Em
memória a atriz a Brigitte Bardot(1944-2025) comento aqui sobre o mais famoso filme
estrelado por ela, estou me referindo a E Deus criou a Mulher (Et
Dieu...crea la femme, França, Itália, 1956).
Uma
obra-prima do cinema francês dirigida por Roger Vadim(1928-2000), diretor
expoente do importante movimento cinematográfico francês da Novelle Vague. Mostrou um dos primeiros
exemplos de nudez no cinema.
Na
trama, a acompanhamos representando a Juliette, uma jovem órfã de dezoito anos com desejos sexuais à
flor da pele na pequena e tradicional vila de Saint-Tropez. Ela tem a mania de
sempre andar descalça, o que acende os desejos e chama a atenção dos homens ao
seu redor.
O
primeiro pretendente dela é um senhor chamado Eric Carradine (Curd Jürgens)
que aparece na região querendo construir um cassino, mas que é impedido pela
importante família Tardieu que é a proprietária de um pequeno estaleiro na
área que ele precisa comprar para erguer o empreendimento mas se recusa a
vender o negócio.
É então que aparece Antoine (Christian
Marquand) o primogênito da família, que volta para casa para discutir a
situação com os familiares e encontra Juliette pronta para se envolver com ele.
Porém,
as intenções de Antoine são de um envolvimento rápido e sem compromisso e ele a
rejeita, deixando a cidade sem levá-la. Os guardiões de Juliette, irritados com
suas extravagâncias sexuais, a ameaçam de enviá-la novamente ao orfanato.
Para
mantê-la na cidade, Carradine apela a Antoine para que ele se case com ela, o
que este desdenha, mas seu irmão mais novo, Michel (Jean-Louis Trintignant),
apaixonado secretamente por Juliette, aceita o desafio e a pede em casamento.
Apesar
de estar apaixonada por seu irmão mais velho, ela aceita. Quando Antoine enfim
retorna para casa, os problema começam para os recém-casados, e todo os homens
em sua vida começam a compreender o que ela representa para eles.
Principalmente
pela maneira como sua falta de bons modos causa uma situação de estranheza, a
ponto de gerar incômodos e ambos temem pela reputação social.
Na
época em que foi lançado causou muito escândalo principalmente nos
minutos iniciais em que mostra o corpo da exuberante atriz Brigite Bardot no auge da
beleza aparece representando a jovem Juliette completamente peladona tomando
banho de sol em frente a sua varanda.
Essa
ousadia custou caro ao filme, causando
como consequência em sua proibição
ou mesmo censura em alguns países.
De
todo jeito, o nude neste filme que revelou a bela Brigitte Bardot ao cinema
foi muito importante para a narrativa já que
serviu para introduzir ao público a essência de sua
personagem-protagonista Juliette Hardy. Uma jovem sensualmente provocante e sem
muito pudores nessa produção franco-italiana que além de contar com a
assinatura de Vadim na direção e participa como ator representando um companheiro
de ônibus de Antoine.
Ele
também assina o roteiro junto com Raoul Levy(1922-1966), que além com a bela BB
como protagonista, também há de mencionar as participações do alemão Curd Jürgens(1915-1982)
que representa bem no filme o papel de Eric Carradine, anos depois ele faria um
vilão na franquia que foi em 007-O Espião Que Me Amava(1977) onde fez
Carl Stromberg.
Também
mencionar a participação de Christian Marquand(1927-2000) como o Antoine Tardieu
e Jean-Louis Trintignant(1930-2022) como o Michel Tardieu.
Descanse
em Paz,
BB.


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