Imagine
um desenho representado por um sujeito
feio, deselegante, grosseiro e anárquico terminava sendo o herói que
conquistava o coração da princesa, a donzela em perigo e também do público
divertindo bastante.
Sim,
isto aconteceu quando no dia 18 de Maio de 2001 era lançado nos cinemas americanos
a animação de Shrek(EUA,2001).
Aquele
Verão Americano de 2001 representou um momento muito importante para a história
da DreamWorks. Porque ela conseguiu naquele momento firmar o seu nome na
indústria do cinema de animação, chegando ao mesmo patamar da Disney graças ao
filme cujo protagonista era um sujeito feio, mal-educado, sujo, asqueroso, irritado
e individualista, que representou naquela época um marco importante para tornar
a Dreamworks uma grande marca para conquistar o nicho do público infantil, que
até então era uma característica exclusiva da Disney. A mesma Disney ao ver surgir sua grande
concorrente abriu os olhos para o sinal de alerta a ponto deles gerarem uma
enorme dor de cabeça para eles.
É
irônico pensar que há 25 anos, a DreamWorks era ainda uma criança de sete anos,
tinha sido originada por causa de uma dissidência da Disney. Fundado em 1994, por Steven Spielberg, grande
diretor e produtor de cinema, em parceira com o produtor musical David Geffen e
com Jeffrey Katzenberg, um egresso da Disney que se desvinculou da empresa após
viver em constantes conflitos criativos e de gestão com o seu então sócio
Michael Eisner.
Bem
antes de Shrek, a Dreamworks já tinha lançado outras animações
razoáveis, como Formiguinhaz e O Príncipe do Egito,
ambos em 1998, este inclusive eu assistir nas telonas na época que foi lançado
quando eu tinha uns 13 anos na antiga sala de cinema do Natal Shopping e ao
revisitar fiquei bastante impressionado ainda com a sua qualidade técnica e com
a qualidade do roteiro, constatei como envelheceu bem. Em seguida veio O Caminho para El
Dourado e A Fuga das Galinhas ambos lançados em 2000.
Foi
justamente no ano de 2001 que a DreamWorks daria realmente um tremenda
preocupação para a Disney quando lançou Shrek, que foi a sua quinta
produção, mas foi a primeira a criar mais visibilidade ao nome do estúdio,
tendo tanto conquistado as bilheterias, quanto a crítica, recebendo 88% de aprovação
do Rotten Tomatoes e principalmente
conseguiu ser o pioneiro em cativar o público a ponto de despertar um
forte apelo de marketing, algo que os longas-animados antecedentes da
mesma DreawWorks não tinham conseguido, principalmente por ousar trabalhar na
técnica da computação gráfica que até então
inovadora computação gráfica que a Disney em parceria com a Pixar tinha
utilizado antes em Toy Story( EUA, 1995), ou seja, Shrek simbolizou
um grande divisor de águas para fincar o nome da Dreamworks como uma marca.
Com
roteiro baseado e livremente inspirado no livro do escritor, ilustrador e
cartunista americano William Steig(1907-2003) que o publicou em 1990, um fato
curioso é que ele batizou o personagem com um nome extraído das línguas alemãs
e ídiche que significam literalmente
medo, terror, bem condizente com o que a essência do personagem
representou na premissa do filme. O
roteiro inclusive foi adaptado pelas
mãos de quatro roteiristas: Ted Eliott, Terry Rossio, Joe Stillman e Roger
S.H.Schulman
Enquanto
que a Disney amargava quando lançou naquele mesmo ano Atlantis-O Reino
Perdido, que veio encostado a Shrek, mas passou batido, não
conseguiu conquistar crítica, foi um fiasco de bilheteria e de marketing e como
consequência disso a Disney entrava no começo da primeira década do século 21
num difícil período de sua história que é conhecido como a Segunda Era Sombria.
