sábado, 18 de maio de 2013

BIOGRÁFIA DE MARGARETH THATCHER(1925-2013)

No mês passado,  falecia no dia 08 de Abril de 2013, a mulher mais importante que o governou a Inglaterra e que por sua postura ficou conhecida como "A DAMA DE FERRO". Conheça um pouco da trajetória de Margareth Thatcher.









Nascida Margareth Roberts,  no dia 13 de Outubro de 1925, na localidade de Grantham, no condado de Liconshire. Estudou ciências químicas na Universidade de Oxford. Herdou de seu pai, Alfred Roberts, a paixão pela política. Já que por diversas vezes ele já foi eleito vereador e era pregador metodista. Conheceu seu futuro marido Denis Tatcher(1915-2003) em 1951, durante um jantar de formalização como candidata conservadora de Dartford. 

Foi em Dartford entre os anos de 1950-51, que ela iniciou a sua trajetória na política, até ser eleita parlamentar nas eleições gerais de 1959 na região de Finchley.


Isso foi só um pulo para ele se tornar mais para frente, a futura Primeira-Ministra do Reino Unido.

Em 1970, assumiu o cargo de Ministra da Educação, no período do mandato do Primeiro-Ministro Edward Hearth(1916-2005) onde ocupou até 1974. A partir de 1975 se tornou lider da oposição ao Governo no mandatado do  Primeiro-Ministro James Callaghan(1912-2005) entre os anos de 1976-1979.

O seu discurso, e sua boa oratória a fortalece bastante. Ganhou a alcunha de "DAMA DE FERRO", de um jornal da então URSS(atual Rússia). Quando esta fez discursou em Janeiro de 1976 na sede municipal de Kensington, onde soltou palavras duras a respeito da repressão ditatorial naquele país.

No discurso ele colocou o seu ponto de vista crítico  sobre a situação política da seguinte maneira:
 "Os russos estão empenhados em dominar o mundo e estão rapidamente adquirindo os meios para se tornar a mais poderosa nação imperial que o mundo já viu. Os homens do Politburo soviético não têm que se preocupar com o fluxo e refluxo da opinião pública. Colocam as armas antes da manteiga, enquanto nós colocamos quase tudo antes das armas."

Em 1979, é eleita Primeira-Ministra, entrando para a história como a primeira mulher a assumir esse importante politico do Reino Unido.


Em seu discursou de posse no dia 04 de Maio de 1979, parafraseou a "Oração de São Francisco".

"Onde houver discórdia, que possamos trazer harmonia. Onde houver erro, que possamos trazer a verdade. Onde houver dúvida, que possamos trazer fé. E onde houver desespero, que possamos trazer esperança."


Durante os seus 11 anos de mandato entre os anos de 1979-1990, Thatcher prezou pela alcunha de Dama de Ferro, ao lidar com as mais delicadas situações politicas tanto interna quanto externamente. Foi durante o seu mandato, que ela mandou as tropas inglesas combaterem os argentinos pela disputa dos território das Ilhas Malvinas, também chamada  pelos inlgeses de  Falklands em 1982. Adotou medidas políticas para diminuir a inflação na economia inglesa, adotou também o liberalismo, programa de privatizações e internacionalmente sempre manteve uma forte posição contrária a URSS. É tanto que já no final de seu mandato ela testemunhou o comunismo declinar com a Queda do Muro de Berlim em 1989.

Após o fim do seu mandato, Thatcher ainda passaria a ter uma atuação mais discreta no cenário  político, até o momento em que por volta dos anos 2000 sua saúde começa a se fragilizar devidos a uma série de AVCs, sendo infinitas vezes hospitalizada e entre vezes acabou retirando um tumor na bexiga.

Pode-se dizer que dessa forma discreta e completamente esquecida, que saia de cena no dia último dia 08 de Abril, a mulher que deixou um grande legado para a política e a quem muitos a lembraram   de "A DAMA DE FERRO".




FONTE:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Margaret_Thatcher
http://www.brasilescola.com/historia/margareth-thatcher.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Denis_Thatcher
http://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Heath
http://pt.wikipedia.org/wiki/James_Callaghan

sexta-feira, 10 de maio de 2013

A HISTÓRIA COMO ENTRENIMENTO


"OBRA-DE-FICÇÃO SEM NENHUM COMPROMISSO COM A REALIDADE".

 É isso o que muita gente ouve comentar sobre os meios de entretenimento como o cinema e a televisão, que por mais que muita gente diga que tipos como esse existem na realidade, principalmente em se tratando do mau-caráter, o bandido, ainda assim há pessoas que defendem esta teoria que eu acabei de comentar ai em cima. Uma coisa que eu não tiro a razão dessas pessoas, mesmo porque quando os autores retratam em suas obra-de-ficção, tanto os mocinhos, quanto os bandidos, ou mesmo os esquisitões, eles com certeza devem se inspirar nos tipos que ele conheceu na realidade.


Esse tema complexo que estou aqui tratando, dois dos meios de entretenimento que atrai muita gente, que usam dos mais diversos gêneros para agradar e vender.


E quando estes mesmos meios se utilizam de temas históricos importantes, a visão sobre como estes deois diferentes meios de entrenimento devem abordar a temárica histórica é vista como sobre diferentes olhares com uma certa desconfiança.


