de opinião e até
mesmo acesso a leituras dos capítulos de livros que estavam para serem
lançados, para termos um gostinho a mais. Com direito a muito texto de humor e
charges de grandes desenhistas como Alpino, Mauro A. entre outros.
Também
nos deixou muito antenados as novas tendências tecnológicas, entre outras
curiosas características dessa revista. Inclusive até mesmo na cultura
nerd/geek do mundo super-heróis ele tornou-se referência inspirando a aparição
de um personagem no desenho da Liga da Justiça e no primeiro filme do Homem de
Ferro de 2008 foi vivido numa ponta pelo Stan Lee, o criador da
Marvel.
Ela também revolucionou nas causas
sociais, especialmente contra o racismo, foi a divulgadora do movimento
literário beat, ajudou também a divulgar tudo que fosse relacionado aos filmes
de James Bond, promoveu grandes entrevistas com as mais importantes
personalidades sem fazer distinção de classe social, sexismo, de
ideologias políticas, deu voz para artistas, jornalistas, esportistas,
políticos, modelos e até mesmo as mais controversas celebridades o
espaço de terem suas vozes ali abrindo toda as suas vidas intimas e os seus mais singelos segredos, como
compartilhar os momentos onde perderam as suas virgindades.
No geral tudo isto serviu muito bem
para a revista ser o que é hoje. Apesar de ter passado por muitas faces
adversas e turbulentas ao longo dos seus 65 anos de vida. E muito disso deve-se
ao seu criador, ele mais do que criou uma simples revista de mulher pelada,
também criou uma forma de pensar, uma forma de apreciar arte alternativa, uma
forma revolucionaria de leitura entre tantas outras definições que
se pode dar para a Playboy.
Um homem cujo estilo de vida, podia não ser o melhor exemplo para alguns puritanos conservadores, adorava se envolver com todo tipo de mulher ao qual viviam sempre em sua mansão de luxo como um harém, as famosas coelhinhas que não eram a toa que tinham esta denominação já que o símbolo da revista é o coelho, casou e descasou com as mais diversas que já passaram em sua vida e destes relacionamentos constituiu uma família formada por quatro filhos, ele podia não o estilo de vida perfeito, gostava de apreciar o que pregava na própria revista, mas pelo menos deixou um legado importante com esta revista.
Inclusive foi por causa da sua revista
que ele já enfrentou sérios problemas com esta camada da sociedade americana
principalmente quando a revista surgiu em 1953 numa época onde a sexualidade
era visto como um tabu. Simplesmente se não fosse pela ousadia de Hugh Hefner a
Playboy não existiria como a conhecemos.































