Para
aumentar ainda mais a dor de cabeça que Shrek causou para a Disney na época, a
Dreamworks também conseguiu a façanha de desbancar a Disney na edição do Oscar
de 2002, quando Shrek concorreu na
categoria de melhor animação junto a Monstros S.A, e Shrek
venceu aquela importante premiação.
Fazendo a Disney abrir os olhos a partir daquele momento. Pode-se dizer
que se não fosse Shrek não existiria: A Era do Gelo, Rio,
Hotel Transilvânia, Madagascar, Meu Malvado Favorito, Minions, Angry Birds
entre outros longas de animações de outros estúdios como Blue Sky, que
infelizmente fechou suas portas em 2021 depois que a Disney havia se apropriado
da Fox, Sony Pictures e Universal Pictures com histórias tão legais para
conquistar o nicho infantil quanto os da Disney, que neste ramo era imbatível.
Principalmente
depois que por volta dos anos 1960, que os grandes estúdios foram começando aos
poucos a fecharem seus departamentos de animação e demitir animadores. E dentre
essas empresas estava a MGM, que demitiu William Hanna(1910-2001) e Joseph Barbera(1911-2006)
do estúdio.
Após
serem demitidos, a dupla que criou Tom
& Jerry se juntariam para formar uma sociedade criando o estúdio Hanna-Barbera Productions, onde eles
passaram a investir na animação para TV.
Passando
a produzir produções mais barateadas, porque o custo para se produzir uma
animação é muito caro.
O
barateamento da Hanna-Barbera em produzir séries animadas como: Zé Colmeia,
Dom Pixote, Flintstones, Jetsons dentre outros ganhou o rótulo de animação
limitada. Que se trata de uma técnica que usa movimentos e quadros
simplificados e repetidos para reduzir o tempo e o custo de produção de
animações, usando um número menor de quadros por segundo, o que resulta em um
desenho menos detalhado.
A
principal característica que os personagens que Hanna e Barbera criaram para a
televisão era o acessório da gravata que servia como uma forma de orientar os
animadores a só movimentarem a cabeça.
E
muitas foram seguindo por esse caminho, como por exemplo, a Filmation foi fundada em 1962, já no período que os grandes estúdios de cinema haviam fechados seus departamentos de
animação e alguns animadores resolveram seguir o exemplo de Hanna e Barbera em se concentrar no
mercado da televisão e fundaram seus
próprios estúdios. Isso ocorreu com Friz Freleng(1906-1995) que já trabalhou
para a Disney em seus primórdios e trabalhou por um bom tempo na Warner, que
após fechar o departamento de animação. Ele se juntou a David Hudson DePartie(1929-2021) para fundar a
DePartie-Freleng Enterprises, responsáveis pela produção das animações de Pantera
Cor-de-Rosa.
Outros
que também seguiram esse segmento foram Arthur Rankin Junior(1924-2014) que se
juntou a Jules Bass(1935-2022) para fundar a RankinBass e já no caso especifico
da Filmation, essa empresa que surgiu para concorrer com a HB Productions
surgiu um pouco como consequência de uma dissidência da HB.
Digo
isso porque os três fundadores da Filmation eram recém-egressos da HB, formados
por: Lou Scheimer(1928-2013), Norm Prescott(1927-2005), A Filmation era a
grande rival da Hanna-Barbera no mercado de animação para televisão, depois que
os setores de animação dos grandes estúdios foram fechados.
O único a se manter operando foi a Disney, que
viveu uma turbulenta fase depois da morte de seu fundador Walt Disney em 1966,
onde para diminuir custos de produção a Disney produzia suas animações nessa
fase com a técnica de xerografia. Muitas das que foram lançadas durante essa
época figuram entre mais esquecidas da Disney.
Enquanto
que na televisão esse setor estava em alta com produções de baixo orçamento
criando com a técnica de animação limitada, como é o caso da Filmation que
produziu muitas animações que eram adaptadas de outras propriedades intelectuais,
como a versão animada da Liga da Justiça, inspirada nos heróis da DC
Comics, por exemplo. Ou mesmo fazendo uma série animada inspirada na série Jornada
nas Estrelas.