 Uma obra-prima  clássica que revolucionou o cinema,  e é assistido há muitas gerações: "E O VENTO LEVOU", considerada unanimidade por diversos críticos de cinemas como   a produção mais cara, inclusive existe uma controvérsia entre os críticos se o filme foi pioneiro ao usar a técnica da Tecnicolor, que dava uma coloração a película, algo que digamos assim em pleno final da década de 1930, isso foi visto como uma renovação , uma revolução. Muitos de nossos bisavôs que se lembram do filme descrevem passo a passo a conturbada história de amor entre a fútil e mimada Scarlet O´Hara(Vivien Leigh) com o mulherengo e galanteador Capitão Reth Butler(Clark Gable), mas o que com certeza eles talvez não tenham percebido é que o filme ele também indiretamente retrata um contexto histórico, ele se ambienta no período da Guerra Civil Americana, é curioso que um historiador poderia observar assim como eu particularmente observei é que a própria protagonista do filme, a controversa Scarlet O'Hara(Vivien Leigh), retrata bem uma visão desse contexto, ela era filha de um rico fazendeiro, que antes de estourar a Guerra, viviam uma vida próspera, figurando então como as elites, a Scarlet usava os vestidos mais caros do mundo frequentando todos os bailes,ou seja, vivia antes uma vida de glamour, até quando a Guerra estourou, ela viu sua fazenda decair, contrair dividas  e perder toda safra e para isso teve de lutar para conseguir repor tudo de novo.

O que  quero dizer com esse meu raciocínio é simplesmente a Scarlet representa imagem do típico camponês norte-americano rico desse período, que antes de ocorrer a Guerra, vivia prosperamente em ascensão com as riquezas que explorava da Terra, quando aconteceu a Guerra, a safra e a economia entraram emqueda, a prosperidade se foi e ela então teve de lutar de suas próprias mãos replantar o que lhe foi tirado para saldar suas dividas.














Importante obra-prima do cinema também pode ser analisada sob um ponto de vista histórico.






Um dos períodos da História que é pouco explorado pelo cinema é a Pré-História, o único que conseguiu ter a ousadia idéia de fazer foi "A GUERRA DO FOGO"(1981), uma obra do francês Jean-Jacques Annaud,esse mesmo que também produziu outro belo filme histórico sobre um outro período histórico importante, o inquisitorial em "O NOME DA ROSA"(1986).  Esse filme apesar de ser uma livre adaptação de uma obra-de-ficção, ou seja, inspirado no romance do italiano Umberto Eco, ele ainda sim consegue retratar fielmente, com algumas licenças poéticas, o cotidiano, a rotina dos monges desse período do século 13.Mostrando como era fervorosa sua fé e o pavor de se cometerem algum pequeno deslizes, poderiam serem condenados pela Fogueira da Santa Inquisição. 


Os períodos históricos que são mais explorados pelo cinema são sobre o Império Romano como por exemplo "BEN-HUR"(1959), "SPARTACUS"(1960), "QUO VADIS"(1951) e "GLADIADOR"(2000).
Alguns poucos  abordam sobre a Grécia, como "TRÓIA"(2004), por exemplo, boa parte é mais sobre alguns personagens mitológicos como por exemplo "HERCULES UNCHAINED"(1959), vivido pelo fortão Steve Reeves(1926-2000), já sobre o Egito existem poucos, mas dois que eu destaco que são as obras-primas "OS DEZ MANDAMENTOS(1956)" , baseado na passagem bíblica de Moisés e "CLEOPATRA(1963)", vivida pela bela Elizabeth Taylor(1932-2011) vivendo a grande rainha que a história já conheceu. A Segunda Guerra Mundial é o tema mais recorrente mais em produções cinematográficas, quando não é a Segunda Guerra Mundial é sobre a Guerra do Vietnâ, como no filme "APOCALYPSE NOW"(1979), por exemplo é a grande obra-prima que deu origem a uma série de filmes explorando o tema da Guerra do Vietnã, que gerou heróis que vivaram referências como os maiores ícones da década de 1980, como Rambo e Bradocck.














Este recurso é alvo de muitos professores de História do Ensino Fundamental e Médio, usarem como aparelho didático para poder debater com os seus alunos, muitas vezes por mais que tenha filmes que retratem uma realidade histórica fielmente pincelada, o roteirista assim como o historiador tenta se ater a mostrar apenas um período ou mesmo coloca alguns personagens ficcionais, utilizando os recursos das licenças poéticas já que não houve permissão para ser usado o nome das pessoas reais, tem filmes que procuram mostrar só um lado da moeda (ou seja uma visão tendenciosa) , todos os filmes Hollywoodianos que abordam a Segunda Guerra, mostram os americanos como os heróis, o salvadores do mundo, os bonzinhos, os Capitães Américas, já os alemães, são sempre retratados como os inimigos, os mauzinhos, os Caveiras Vermelhas e quando não são os alemães, são os japoneses como no filme "PEARL  HARBOR"(2001), onde eles são retratados como se fossem vilões de animes.



























