sábado, 8 de novembro de 2014

Conterrâneos Velhos de Guerra (Completo - 1991)

              





Bom documentário mostrando um pouco da face oculta sobre a Construção de Brasília, apesar da imagem não ser de muita qualidade, pois representa o recurso bem datado da época em que foi lançado e ao longo da metade das duas horas de duração, o filme terminar perdendo o áudio.





Descrição do Youtube:

"Em 1959 pessoas de diversas partes do Brasil, porém especialmente do nordeste, chegam à Brasília para trabalhar na construção da futura capital brasileira. Assim como os canteiros de obra se espalham no meio do nada, os abusos aos trabalhadores também. As histórias dessas pessoas que ficaram conhecidas como candangos, as humilhações que sofreram, e as péssimas condições de trabalho levaram a um grande número de mortes."

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

FRASE DE FRIEDRICH NIETZCHE

Encontra-se sempre, aqui e ali, algum semi-deus que consegue viver em condições terríveis, e viver vencedor! Quereis ouvir os seus cantos solitários? Escutai a música de Beethoven.
-- Friedrich Nietzsche(1844-1900)



sexta-feira, 26 de setembro de 2014

AS VÁRIAS FACES DE "HÉRCULES" REPRESENTADO PELA ARTE.



No segundo domingo de Setembro de 2014, fui conferir a recente produção épica inspirada no mais famoso herói semideus dos tempos da Grécia Antiga. Hércules estrelado pelo ex-lutador de Westiling Dwayne Johnson, The Rock que me surpreendeu bastante. 

Hércules para quem não sabe ele é um personagem da mitologia grega que nasceu do fruto de uma pulada de cerca do chefão do Monte Olimpo Zeus com uma mortal chamada Alcmena. E quando sua madrasta, a deusa Hera soube dessa traição, vingativa resolveu puni-lo mandando ele mesmo inconscientemente matar sua esposa e filhos e como redenção ele foi obrigado a fazer os Doze Trabalhos, algo que muita gente deve saber de cor e salteado porque foi contada e recontada diversas vezes.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

A saga de Hércules assim como as sagas dos mitos bíblicos, carrega em comum o fato de historicamente não ter uma única autoria.  Suas aventuras surgiram oralmente por diferentes povoados do campo, que originalmente o chamavam de Héracles. O seu nome como a gente está familiarizado a usar de Hércules foi adaptado de uma versão latinizada inspirada pelos romanos.  Não existe uma datação precisa de quem foi o primeiro escriba a descrever, exaltar e eternizar as suas gloriosas façanhas seja em versos poéticos ou mesmo em obras teatrais, sua lenda de herói invencível ainda desperta há séculos em todo mundo a inspiração de luta.

 

Com o passar dos milênios, o seu mito seria bastante eternizado pela influencia principalmente das manifestações artísticas das esculturas gregas e romanas, as pinturas renascentistas, as influencias em peças teatrais e chegando as mídias mais modernas, como o cinema que surgiu no final do século XIX e depois com o advento da televisão no século XX, inspirou uma série televisiva e algumas publicações de quadrinhos.  Foi pensando nisto que resolvi mostrar alguns exemplos de manifestações artísticas brilhantes que serviram bastante de inspiração para eternizar o icônico herói, aliás, se não fosse ele não teríamos o Superman ou mesmo outros heróis maneiros da cultura pop inspirados nele.

 

 

Antigo Vaso Grego datado do século V.a.C  com desenho de Hércules que simboliza por assim dizer a primeira manifestação artística da divindade.  Este objeto encontra-se no acervo do Museu do Louvre.  É de autor desconhecido.


 
 
 
 







 
 
 
 

Escultura de Hércules enfrentando o Leão de Neméia, sem autoria e datação especifica.



 





 















Mosaico romano datado do século I d.C retratando a jornada de Hércules com o seu companheiro Iolaus. Também de autor desconhecido.








 



 

Estátua de Bronze romana de Hércules, intitulada de “Hércules do Teatro de Pompeu” pertencente ao Museu Vaticano em Roma.






















 

Pintura de Hércules enfrentando a Hidra de Lerna com o adereço da pele do Leão de Neméia.  Em um quadro renascentista  datado do final do século XV de autoria do italiano Antonio Pollaiulo(1432-1498).
