Durante
os anos 1980, as animações para TV ficaram marcadas como vitrines para vender
brinquedos com as animações de He-Man, Transformers e Comandos
em Ação. A Disney ainda viveu sua fase turbulenta até o lançamento de A
Pequena Sereia em 1989, cujo sucesso a representou um ponto de partida para
a Era da Renascença da Disney que durante os anos 1990.
E
foi durante a década de 1990, que Jeffrey Katzenberg ao ser demitido da empresa
se junta com Spielberg e fundam a DreamWorks.
A
trama de Shrek já surpreende pela premissa já começar bem introduzindo
ao público qual é a essência dele. Somos
então apresentado a ele vivendo uma vida solitária no pântano, com suas
características bem típicas de ogro que amedronta o povoado local. Com a sua
horrível aparência verde, gigante, gorducho, careca e com orelhas pontudas cujos
formatos lembram alienígena.
Era
ali que ele vivia sua vida confortável, de sujeito bem sujismundo até o momento
que ocorre uma reviravolta quando aparece a guarda real mandando prender alguns
seres fantásticos. Entre os prisioneiros estava o Burro. É a partir dali que ele começa a sua aventura
seguindo o esquema teórico formulaico da Jornada do Herói,
elaborado pelo mitólogo americano Joseph Campbell(1904-1987).
O
Burro passa a assumir a importante função neste filme de ser o inseparável
companheiro de Shrek, sendo o tipo boa praça, mas muito insuportável a
ponto de ser irritante. Simbolizando o
típico alivio cômico da obra. Principalmente depois que Shrek aceitar
participar da missão de salvar a Princesa Fiona de um castelo onde está sendo
mantida refém por um dragão, melhor dizendo uma dragoa, que bizarramente irá
despertar o amor pelo Burro.
A
partir do momento que ele salva Fiona que vemos o escopo dele sendo todo moldado
no começo do relacionamento amoroso dos opostos se atraírem, um ser feio como ogro
despertar o coração de uma bela mulher como uma princesa.
Até
aparecer o Lord Faarquard para estragar tudo e virar o obstáculo para os dois.
Mesmo tendo este elemento clichê, o filme cuja direção é de Andrew Adamson e
Vicky Jenson ainda conseguiu bem
carregar um brilho de uma cativante
história, em um cenário bem escapista, com vários elementos fabulares, que o
tornam um bom filme de fantasia mas que transgredi tudo o que havia sido
estabelecido pela concorrente por décadas numa estética cômica em forma de
sátira com piadas adultas cheias de duplo sentido, mas bastante sutis, ao mesmo
tempo que trabalhou a parte mais
dramática, principalmente na essência anárquica do ogro com direitos a piadas escatológicas.
Além do mais conseguiu de forma sutil transmitir mensagens muito adultas, que
as crianças não percebiam.
Usando
do lado reverso das histórias dos contos de fadas como uma provocação muito
clara a Disney que sempre explorou as histórias clássicas dos Contos de Fadas
para seu universo fantasioso. Principalmente nas interações do Shrek com
Pinóquio, Lobo Mau, Três Porquinhos e até mesmo o Gato de Botas que ainda não
aparece nesse primeiro filme.
Aqui a Fiona mostra-se ser uma princesa que ao
contrário da frágil e desprotegida donzelas a ser salvas das animações Disney,
sabe se defender e é muito boa de briga. Ou mesmo o Shrek um ser visto como
amedrontador, e que todo mundo evita, mostra que pode ser amável e carinhoso, provando que não é a
feiura e nem a beleza que define o nosso
bom ou mau caráter e ele exemplifica os conceitos de camadas ao explicar para o
Burro quando descasca uma cebola.