Ou mesmo  no controverso "A QUEDA-AS ÚLTIMAS HORAS DE HITLER"(2004), que mostra uma imagem muito humanizada do tirano Adolf Hitler(1889-1945), em sua rotina  dentro dos bunkers, vivendo uma rotina como se fosse de  qualquer pessoa, do tipo eu, do tipo você, que estivesse passando por um sentimento de agonia, angustia, vendo seu pais ser totalmente arrasado e devastado, e tratando os seus subordinados como se fosse de uma forma a tratá-los como filhos.










 Em se tratando de fazer filmes biográficos sobre a importãncia de pessoas públicas já mortas, a visão tendenciosa e controversa pode gerar muitas polêmicas.

"LINCOLN", um filme recente dirigido por Steven Spielberg  fez um ótimo apanhado histórico sobre os bastidores de como Abraham Lincoln como Presidente dos Estados Unidos da América tomou uma importante decisão


Na televisão, como nas novelas ou minisséries globais, por exemplo, o trabalho para se construir e desenvolver uma trama época. Que além do trabalhão de reconstruir a cenográfia, os figurinos  que retratavam os hábitos e costumes da  época assim como o cinema também é trabalhoso, com o diferencial de o formato da televisão como a novela é uma obra aberta e que por depender do fator audiência a visão da crítica a este respeito é mais cobrada.







Na recente trama das seis, Lado a Lado que antecedeu a atual Flor do Caribe, por exemplo. A trama no decorrrer dos seus 154 capítulos retratou de uma maneira magnifica a a vida rotineira do Brasil do começo do século XX. Tentando se readptar a um novo tipo de realidade que agradava aos de mentes mais abertas e desagradava aos mais conservadores.  E o mais curioso foi como a trama contava com dois casais de protagonistas que representavam os constrastes sociais típico do Brasil desse período. De um lado tinha Laura(Marjorie Estiano) e Edgar(Thiago Fragoso) que simbolizavam a típica figura  do casal branco que simbolizavam as grandes elites  brasileiras decadentes, cuja união conjungal ocorre por causa do acordo de dote  entre suas famílias. Laura, por exemplo, representava o típico exemplo da jovem nascida no berço de uma família aristocrática falida depois que a escravisão foi abolida em 1888 e no ano seguinte foi declarada a Proclamação da República. Enquanto de outro lado tinha o casal Zé Maria(Lázaro Ramos) e Isabel(Camila Pitanga) que simbolizavam a típica imagem do casal negro marginalizado pela sociedade depois de quase vinte anos do fim  da abolição.Essa novela roteirizada por uma dupla de autores titulares iniciantes, formada por Claúdia Lage e João Ximenes Braga souberam como conduzir bem uma trama ambientada no principio do século passado, mostrando personagens ficcionais interagindo com importantes episódios que os antigos livros didáticos ocultam. De todo jeito, a maneira como a trama foi conduzida, construida e desenvolvida conseguiu passar para milhões de telespectadores espalhados do Oiapoque ao Chuí um retrato social rotineiro sobre diferentes pontos de vistas. A estética que esses autores colocaram na trama, pincelou de maneria magistral  o cenário brasileiro das primeiras décadas do século XX seguindo o comum esquema das tramas contemporãneas escritas por autores do calibre de Manoel Carlos, Gilberto Braga, Agnaldo Silva ou mesmo Silvio de Abreu que sempre procuram encontrar situações recorrentes no tempo presente para torná-las mais próximas da realidade. Lado a Lado não é o primeiro e nem será o último exemplo de novela global não ambientada no momento presente. Sinhá Moça, tanto nas duas versões, a primeira em 1986 e a segunda em 2006 pincelaram bem a vida rotineira dos escravos nos engenhos numa época que precedia a abolição. Terra Nostra(1999) que contava a saga da primeira leva de imigrantes italianos se instalando no Brasil no final do século XIX e principio do XX.  Assim como alguns exemplos de  minisséries como Anos Rebeldes(1992) pincelou bem o típico da vida juventude seiscentista em pleno auge da Ditadura Militar instaurada no Brasil em 1964. Assim como  A Muralha(2000) que fez também uma boa modelagem da vida rotineira dos bandeirantes em pleno Brasil-Colônia ou mesmo JK(2006), que além de contar toda a trajetória politica e também intima  do mais importante politico que o Brasil, Juscelino Kubitschek(1902-1976), retratou cada momento importante da História que teve sua colaboração, como a construção de Brasília. Ou mesmo, na novela da onze Gabriela(2012), que além de ser uma livre inspiração do famoso romance de Jorge Amado(1912-2001), além de ser marcado por exalatar a beleza e sensualidade da personagem também pincelou um interessante retrato histórico do Brasil em meados dos 1920. Numa Bahia em pleno auge da era de ouro da econômia cacaueira. Enquanto que tinha coronéis que se esbamjavam na riqueza, também a população mais empobrecida que tinha de se retirar da seca e a protagonista-titulo no caso, além de representar a visão amadiana da baiana sensual, também ilustratava o típico retrato de critica social da seca, o contraste das riquezas geradas pelo cacau. Entre outras infinidades de exemplos de tramas assim.