O fisiculturista Steve Reeves(1926-2000) em cena no filme “Hércules e a Rainha da Lídia(1959) numa capenga produção italiana de Pietro Francisci((1905-1977), que tinha como pano de fundo a divindade envolvida na intrigas da sucessão do reino de Tebas principalmente pela briga no trono de Polinices e Eteocles, filhos de Édipo  e caindo na  fetiche de Ônfale(Sylvia Lopez) a Rainha da Lídia.  





 










 

Em 1961, outro também fisiculturista, o inglês Reg Park (1928-2007)  também encarou o  papel da importante divindade grega em “Hércules na Conquista de Atlântida” num filme cuja trama envolvia Hercules participando do afundamento da misteriosa ilha de  Atlântida que até hoje gera muitas controvérsias entre muitos estudiosos acadêmicos da historiografia sobre sua existência.



 





 










Em 1970, o também fisiculturista Arnold Schwarzenegger futuro astro brucutu dos filmes de ação encarava sua primeira experiência  cinematográfica protagonizando o herói semideus grego em “Hércules in New York”.







 












 

Em 1983, o também atleta do fisiculturismo Lou Ferrigno então dublê de corpo do seriado de TV do Incrivel Hulk(1978-1982) encarou o Hércules numa capenga produção italiana onde de tão ruim chegou a receber umas indicações do prêmio Framboesa de Ouro(Versão Oscar para filmes ruins).  Apesar disso, o filme ainda conseguiu agradar a algumas pessoas virando um filme cult. Em 1985, ganhou uma sequencia intitulada de “As Aventuras de Hércules”.







 









 

Na década de 1990, Kevin Sorbo que nunca tinha sido atleta nem de fisiculturismo ou de outra modalidade esportiva alguma foi o responsável por dar vida  ao semideus no seriado de TV, “Hércules: The Legendary Journey” produzido entre os anos de 1995-1999, que eu conferir bastante no SBT.  Antes de virar ator, Sorbo era modelo, como já demonstrava um porte físico propicio, isto terminou facilitando para os produtores o escolhessem para o papel titular.





 



 










Em 1997, a Disney lançou um interessante longa-animado inspirado no semideus da mitologia grega, onde o Hércules que nos foi apresentado mostra ter muitas influencias do universo pop, como por exemplo, ele tinha como seu companheiro de aventuras e animal de estimação, o cavalo alado Pégaso, uma clara referencia a animação japonesa dos Cavaleiros do Zodíaco.






 















Em 1965, a Marvel Comics como se não bastasse ter colocado a divindade nórdica de Thor em suas publicações a partir da revista Journey Into the Mystery, publicada em Agosto de 1962, eles também passaram a incluir o herói grego Hércules em seus catálogos a partir da publicação da revista Journey to Mystery Anual#1.  Passando também a figurar na Mitologia Marvel.








 













 

Capa da Graphic Novel “Hércules: Guerras Trácias”, saga de quadrinhos  que serviu de base para o roteiro do filme estrelado pelo Dwayne Johnson.



 

 









 

Por fim, Dwayne Johnson(The Rock) no papel do semideus na mais recente adaptação cinematográfica do herói semideus grego cuja base para o roteiro deste filme sob a direção do Brett Ratner foi inspirado na Graphic Novel “Hércules: Guerras Trácias”.

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE:




















http://pt.wikipedia.org/wiki/Dwayne_Johnson


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

domingo, 7 de setembro de 2014

COMPARAÇÕES ENTRE A REVOLUÇÃO FRANCESA E INDUSTRIAL



INTRODUÇÃO:











As Revoluções Francesa e Industrial tiveram suas importâncias para o mundo do momento em que surgiram novas idéias políticas e econômicas que ocasionaram este feito. A Revolução Industrial trouxe novos investimentos de mercado mais competitivo e usando do maquinário para dar um impulso maior ao seu mercado. Já a Revolução Francesa foi importante porque através de suas influencias iluministas de mudança de regime político, da Monarquia para a República ocasionou também algumas mudanças importantes, como a Revolução Haitiana. Ambos estes movimentos trouxeram para o mundo um novo sentido de filosofia política, um novo sentido de ciência técnica, e também de novo sistema político-ideológico. A Revolução Industrial foi o que impulsionou Karl Marx a criar uma nova filosofia para a classe trabalhadora “O SOCIALISMO”. Outra coisa em comum com estes dois movimentos importantes foi que eles surgiram no final do século XVII, numa época em que os velhos regimes monárquicos da Europa estavam passando por uma grave crise política e não só política como também econômica. Na primeira parte sobre a Revolução Francesa, o autor Eric Hobsbawn defende que: “Se a economia do mundo do século XIX foi formada principalmente sobre a influencia da Revolução Industrial britânica, sua política e ideologia foram formadas fundamentalmente pela Revolução Francesa. A Grã-Bretanha forneceu o modelo para as ferrovias e fábricas, o explosivo econômico que rompeu com as estruturas socioeconômicas tradicionais do mundo não europeu: mas foi a França que fez suas ideias, a ponto que fez suas revoluções e suas bandeiras tricolores de um tipo ou de outro terem-se tornado o emblema de praticamente todas as nações emergentes e a política europeia (ou mesmo mundial.)”