No Balanço Geral, o primeiro Shrek
resultou num ótimo filme, tanto no aspecto da história, quanto na apurada
qualidade técnica que o fez tornar um marco para a Dreamworks. Eu não cheguei a
ver o filme nas telonas na época que foi lançado, porque como naquele momento
eu já era um adolescente com 16 anos e tava em outra vibe, numa época em que
havia o preconceito de que animação era coisa feita só para crianças, então, eu
acabei demorando um pouco para me abrir a ver, mas depois que assistir quando
passou na TV, passei então a gostar muito.
Ao dar umas revisitadas, onde tanto no áudio original
legendado quanto na versão dublada em português do Brasil, os caros leitores
vão me desculpar os que reclamam da dublagem brasileira e não assistem de jeito
nenhum, por acharem que elas estragam a interpretação dos atores em cena, mas
a interpretação do saudoso Bussunda(1962-2006) do Casseta
& Planeta fazendo a voz do Shrek,
conseguiu se mostrar um bom
encaixe e dar mais personalidade na
essência anárquica que o personagem bem apresentou no filme do que em relação a
representação do Mike Myers fazendo a voz original, cuja representação com
toques refinados do seu sotaque
canadense terminando criando um tom que se não encaixou direito a essência
anárquica do personagem.
Do mesmo jeito que o Mário Jorge de Andrade
dublando o Burro consegue bem captar a essência patética e hiperativa do
personagem cuja voz original é do Eddie Murphy que não por acaso costuma ser
bastante dublado por Mário Jorge de Andrade, talvez por já dublar o ator em
suas produções ele por já conhecer os trejeitos de sua representação hiperativa
verborrágica e cheia de caras e bocas manter o mesmo ritmo aqui com o Burro.
E Fernanda Crispim dublando a Fiona cuja
voz original é da atriz Cameron Diaz consegue captar bem a doçura que ela
transmiti ao seu jeito mais manso de falar.
Alguns fatos curiosos sobre a produção
que envolve a adaptação do livro para o cinema, ele já despertava, o interesse
de Steven Spielberg de produzir o filme bem antes da existência da DreamWorks. Spielberg comprou os direitos de adaptação
da obra em 1991, e logo depois que se juntou a Geffey e Katzenberg para
fundarem a DreamWorks e estes lhe deram carta branca para poder concretizar a
realização do projeto, foi então que deu início a longa jornada do
desenvolvimento do enredo que começou em 1995.
Foram muitas etapas, com diversos
esboços, até chegar ao acabamento final, antes eles tinham a ideia em fazerem na forma tradicional de animação em
2D, mais depois que viram a Pixar revolucionar com Toy Story com
o 3D, decidiram apostar nesse formato.
Na elaboração do roteiro, foram
adicionados elementos que não tinham no livro de Steig, como a presença de
clássicos personagens de contos de fadas virando amigos e também inimigos de Shrek
para servirem como um bom tom de sátira ao universo dos contos de fadas, uma
provocação direta a Disney.
O próprio Shrek no livro carregava uma
essência e uma aparência física diferente nos livros em relação aos filmes. No livro de Steig ele carregava uma essência
mais tresloucada do que como é mostrado no filme, ainda mais quando ele foi
abandonado sem motivo pelos pais que o expulsaram do pântano e costumava soltar
raios vermelhos nos olhos, principalmente quando se deparava com qualquer
pessoa a sua frente. Algo que no filme ficou de fora, tanto que desde o começo
fica estabelecido ele ser o único da sua espécie. O seu aspecto físico era bastante horrendo e quase medonho, já nos
filmes teve a sua aparência mais amenizada quando se inspiraram numa pessoa
real, nesse caso, a inspiração para suas feições mais humanizadas foram no
francês Maurice Tilet(1903-1954), um célebre lutador de Boxe. Onde inclusive há
nos primeiros esboços do material animado trazia uma versão mais feiosa dele
com a voz original que foi feita por Chris Farley(1964-1997), depois que esse
faleceu prematuramente aos 33 anos no dia 18 de Dezembro de 1997, foi preciso
recomeçar do zero e escalaram em seu lugar Mike Myers, onde ficou do jeito como
a conhecemos.