De todo jeito sempre que a gente for apreciar estes tipos de obras-de-ficção que usem de elementos temas que foram importantes para a história a gente precisa tomar o cuidado de saber o olhar um pouco mais crítico.



domingo, 21 de abril de 2013

FILME SOBRE CUBA: MORANGO E CHOCOLATE(1994)

O episódio da blogueira cubana Yoanni Sanchéz sendo hostilizada em sua visita ao Brasil pelos simpatizantes dos comunistas-castristas que há 50 anos comandam o país. Desde que o militar Fidel Castro junto com o guerrilheiro argentino Ernesto "Che" Guevara(1928-1967) lideraram uma revolução na ilha caribenha e dessa revolução ele passou a tomar o controle político a partir de 1959 onde comandou por 40 anos sem eleições, até que em 2008, com a idade avançada e a saúde já muito frágil teve de renúnciar ao poder e passou para as mãos de seu irmão Raul Castro.

Pois então, ao saber desse episódio eu lembrei do filme "Morango e Chocolate". Filme  que eu havia conferido em uma sessão alternativa aqui em Natal/RN ano passado. No antigo projeto Café com Cinema no antigo auditória da Livraria PotyLivros do Praia Shopping que infelizmente fechou.

O filme "Morango e Chocolate" é uma produção cubana de 1994, dirigido por Tomás Gutierrez Alea(1928-1996) em conjunto com Juan Carlos Tabío. Era a primeira vez que eu conferia um filme da famosa e paradisiaca ilha caribenha. A quem muito utopicamente tenho uma bela visão utópica de como o sistema politico organizado nos bens básicos como a saúde e a educação, tem  também umas características de incoerências  que o filme explora de uma maneira bem consistente  fazendo uma crítica até sútil. Apesar do título, a história não tem nada de doce.































A trama de Morango e Chocolate ambienta-se no ano de 1979, na capital Havana. Gira em torno do jovem universitário David(Vladimir Cruz), ainda não muito conformado com o fim de seu noivado. Conhece um dia, numa sorveteria Diego(Jorge Perrugorría), um artista assumidamente gay e descontente com o regime castrista.

Diego tenta diversas vezes se insinuar para David tentando obter alguma conquista, só que ele se mostra resistente. Será nesse encontro casual, o ponto inicial para o desenvolvimento da trama.

David se sentindo forçado resolve acompanhar Diego até sua casa, lá fica admirado e ao mesmo tempo espantado com a quantidade de livros que ele adquiriu nas prateleiras da sua casa. O impressionante  detalhe explorado nesse momento do filme  é quando o estudante universitário David explica para  Diego que boa parte desses livros ele nunca tinha lido e nem muito menos ouvido falar, porque eram obras proibidas, cenasuradas pelo sistema. Será nessa e em muitas outras cenas mais para frente de David visitando a casa de Diego, que será obseravado uma sútil crítica de como a população cubana lida rotineiramente com a opressão imposta pela ditadura castrista.

E um desses momentos muito frequentes no filme, é quando Diego ao ler um dos livros em voz alta para David, liga um som com toca-fita em um volume altissimo, o motivo era para os vizinhos não ouvirem aquela sua leitura, porque se o ouvissem os denunciariam para o Governo.

Também será no decorrer e desenrolar do filme que irá aparecer uma terceira protagonista Nancy(Mirta Ibarra). Uma mulher cuja profissão não é bem esclarecida, há quem pense que ela se trate de uma protistuta como bem sugere uma cena dela recebendo grana de uma garota de programa. Tudo em torno de Nancy é um enigma. Vai ser a Nancy a responsável por conquistar o coração de David, coisa que Diego não consegue, mas no entanto Diego consegue obter uma conquista muito melhor de David, que é a amizade e o respeito.


A trama do filme de Alea pertence ao gênero de uma comédia dramática, que fez história por ser o primeiro filme a represnetar  Cuba na disputa do Oscar de melhor filme estrangeiro, venceu vários prêmios em festivais. Esse filme foi o penúltimo dirigido pelo Alea, que um ano antes de morrer dirigiu Guantanamera(1995).  Considerado o nome de maior expressividade na ilha caribenha, que além desse também carrega um extenso currículo de outros bons filmes já dirigidos.


IMAGENS:

 




















Em Morango e Chocolate, pude perceber, principalmente depois de ouvir as dicussões promovidas pelo organizador do evento Antonino Cordorelli depois do fim da exibição do filme, alguns interessantes detalhes que moldam e pincelam o retrato incoerentemente mascarado  de um país que há 50 anos é regido por um sistema de governo que teoricamente segue os principios do socialismo criado por Karl Marx(1818-1883), onde defende os principios de uma sociedade igualitária e mais justa, mas que na prática a coisa é completamente diferente. 

Os três protagonistas do filme: David, Diego e Nancy pincelam de maneira sucinta, o retrato mascarado da realidade envolvendo esta ilha caribenha, admiradas por muitos como exemplo no sistema educacional, na saúde e também no incentivo aos esportes. 

Mas que apesar de ser exemplo, também tem lá suas imperfeições que são ignoradas. O universitário David, por exemplo, faz uma sutil crítica a maneira como o sitema educacional no país é ao mesmo tempo exemplar, fazendo com que a ilha caribenha tenha o menor índice de analfabetismo. Também carrega uma característica dúbia em relação quanto ao governo só permitir que as escolas ensinem o que seja favorável para eles, o que não for é proibido. Isso explica o motivo pelo qual David ficou bastante surpreso ao olhar e tomar conhecimento atravês de Diego de livros que ele nem imaginava existirem. Diego pincela um retrato, representando uma camada da população da ilha que poucos conhecem ou nem mesmo imaginam ocorrer nesse lugar que segue há 50 anos um sistema político que teoriza a igualdade.  São as camadas que lidam com o preconceito. Dificil acreditar? Mas, infelizmente o filme aborda atravês de Diego a visão dúbia que até num país como Cuba também ocorre a prática de preconceito. E no caso do Diego, só o fato dele ser homossexual o tornar alvo de discriminação social, o que hoje é  denominado de homofóbia.