 A Revolução Industrial foi o que impulsionou Karl Marx a criar uma nova filosofia para a classe trabalhadora “O SOCIALISMO”. Outra coisa em comum com estes dois movimentos importantes foi que eles surgiram no final do século XVII, numa época em que os velhos regimes monárquicos da Europa estavam passando por uma grave crise política e não só política como também econômica. Na primeira parte sobre a Revolução Francesa, o autor Eric Hobsbawn defende que: “Se a economia do mundo do século XIX foi formada principalmente sobre a influencia da Revolução Industrial britânica, sua política e ideologia foram formadas fundamentalmente pela Revolução Francesa. A Grã-Bretanha forneceu o modelo para as ferrovias e fábricas, o explosivo econômico que rompeu com as estruturas socioeconômicas tradicionais do mundo não europeu: mas foi a França que fez suas ideias, a ponto que fez suas revoluções e suas bandeiras tricolores de um tipo ou de outro terem-se tornado o emblema de praticamente todas as nações emergentes e a política europeia (ou mesmo mundial.)”

 
 
 

 A Revolução Francesa teve sua eclosão especificamente na França a partir do momento em que a própria França demonstrava algumas peculiaridades que a tornavam melhor do que a própria Grã-Bretanha em termos internacionais . Em praticamente todo o século XVIII, a França foi uma grande rival econômica da Grã-Bretanha. Só para ter uma ideia do quanto que a França era um forte concorrente da Grã-Bretanha, a França tinha um comercio externo cuja multiplicação ocorreu no período de 1720-1780, e essa multiplicação foi o que ocasionou uma grande tensão para a sua rival Grã-Bretanha, além disso, tinha um sistema colonial mais dinâmico do que o próprio sistema colonial britânico. No entanto, a França em outros termos não era uma potência como pelos interesses de expansão do comércio capitalista, ou seja, era esse fator que tornou predominante para quê a Grã-Bretanha se tornasse uma potência. Coisa que a França não tinha adotado esse sistema, e foi o que ocasionou em um monte de conflitos internos. A França tinha o seu maior poder de influência entre a Aristocracia e a Monarquia Absoluta. Essa força da camada mais poderosa da Pirâmide Social Francesa no período do século XVIII foi em termos gerais o que acabou por gerar o estopim para causar o enorme conflito entre a estrutura oficial e mais a estrutura de outras camadas sociais e os interesses estabelecidos do velho regime e com novas forças sociais que vinham ascendendo. Tudo isso foi o que ocasionou a origem da Revolução Francesa dentro da própria França.
 
 
 
 