Já o
Lord Faquaard simbolizando a típica figura do vilão maquiavélico cujo
interesse principal ao querer casar com a Princesa Fiona do Reino de Tão, Tão
Distante é apenas com o intuito ambicioso de tomar o trono, também foi um
elemento adicional no filme, dizem que muita característica dele foi inspirado
no então presidente CEO da Disney Michael Eisner, um antigo desafeto de
Katzenberg na época em que ele trabalhava na Disney entre os anos 1980 e
começos dos anos 1990. Ou seja, ele foi fruto da licença criativa da produção.
No
livro, aparece a Fiona, mas nunca tinha sido humana, sempre foi ogra. No filme
eles deram muita importância para o Burro se tornar a figura do inseparável
companheiro chato do Shrek nas suas aventuras. Coisa que no livro mesmo isto
não acontece. Além das influencias modernas da cultura pop americana terem sido
incluídas no filme, a mais evidente é a cena de Fiona na forma humana após ser
libertada por Shrek fazendo uma impressionante coreografia de luta na floresta
contra o bando de Robin Hood inspirada em Matrix(EUA,1999).
Ou mesmo o Espelho Mágico mostrar um
informativo da vida rotineira de Tão, Tão Distante em formas de tele jornais
como se fosse um moderno aparelho de televisão num filme cujo cenário é uma
típica fantasia escapista com muitos toques fabulares, carregado de liberdades
poéticas.
A
Dreamworks investiu muito pesado no marketing do filme, principalmente nos star
talents como Mike Myers, Cameron Diaz e Eddie Murphy para compor o elenco das
vozes dos personagens principais escalando o elenco para dublar os personagens
principais.
Que ainda contaria depois que este
primeiro foi um sucesso e a Dreamworks fez uma franquia com três filmes
posteriores formados por: Shrek 2(2004), Shrek Terceiro(2007) e Shrek
Para Sempre(2010) que formam uma quadrilogia tivemos então Antônio Banderas
que com sua característica sensualidade
hispânica fez a voz do Gato de Botas a partir de Shrek 2(EUA,
2004), também em Shrek 2 contou com a presença de Julie Andrews, uma veterana estrela dos musicais fazendo a
voz da Rainha Lilian, mãe de Fiona e do
ex-N´Sync Justin Timberlake que fez a
voz do Rei Arthur garotinho em Shrek
Terceiro (2007).
A
maneira como o Gato de Botas roubava a cena três filmes seguintes da trilogia
de Shrek, onde o famoso personagem dos contos de fadas criado pelo francês
Charles Perrault(1628-1703), cuja primeira publicação data de 1697. Representado no filme de uma forma que em
nada lembra o clássico personagem dos contos de fadas, como um mercenário que
usava do sedutor charme de olhar para enganar o inimigo e carregado com um sotaque
hispânico, muito por causa dele ter sido dublado por Antonio Banderas, ator
espanhol famoso mundialmente e que já estrelou muitas produções em Hollywood na
versão original americana. Aliás, aproveito e dou meus sincero parabéns ao
brilhante trabalho desenvolvido na versão brasileira pelo Alexandre Moreno,
(responsável por fazer a voz do Jason, primeiro Ranger Vermelho em Power
Rangers dos anos 1990). Cujo timbre de voz que ele usou para representar este
personagem conseguiu transmitir bem a essência do Gato de Botas como um sujeito
bem canastrão, e bem malandrão no estilo espadachim Zorro e com toques bastante
galanteadores de um Don Juan. A maneira como o Gato de Botas foi apresentado no
arco da história se utilizando do olhar de coitado para dar o bote fez ele
cativar tanto o público que se tornou presença frequente nos filmes seguintes e
em 2011 ganharia um filme próprio que se passa antes dos eventos de Shrek.
Representou mais um acerto da Dreamworks.





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