quarta-feira, 22 de julho de 2026

QUANDO A NORUEGA SOFREU UM ATENTADO TERRORISTA

 

Há 15 anos, no dia 22 de Julho de 2011, a Noruega que recentemente foi adversária do Brasil nessa Copa e nos eliminou nas oitavas-de-final e nas quartas-de-final foi eliminada pela Inglaterra.




Viveu um pesadelo por conta das explosões ocorridas em “zona de edifícios governamentais da capital, Oslo, e num tiroteio ocorrido poucas horas depois, na ilha de Utøya, situada no lago Tyrifjorden, condado de Buskerud. Os atentados, perpetrados por um militante da extrema-direita chamado Anders Behring Breivik, resultaram na morte de 77 pessoas (69 jovens integrantes do Partido Trabalhista Norueguês em Utøya e 8 pedestres em Oslo), deixando mais de 300 feridas também.” (Wikipédia).




Para compreendermos as motivações desse massacre vamos primeiramente conhecer um pouco quem foi seu autor.

Nascido em Oslo, em 1979, Anders Breivik é filho de uma enfermeira e de um economista civil que prestou serviço como diplomata nas embaixada de Londres e Paris.




Quando criança, Anders estudou na Smestad Grammar School, no Ris Junior High, nas escolas secundaristas Hartvig Nissens e Oslo Commerce School.

Ele escolheu passar pela crisma na luterana Igreja da Noruega aos 15 anos de idade.Mais tarde, o jovem Breivik foi isento do recrutamento para o serviço militar no exército norueguês e não recebeu treinamento militar — o Departamento de Defesa Norueguês que conduziu o processo de análise declarou que ele foi considerado "inapto para o serviço militar" na avaliação obrigatória de recrutamento.




Em 1997, aos 18 anos, o norueguês perdeu 369 mil dólares no mercado de ações. Mais tarde, aos 21 anos de idade, Anders trabalhava no departamento de atendimento ao cliente de uma empresa norueguesa. De acordo com seus supervisores ele interagia com "pessoas de todos os países" e era "gentil com todos". Um ex-colega de trabalho descreveu-o como um "colega excepcional", e um amigo próximo afirmou que Breivik normalmente ostentava um grande ego e que podia perder a calma facilmente com pessoas originárias do Oriente Médio, ou do Sudeste Asiático.

Segundo o próprio Breivik, ele teria começado a planejar o atentado aos 23 anos, não existe evidencias de que ele teria recebido ajuda, mas a polícia não descarta essa hipótese.

Breivik admitiu “vestir-se como um policial, entrar em 22 de julho de 2011, no terreno de um acampamento de jovens da Arbeiderpartiet norueguês (Partido dos Trabalhadores) na ilha de Utøya, abrir fogo contra as crianças e adolescentes presentes, matando pelo menos 68 deles naquele momento. Ele também confessou a autoria das explosões combinadas ocorridas duas horas antes em Oslo. Anders Behring Breivik foi preso em Utøya, onde ficou sob custódia da polícia.”

O terrorista chegou a publicar na Internet no dia do atentado, o manifesto textual de sua ideologia de extrema-direita, e um vídeo no Youtube.

Nesses escritos, Breivik expressava sua visão de mundo bastante deturpada, onde expunha categoricamente o seu posicionamento de conservadorismo cultural radical, islamofobia, homofobia, racismo e antifeminismo.

Também expunha o posicionamento contra o marxismo cultural e o Islã como as maiores ameaças a Cristandade Moderna, bem o exemplo do pânico moral.

Chegou a se autoproclamar Cavaleiro Templário da Noruega.

No dia 29 de novembro de 2011, uma junta de psiquiatras emitiu um relatório diagnosticando que o terrorista norueguês sofria de Esquizofrenia paranoide e que encontrava-se em estado psicótico durante o exame e também quando matou as 77 pessoas. O atirador foi considerado como criminalmente insano, estando sujeito a ficar confinado em um centro de tratamento psiquiátrico possivelmente pela vida toda. Um ano mais tarde, entretanto, uma segunda avaliação psicológica foi ordenada pelo tribunal e os especialistas consultados concluíram que os atos de Breivik foram resultado de um narcisismo patológico, e que suas ações derivaram de "crenças extremistas supervalorizadas", não de delírios causados por qualquer enfermidade cerebral, e portanto ele poderia ser penalmente responsabilizado pelos seus crimes.

Breivik é o que os pesquisadores chamam de "terrorista em busca de fama"— ele escolheu ser capturado, distribuiu fotos e um manifesto com objetivo de aumentar sua notoriedade. Ele queria que seu público o visse como um “lutador pela liberdade” agindo contra uma ameaça islâmica imaginária, quando na realidade ele era um fantasista cheio de ódio que carecia de conexões sociais ou ocupações significativas. Como muitos criminosos semelhantes, ele ingressou nesse comportamento antissocial e terrorista durante um momento solitário de sua vida.”

Breivik foi condenado no 14 de Agosto de 2012, “a 21 anos de prisão prorrogáveis, sendo declarado responsável pelas 77 mortes causadas em um duplo atentado no dia 22 de julho de 2011, em Oslo e na ilha de Utoya, na Noruega, ao disparar contra um acampamento de jovens trabalhistas depois de detonar uma bomba perto da sede do governo norueguês. Por decisão do tribunal de Oslo, a sentença é prorrogável e pode se estender indefinidamente caso a Justiça norueguesa entenda que o réu continua a representar um perigo para a sociedade.”

Após sua condenação, Breivik chegou a ser aceito como aluno da Faculdade de Ciências da Noruega, desde que ficasse permanecendo na prisão.

Em 2017, Breivik foi impedido de publicar um livro que escreveu durante o cárcere e retornou novamente aos noticiários após mudar seu nome para "Fjotolf Hansen" — um nome considerado inusitado entre os noruegueses, uma vez que faz alusão à palavra "Fjott", que significa literalmente "idiota" na língua oficial do país.


  
Marcha das Flores organizada em 25 de Julho de 2011, em memória
das vitimas. 


A última vez que se soube alguma notícia atualizada de Breivik, foi quando em 2022 a justiça norueguesa negou o seu pedido de liberdade condicional.  Nessa audiência ele fez a saudação nazista para os juízes.

No dia 18 de Junho de 2022, foi inaugurado um memorial em homenagem às vítimas dos atentados terroristas de Julho de 2011, onde foram inclusos 77 colunas de bronze, que representam cada uma das pessoas mortas covardemente pelos ataques promovidos por Breivik, situado perto do cais de Utoya, sua forma é de uma escada, desenhando uma grande curva que desce em direção ao mar.   



 

 

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