E por fim, a Nancy pincela um retrato curioso de uma camada social cubana, descrevi acima que ela é bastante enigmática e a explicação para isso está no fato da personagem pelo que me explicou Antonino, o organizador e também por meio de alguns presentes na sessão que já fizeram visitas a Cuba, onde as circunstãncias envolviam os trabalhos que cada um ia desenvolver por lá. Então, pelo que o organizador do evento me contou, a Nancy representava um retrato de uma agente do Governo infiltrada em determinados bairros para colher informações sobre supostos subversivos, é o Diego era quem ela tinha a missão de ficar observando. A primeira vez que Nancy aparece no filme é na curiosa cena dela sofrer uma queda de pressão na rua e é socorrida pelos dois que a colocam numa ambulãncia e ao chegarem num hospital para onde Nancy é atendida, ocorre uma outra visão crítica e cômica a respeito da incoerência  do país que representa o melhor exemplo de competência na área da saúde, exportando até médicos para outros países, em seu próprio território os hospitais viverem numa carência e escasses tecnológica, como bem é mostrado na cena de Nancy ao ser atendida para receber uma transfusão de sangue, e para Diego e David conseguirem isso descobrem que o grande obstáculo é a falta de aparelhos e seringas necessárias para isso.

Também é curioso ver uma cena onde Nancy faz uma reza para os santos, se benzendo em banho de água benta pedindo para ter David aos seus braços. O que representa uma interessante visão de mesmo o país sendo regido há 50 anos por um regime totalitário ateu, ainda uma boa parte da população ainda mantém preservado a fé e ainda alguns costumes de mantê-la viva, como faz Nancy. E a própria mostrar que nesse país também se pratica a prostituição, apesar de ser exemplar em tudo.


Como bem descrevi acima, tanto o coordenador do evento quanto alguns presentes na sessão já tinham ido visitar Cuba e relataram numa discussão promovida depois do fim da sessão de terem se deparado com situações identicas que sucintamente pincela, a outra face da Cuba castrista.  Face que a blogueira Yoani Sanchèz denuncia constantemente na atualidade. 

Foi bastante curioso ouvir relatos, seja da platéia, ou mesmo, do próprio Antonino Cordorelli, o responsável pelo evento. Alguns detalhes curiosos sobre como a população lida diariamente com a opressão desse governo totalitário, e uma das maneiras como eles procuram driblar como o filme bem mostra na cena de Diego lendo para David em voz alta é ligando o som alto para os vizinhos não ouvirem e o denunciarem. Foi durante a discussão, que ouvi os exemplos das populações driblarem seja em espaço  ou mesmo dentro do lar atravês de códigos. 


"Morango e Chocolate" é um interessante filme que serve para a gente conhecer e entender um pouco da realidade cubana, independente de qual ponto de vista for analisado. Uma coisa é certa: Morango e Chocolate defini Cuba por ela mesma.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

FRASE DE CÍCERO(106 a.C-43 a.C)

"Minha consciência tem maios peso sobre mim, do que a opinião do mundo inteiro"
(CÍCERO-Fílosofo e Político Romano.)




sábado, 16 de março de 2013

O HISTORIADOR SEGUNDO ERIC HOBSBAWN(1917-2012)


" O historiador não pode deixar de notar que as duas atitudes são contraditórias"

(Trecho o livro "Era dos Extremos"-1994)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

CINE-HISTÓRIA: LINCOLN(2012)
















Na tarde de Sábado, 16 de Fevereiro de 2013, fui conferir ao filme "LINCOLN" no Midway Mall.

Antes de começar comentando sobre o filme,  primeiramente  gostaria de colocar um comentário crítico a respeito dos meios de entrenimento como o cinema por exemplo abordarem temas importantes que marcaram a história, como no caso do recente filme sobre o  conturbado episódio do conflito armado dentro do território americano conhecido como Guerra de Secessão, responsável por quase dividir os Estados Unidos da América  e que teve como  importante herói, responsável por dar fim a esse conflito o presidente  Abraham Lincoln(1809-1865).

Quando se produz um filme inspirados em outras fontes, costuma-se ter  o mesmo critério quando se adapta por exemplo, a história de um herói dos quadrinhos ou mesmo talves dos videogames. É procurar buscar uma fidelidade que agrade a gregos e troianos. Nesses dois casos especificos, são os fãs dos quadrinhos e dos videogames, que ao saberem de seus heróis favoritos ganhando vida na pele de astros do cinema, esperam no momento de chegar na sala de projeção ser reproduzida e ter carregado as mesmas nuances e a mesma essência do original para serem mais  fieis. Esses com certeza são dificeis de agradar, porque ao ver a maneira como toda a produção, dos roteiristas ao diretor construiram a estética que em nada é fiel aos que eles conhecem do original, e tendo uma mentalidade meio ortodoxa, com certeza estes detonam o filme. Já o público leigo, estes são mais facéis  de serem agradados porque eles só estão mesmo preocupados em apenas apreciar o filme como filme.

