domingo, 28 de dezembro de 2025

O POLÊMICO FILME DE BRIGITTE BARDOT

 

Em memória a atriz a Brigitte Bardot(1944-2025) comento aqui sobre o mais famoso filme estrelado por ela, estou me referindo a E Deus criou a Mulher (Et Dieu...crea la femme, França, Itália, 1956).




Uma obra-prima do cinema francês dirigida por Roger Vadim(1928-2000), diretor expoente do importante movimento cinematográfico francês da  Novelle Vague. Mostrou um dos primeiros exemplos de nudez no cinema.




Na trama, a acompanhamos representando a Juliette, uma jovem  órfã de dezoito anos com desejos sexuais à flor da pele na pequena e tradicional vila de Saint-Tropez. Ela tem a mania de sempre andar descalça, o que acende os desejos e chama a atenção dos homens ao seu redor.

O primeiro pretendente dela é um senhor chamado  Eric Carradine (Curd Jürgens) que aparece na região querendo construir um cassino, mas que é impedido pela importante família Tardieu  que é a proprietária de um pequeno estaleiro na área que ele precisa comprar para erguer o empreendimento mas se recusa a vender o negócio.

 É então que aparece Antoine (Christian Marquand) o primogênito da família, que volta para casa para discutir a situação com os familiares e encontra Juliette pronta para se envolver com ele.

Porém, as intenções de Antoine são de um envolvimento rápido e sem compromisso e ele a rejeita, deixando a cidade sem levá-la. Os guardiões de Juliette, irritados com suas extravagâncias sexuais, a ameaçam de enviá-la novamente ao orfanato.

Para mantê-la na cidade, Carradine apela a Antoine para que ele se case com ela, o que este desdenha, mas seu irmão mais novo, Michel (Jean-Louis Trintignant), apaixonado secretamente por Juliette, aceita o desafio e a pede em casamento.

Apesar de estar apaixonada por seu irmão mais velho, ela aceita. Quando Antoine enfim retorna para casa, os problema começam para os recém-casados, e todo os homens em sua vida começam a compreender o que ela representa para eles.

Principalmente pela maneira como sua falta de bons modos causa uma situação de estranheza, a ponto de gerar incômodos e ambos temem pela reputação social.

Na época  em que foi lançado  causou muito escândalo principalmente nos minutos iniciais  em que mostra o corpo  da exuberante atriz Brigite Bardot no auge da beleza aparece representando a jovem Juliette completamente peladona tomando banho de sol em frente a sua varanda.

Essa ousadia custou caro  ao filme, causando como consequência em  sua  proibição  ou mesmo censura em alguns países. 

De todo jeito, o nude  neste filme  que revelou a bela Brigitte Bardot ao cinema foi muito importante para a narrativa já que  serviu para introduzir ao público a essência de sua personagem-protagonista Juliette Hardy. Uma jovem sensualmente provocante  e  sem muito pudores nessa produção franco-italiana que além de contar com a assinatura de Vadim na direção e participa como ator representando um companheiro de ônibus de Antoine.

Ele também assina o roteiro junto com Raoul Levy(1922-1966), que além com a bela BB como protagonista, também há de mencionar as participações do alemão Curd Jürgens(1915-1982) que representa bem no filme o papel de Eric Carradine, anos depois ele faria um vilão na franquia que foi em 007-O Espião Que Me Amava(1977) onde fez Carl Stromberg.

Também mencionar a participação de Christian Marquand(1927-2000) como o Antoine Tardieu e Jean-Louis Trintignant(1930-2022) como o Michel Tardieu.

Descanse em Paz,

BB.

 

 

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