quinta-feira, 10 de setembro de 2026

25 ANOS DO ASSASINATO DE TONINHO DO PT


 

No dia 10 de setembro de 2001, o então prefeito de um município paulista era misteriosamente assassinado, o prefeito em questão tratava-se de Antônio da Costa Santos(1952-2001), ele governava Campinas-SP e era filiado ao Partido dos Trabalhadores(PT), ao qual adotou como seu pseudônimo político como Toninho do PT.



QUEM FOI TONINHO DO PT?

Formado em arquitetura, e professor universitário, dedicou sua luta a defesa da justiça social, da habitação popular e da preservação do patrimônio histórico da cidade.  Em 1978, “ adquiriu o lote que continha o conjunto arquitetônico e histórico conhecido como Casa Grande e Tulha, vindo a restaurá-lo e a residir nela, utilizando-a como fonte de pesquisa para estudar a evolução urbana da cidade. A propriedade veio a ser tombada em nível nacional pelo IPHAN em 2011.”

(Wikipédia).

Em 1992, concluiu seu doutorado na USP, estudando a Rota dos Goiases e a História de Campinas.

Foi o defensor de moradias dignas e de melhores condições de vida e foi o grande defensor da preservação da memória patrimonial na cidade.

Desde os anos 1980, que Toninho era filiado ao PT(Partido dos Trabalhadores) fundado pelo atual Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, então ilustre ativista sindical.

Foi nesse partido que ele construiu sua trajetória na política de Campinas quando em 1988 foi eleito para o cargo de Vice-Prefeito na chapa de Jacó Bittar(1940-2022), cargo que ocupou durante a gestão dele que durou de 1989 a 1993. Ao qual desenvolveu muitas obras de planejamento urbano.

O prestigio que ele conquistou dessa experiência o ajudou a ser eleito prefeito de Campinas na Eleição Municipal de 2000.

Nos oito  meses e dez dias de gestão, ele foi iniciando mudanças importantes na administração municipal como:

Reorganização administrativa da Prefeitura, Redução de cerca de 30% nos custos de contratos públicos, criação da Aérea de Proteção Ambiental (APA) de Sousas e Joaquim Egídio, defesa da urbanização de favelas e início do projeto Cidade Viacopos para preservar famílias afetadas pela expansão do Aeroporto.

Na fatídica noite de segunda-feira, 10 de setembro de 2001, Toninho do PT era covardemente assassinado, ele demonstrava uma atuação firme contra a corrupção na política campineira que já vinha de longa data, principalmente no setor de obras urbanas. Nesse tempo que esteve a frente da prefeitura reduziu em até 40% os valores pagos em contratos com empresas de serviços de merenda escolar, limpeza urbana e segurança urbana.

 

“Um inquérito policial concluiu que o prefeito, durante uma viagem que fazia de automóvel, foi assassinado por "atrapalhar o trânsito" de um bando de criminosos que queria ultrapassar o seu veículo. Foram efetuados três disparos na direção do prefeito. A última das três balas atingiu Toninho na artéria aorta, matando-o instantaneamente, por volta das 22h20. Minutos antes, ele passara em uma loja do Shopping Iguatemi para retirar ternos que havia comprado.

 

A família de Toninho não aceitou o resultado do inquérito policial, que tinha inúmeras fragilidades, e pediu novas investigações. Os familiares do prefeito morto e grande parte da população de Campinas acreditam que o crime teve motivação política. Em 2011, nas celebrações que marcaram 10 anos de seu assassinato, a antiga Estação Ferroviária de Campinas recebeu o nome de Estação Cultura Prefeito Antônio da Costa Santos. Além disso, foi criado o Centro Acadêmico do curso de Administração Pública da Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em 2013, onde o nome escolhido fora "Centro Acadêmico Antônio da Costa Santos" (sigla CAACS).”

(Wikipédia)

Até hoje, passados 25 anos, esse crime continua sem explicação e a família vem lutando para a Justiça reabrir o caso e descobrir quem foi responsável pelo assassinato.

 

 

 

MENÇÃO NO DOCUMENTÁRIO SOBRE O CASO CELSO DANIEL.




No dia seguinte ao assassinato de Toninho do PT, ocorreu o trágico atentado as Torres Gêmeas em Nova York, naquela manhã de terça-feira, 11 de setembro de 2001.

Como o foco da imprensa brasileira foi muito no trágico atentado ocorrido na grande metrópole dos Estados Unidos, isso acabou ofuscando ao caso do assassinato de Toninho do PT, isso foi como bem lembrou José Dirceu, o histórico líder do movimento estudantil durante a Ditadura Militar no Brasil que desde os anos 1980 integrava a cúpula do PT, onde assumiu o importante cargo administrativo de Presidente Nacional do PT  no depoimento ao documentário O Caso Celso Daniel(Brasil, 2022).  

Nessa produção do Globoplay, uma série documental em 8 episódios, que conta a direção de Marcos Jorge que também assina o roteiro com Bernardo Rennó.

Que aborda sobre o misterioso assassinato do prefeito de Santo André-SP Celson Daniel ocorrido em 18 de Janeiro de 2002, portanto cinco meses depois do assassinato de Toninho. Outro prefeito de município paulista que era filiado ao PT.

O documentário vai apresentando diferentes depoimentos com muitos dos importantes nomes que integraram a cúpula do partido, familiares de Celso Daniel, depoimentos dos profissionais da área jurídica que investigaram o caso, jornalistas que fizeram coberturas dentre outros.

Que vão se intercalado com os arquivos das reportagens sobre o assassinato e seus desdobramentos, e o apuro técnico sobre o caso, vão se utilizando de técnicas de animação para reconstituir diferentes versões sobre o crime e fora a dramatização com o principal suspeito que foi Sérgio Gomes da Silva, vulgo Sombra o segurança de Celso Daniel que foi a última pessoa que ele teve contato antes de ser sequestrado onde ele é representado pelo ator Tuca Andrada.

Sombra que faleceu em 2016, por conta de um câncer figura entre as pessoas que tiveram as pessoas envolvidas no caso  que morreram em circunstâncias misteriosas, dentre eles está o perito Carlos Delmonte Printes que foi encontrado morto em seu escritório em outubro de 2005, pouco tempo depois de participar de uma entrevista no Programa do Jô(2000-2016) realizada um mês antes.

Enfim, essa série documental pode servir bem como uma dica importante para conhecer um pouco do crime envolvendo de Celso Daniel, que mesmo focado nele, mas pelo mesmo ele introduz  ao contexto  do crime  feito antes a  Toninho.

 

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