Já no que diz respeito, as produções que fazem reconstruções  de episódio marcantes da história, o negócio é um pouco mais complexo e bem mais complicado do que se imagina. Se os fãs doentes dos quadrinhos e dos videogames ao verem seus heróis nas telonas ganharem uma trama totalmente modificada do original e não muito contentes botam o filme para ser  crucificado e  massacrado com críticas pesadas. Num filme com temáticas sobre eventos importantes da História, o agravante maior é quando ele é visto pelos historiadores e  pelos lecionadores de universidades ou do Ensino Público ou Particular.

Estes eu garanto serem dificilimos de serem agradados, do que um público leigo. Porque com certeza vão massacrar o filme ao observarem com olhares de historiador, umas faltas de coerências ou mesmo a imposição de um imposto e padronizado ponto de vista ou ainda que faltou ter explorado mais a respeito das circuntãncias complexas   que levaram ao acontecimento daquele episodio importante para a História ou mesmo colocar em seus pontos de vistas criticos que há passagens dos bastidores ocorridos naqueles momentos  que o filme ocultou entre essas infinindades de coisas.

Isso bem me remete que durante os quatro anos de minha graduação em Licenciatura no Curso de História pela UNP, uma professora minha constantemente fazia críticas a maneira que estou abordando agora  sobre  estes meios de entrenimento como o cinema fazer uma reconstrução da história. E um dos filmes que ela constantmente fazia uma dura  critica era "A Queda-As últimas horas de Hitler"(2004). O filme alemão, dirigido por  Oliver Hirschbiegel, escrito e produzido por Bernd Eichinger(1949-2011), inspirado nos livros do historiador alemão Joachim Fest(1926-2006) e também nos relatos escritos por   pessoas próximas a Hitler(1889-1945), que conseguiram sobreviver após o fim da Segunda Guerra Mundial como sua secretária pessoal Traudi Junge(1920-2002), o oficial Gerhardt Boldt(1918-1981), o médico Enrst Gunher Schenk(1904-1998) e  outro oficial Siegfried Knappe(1917-2008). Foi dessa maneira como  ocorreu a construção e o desenvolvimento do enredo do filme, cuja passagem se focava já no período da Segunda Guerra, pincelando o retrato de uma Alemanha completamente destruida e arrasada pelos bombardeios inimigos, sejam eles vindos dos americanos, franceses ou mesmo soviéticos. O cenário do país completamente  destruido pela Guerra ficou perfeito no quesito cenográfico. O que minha professora tanto criticava  no filme e achava até uma coisa super absurda é a maneira como ele transmitia uma imagem de um Hitler, o Chefe de Estado mais tirano e mais genocida que o mundo já conheceu, sendo ali retratado não mais como o forte e vigoroso lider que atraia as multidões, mas agora  visto como a face de um ser humano triste e amargurado, escondido no seu bunker acompanahdo  de algumas poucas pessoas de sua confiança vendo a nação que ele ajudou a reconstrurir quando se tornou Chanceler em 1933 e  depois de ter ficado arrasada pela Primeira Guerra Mundial e com a enconomia quebrada após a Queda da Bolsa de Valores de Nova York em 1929. Conseguiu instalar  programas e planos de governos voltados para o desenvolvimento industrial do país, uma estratégia brilhantemente  genial e bastante admirável por alguns dos meus colegas dos tempos de graduação e até uma outra professora minha da graduação também o admiravam por essa incrivel habilidade e ainda por cima pela maneira como ele um estrangeiro, nascido na vizinha Áustria  conseguiu governar e ser querido por uma nação que ele adotou como sua pátria-mãe.




Na época do lançamento, eu inclusive li alguns comentários, algumas em matérias de revistas e internet que quando o filme foi exibido  durante uma sessão de cinema na Alemanha, uma senhora chegou a sair dessa sessão completamente indignada como o Hitler do filme vivido magistralmente por Bruno Granz, tanto na caracterização perfeita de Hitler como na interpretação cheia de nuances do personagem, é desenhado de uma forma muito humanizada. Agindo como eu ou qualquer pessoa agiriamos se estivessemos no lugar dele observando a nação que ele ajudou a construir ser destruida de uma hora para outra pelas tropas invasoras.








Situação muito semelhante foi o que ocorreu no ano passado, quando  foi lançado no Chile, um  polêmico documentário sobre a trajetória de Augusto Pinochet(1915-2006), o presidente que fez o governo mais repressor no país durante 17 anos, desde que promoveu  um Golpe de Estado no 11 de Setembro de 1973 no então presidente eleito democraticamente Salvador Allende ser destroçado do poder e não bastando isso Allende terminou sendo executado. Durante os seus longos 17 anos de governo repressor, mandando perseguir, onde praticou o crime de prender, torturar e até executar os seus opositores e impõs censura aos meios de comunicação até terminar o seu mandato em Março de 1990, quando passou o poder para seu sucessor Patrício Aywlvin depois que um plebsicito dois anos antes definiu o fim da extensão do seu mandato. Nesse documentário sobre Pinochet,  grupos de famialiares e vítimas da opressão do regime pinochetista se uniram para manisfestarem nas ruas contra a veiculação desse material pelo fato dele ter a intenção de  passar uma idéia tendenciosa de apresentar Pinochet como herói e humanizado. A produção desse documentário teve financiamento de grupos simpatizantes  de Pinochet.  O episódio da manisfestação contra a veiculação de documentário sobre o mais tirano que já governou  gerou até  uma repercussão na imprensa internacional.





Bom, mas depois dessa longa introdução sobre o conceito da história ser reproduzida e representada nos meios de entretenimento como o cinema por exemplo. Vamos agora mais especifico sobre o filme "LINCOLN".











































Desde que conferi ao filme, eu fico imaginando que muitos historiadores, ou quem sabe até  um lecionandor da área, como essa minha professora que citei acima com quem convivi durante minha graduação e sempre costumava criticar a visão absurda de um Hitler humanizado no filme "A Queda". Com certeza quando conferiram a esse recente  filme devem ter seguido o mesmo critério de avaliar e analisar a consistência e fidelidade que a obra ao pincelar as situações ou circunstãncias ocorridas na determinada época mostrada tenha alguma coerência com a realidade do período. 











Colocando aqui minhas duas visões sobre o filme, de historiador e amante da sétima arte. Posso imaginar que os responsáveis por escreverem os textos dos filmes, os roteiristas devem ter tido um imenso trabalho para construir e  desenvolver  a estética da trama da proporção de "LINCOLN".  Como amante do cinema e do que me aprofundei no conceito  técnico do cinema, fico aqui imaginando se  já não deve ser fácil para eles construirem ou mesmo  desenvolerem uma trama simples onde os personagens lidem com situações rotineiras complexas ou quem  sabe até  uma trama que extrapole a imaginação surrealista, em se tratando de construir uma trama cujas situações e circunstãncias tem como  protagonistas importantes nomes  de pessoas públicas como Abraham Lincoln o trabalho com certeza deve ser dobrado.




























Foto do verdadeiro Abraham Lincoln.





























O ator britânico Daniel Day-Lewis caracterizado como Lincoln. Quanta semelhança?









Nessa produção dirigida magistralamente por Steven Spielberg, demonstrando a mesma maestria que ele já mostrou ao dar vida aos ets, dinossauros, robôs e ao retratar uma visão particular sobre os horrores  da Segunda Guerra como bem pincelou em "A Lista de Shindler"(1993) ou mesmo em "O Resgate do Soldado Ryan"(1998).




Em "Lincoln", Spielberg  traça o desenho estético desse conturbado episódio na história americana como essa Guerra de Secessão  mostrando como ocorreu os antecedentes do conflito entre Norte e Sul com umas leituras nos créditos iniciais. O filme já vai se desenvolvendo no momento mais tenso do conflito em Janeiro de 1865 e se delinea nos meses que antecedem no momento os bastidores de como aprovar convencer os parlamentares a aprovar uma emenda constitucional para abolir a escravidão no país até o momento de seu assassinato.  Na primeira passagem do filme, Lincoln(Daniel Day-Lewis) agora já presidente aparece   discursando para os seus soldados, a maioria negros. 


No decorrer do filme, ele vai mostrando além dos bastidores de como Abraham Lincoln teve uma imensa dificuldade para consegui a aprovação do projeto dessa importante emenda que apovava o fim da escravatura  e precisou para isso enfrentar a resistência de alguns congressistas contrários a essa aprovação, porque temiam que ficando sem escravos não teriam quem pudesse fazer os seus serviços. Além de Lincoln ser apresentado como um bom estrategista e até santificado político para conseguir convencer a sua bancada a aprovar essa emenda constitucional, também   nos apresenta a sua rotina na intimidade, sendo como um ser humano, que não colocaria como imperfeito porque soaria um pouco pesado, como historiador conheço bem como funciona as táticas de investigação quando se tenta descobrir características ocultas a respeito da importãncia de pessoas públicas já mortas, principalmente quando se descobre documentos sigilosos que descrevem situações onde elas agiram de forma muito estranha, ou mesmo muito incoerente ao que simbolizaram no que construiram de beneficios para a humanidade. Ou mesmo quem sabe, ser descoberto documentos perdidos que deixam resgistrados ligações bizarras ou mesmo especulações que essas pessoas públicas teriam fortes ligações não muito esclarecidas com movimentos ou mesmo grupos dúvidosos ou mesmo que em alguns estas possam terem desagrado a alguns determinados grupos por alguma razão não esclarecida.

Nisso há quem acuse o historiador de herege, principalmente se ele for mexer com religião. Bom, mas no caso do filme sobre Lincoln, a visão intima  dele como ser humano imperfeito não chega a ser mostrado de maneira  muito exagerada. Mas de todo jeito é transmitido para quem assisti um Lincoln humano, principalmente no quesito familiar,  que da maneira como é apresentada, pode-se ver que até o presidente  mais importante da história norte-americana também tinha sérios problemas familiares como qualquer pessoas comum. E estava longe de viver um mar de rosas.

Enquanto não estava super ocupado resolvendo conseguir a aprovação dessa emenda no Congresso, Lincoln tentava administrar os sérios conflitos familiares. Um era com sua esposa Mary Todd Lincoln(Sally Field), que brigava constantemente com ele a ponto de entrar em estados de histéria desde que não se conformou em ver um filho morto na Guerra. E o tempo todo Mary tenta implorar para  Lincoln   conversar com seu outro, o jovem Robert(Joseph Gordon-Levitt) para tentar convencê-lo a não se alistar no Exército para este não  pegar numa arma para enfrentar soldados inimigos e não saber quando será o dia que  vai voltar vivo ou talvez morto. Quando o problema não é  com Mary. É com o filho Robert   com quem Lincoln enfrenta um relacionamento conflituoso, por causa justamente dessa sua vontade de seu desejo enfrentar o exército inimigo e em várias tentativas inúteis Lincoln tenta orientá-lo de todos os perigos que ele iria passar, mas mesmo assim Robert, ou Bob como é carinhosamente chamado pela mãe está disposto e determinado a se sacrificar em nome de sua pátria. Em algumas rápidas leituras de fontes  biográficas, seja em livros onde ele é citado, ou mesmo em artigos acadêmicos, aparecem umas descrições que traçam algumas caracteristicas um tanto incoerentes sobre a pessoa de  Lincoln, bom ele não era perfeito e aliás ninguém é. Uma das principais caracteristicas icoerentes sobre Lincoln envolve o fato dele ser simbolizado nesse ideal  do herói da abolição da escravidão nos EUA. É meio estranho imaginar que o presidente que aprovou uma importante para abolir a escravidão, mantinha escravos trabalhando para seu engenho. De alguma maneira, pude perceber que o filme sutilmente demonstra essa visão de Lincoln utilizando este tipo de trabalho, também há descrições de um Lincoln marido infiel, que constantemente pulava a cerca se aventurando com suas escravas e dessas aventuras teve uma prole de filhos bastardos.

Essa suposta descrição não é mostrada no filme, cujo roteiro é escrito por Tony Krushner, que adaptou do livro Team of Rivals: The Political Genius of Abraham Lincoln, de autoria de Doris Kearns Goodwin.

Além de contar com a direção precisa e competente de Spilberg, também conta no elenco com Daniel Day-Lewis, perfeitamente caracterizado como Lincoln e demonstrando uma extrema perfeição ao esculpir e  dar vida ao mais presidente americano, tanto como o político competente, como o ser humano com problemas comuns como qualquer pessoa. Daniel até ganhou recentemente  o Oscar de Melhor Ator, obtendo o feito inédito de levar a estatuesta pela terceira vez nesta categoria. Sally Field também está ótima vivendo Mary Lincoln(1818-1882), a esposa e mãe sófrida por causa de todas as circunstãncias ocorrida naquele momento histórico conturbado. Tommy Lee Jones está perfeito no papel do congressista Thadeus Stevens(1792-1868), o forte aliado de Lincoln na emenda da abolição e Joseph Gordon-Levitt também ótimo está no papel de Bob Lincoln, o problemático filho do presidente.




Bem, indiferente dos pontos de vistas criticos que outros companheiros da área podem ter, posso concluir que o tanto no aspecto técnico-cinematgráfico  e no aspecto histórico, ele consegue passar numa boa medida a construção narrativa bem representada e dilapidada das diferentes facetas de Lincoln apresentadas por ele mesmo. Achei a cenográfia do filme perfeita com as arquiteturas das casas do século XIX, os figurinos de época ficaram, representando como eram os hábitos, modos  e costumes daquela épcoa turbulenta, a maquiagem e os cortes de cabelos também ficaram uma maravilha, representando como era o padrão de beleza da época e os efeitos visuais do cenário de guerra retratam de forma nua e crua os horrores de como era a rotina em tempos de Secessão, além claro dos adereços das armas, por exemplo. Posso concluir que o filme se encaixa perfeitamente no gênero de um drama histórico-biográfico. Uma megaprodução que consumiu um orçamento nada barato.


Se ficaram interessado, é só conferir ao filme e tirarem  suas próprias conclusões.












FONTE:
Matéria: Lincoln: como a Guerra de Secessão forjou os EUA.
Reportagem de Marco Antonio Barbosa.
http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/abraham_lincoln_dossie_filme_steven_spielberg.html
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-61505/fotos/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Abraham_Lincoln
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lincoln_%28filme%29 http://pt.wikipedia.org/wiki/Bernd_Eichinger
http://pt.wikipedia.org/wiki/Der_Untergang
http://pt.wikipedia.org/wiki/Joachim_Fest
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ernst_G%C3%BCnther_Schenck
http://pt.wikipedia.org/wiki/Siegfried_Knappe
http://pt.wikipedia.org/wiki/Traudl_Junge
http://omelete.uol.com.br/cinema/ia-queda-as-ultimas-horas-de-hitleri/ Matéria de 05 de Maio de 2005.
http://cinema.uol.com.br/ultnot/2012/06/10/documentario-chileno-coloca-pinochet-como-heroi-e-irrita-familiares-de-vitimas-do-ditador.jhtm Matéria de 10 Junho de 2012.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Pinochet
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-61505/fotos/detalhe/?cmediafile=20215322
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Tony_Kushner
 http://g1.globo.com/pop-arte/oscar/2013/noticia/2013/02/daniel-day-lewis-quebra-o-recorde-de-oscar-de-melhor-ator.html
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Mary_Todd_Lincoln