sábado, 6 de setembro de 2014

CRÍTICA DO LIVRO AZINCOURT DE BERNARD CORWELL
























Há mais ou mesmo uns dois meses fiz a conclusão da leitura do livro Azincourt de autoria do romancista britânico Bernard Cornwell.  Um especialista e apaixonado por armas medievais, paixão essa que foi bastante influenciada pelo ambiente familiar onde foi criado que tinha muito envolvimento no meio militar, seu pai foi um aviador canadense e sua mãe foi auxiliar da Força Área Britânica. Antes de tentar carreira de escritor, Cornwell trabalhou por 10 anos na famosa rede de televisão britânica BBC, onde exerceu os seus primeiros dotes de pesquisa para seus romances em um programa chamado Nationwide até concluir sua estadia por lá assumindo o cargo de Chefe de Assuntos Televisivos Atuais. Autor de diferentes romances sobre importantes temas que marcaram a história britânica, como os títulos dos catálogos das séries Crônicas Saxônicas, a Trilogia do Rei Artur, A Busca do Graal e As Aventuras de Sharpe, entre outros sem  um catalogo especifico. Com este romance em questão carregado de uma envolvente e cativante narrativa que reconstitui passo a passo A Batalha de Azincourt.  Episódio ocorrida no dia 25 de Outubro de 1415, data da celebração de São Crispim eternizada na peça teatral Henrique V, do célebre dramaturgo William Shakespeare, recontando a brava vitória inesperada dos ingleses. Com uma impressionante narrativa novelesca de cavalaria, utilizando-se inclusive dos recursos de licenças poéticas que nos faz remeter aos gloriosos tempos das narrativas medievais, utilizando-se também em uma linguagem de didatismo para mostrar o quanto que teve uma primorosa pesquisa para dar mais credibilidade a obra ficcional. Com a sua narrativa contada a partir do ponto de vista do arqueiro Nicholas Hook, que por ter uma grande habilidade neste instrumento de guerra termina sendo designado pelo seu senhor feudal a Londres com a missão de enfrentar os lolardos, que foi um movimento político e religioso que na Inglaterra dos séculos XIV e XV foram responsáveis por grandes conflitos envolvendo reformas religiosas na Igreja Católica do país. A narrativa do romance de Cornwell contém relatos surpreendentes de como era a vida rotineira na Inglaterra naqueles tempos conflituosos onde tudo era muito escasso e precário, como por exemplo, a comida, a higiene, num ambiente onde escorria direto e os cenários de carnificina. A promiscuidade nas orgias sexuais em algumas tabernas.  A infestação de doenças que foram responsáveis por matarem inúmeros soldados, mas do que nos confrontos.  Tudo muito bem milimetricamente contado de uma forma prazerosa, para puramente entreter um público amplo bem diferente da maioria dos artigos que já li escrito por grandes historiadores que se utilizam de um linguajar mais culto que apenas quem é da área consegue entender. 







No final do livro tem até uma importante nota explicando ao leitor esclarecimentos sobre esta batalha que teria passado despercebida se não fosse pela obra Henrique V de William Shakespeare a eternizá-la para sempre, já que foi o então da Inglaterra um dos responsáveis por comandar esta improvável vitória inglesa. Nesta nota é inclusive citado um trecho retirado  de um livro do historiador britânico Sir John Keegan(1934-2012), intitulado “The Face of Battle”, publicado em 1976, onde cita a respeito de Azincourt o seguinte: “ Os acontecimentos da campanha de Azincourt são, para o historiador militar, de uma objetividade gratificante....há menos do que a louca incerteza usual com relação aos números envolvidos de cada lado.”



Esta nota também contém já no final da página, uma linda estrofe poética escrita por um ex-militar francês que participou deste combate real e depois passaria 25 anos prisioneiro. Esta estrofe faz a seguinte descrição sobre o que foi aquele conflito na sua visão particular:



“A paz é um tesouro que nunca é demasiado louvar.



Odeio a guerra. Ela jamais deveria ser louvada;



Por muito tempo me impediu, certa ou erradamente,



De ver a França que meu coração deve amar.”



Ótimo livro cuja leitura eu recomendo.















 FONTE:



http://pt.wikipedia.org/wiki/Lollardismo



http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Keegan



http://pt.wikipedia.org/wiki/Azincourt_%28livro%29



http://www.bernardcornwell.net/



http://pt.wikipedia.org/wiki/Bernard_Cornwell



http://pt.wikipedia.org/wiki/Henrique_V_de_Inglaterra



http://pt.wikipedia.org/wiki/Henrique_V_%28teatro%29







segunda-feira, 14 de abril de 2014

O SURGIMENTO DO CAPITÃO AMÉRICA

Para entrar no clima  de Capitão América: O Soldado Invernal que já está em cartaz nas salas de cinema.
Vou descrever um pouco de como ele se originou e o contexto histórico de como surgiu.




A ORIGEM:

Criado em Março de 1941, na revista Capitan América Comics, numa parceria entre Joe Simon(1913-2011) e por Jack Kirby(1917-1994), o primeiro filhote da Marvel Comics quando esta ainda estava engatinhando como sua concorrente DC Comics com as publicações de Supeman(1938) e Batman(1939). Apesar de apresentarem uma pequena diferença de idade. A DC surgiu primeiramente em 1934, portanto  nesse ano de 2014 completa 80 anos de atividade, já a Marvel que só nasceria  em 1939 completando então 75 anos também no momento presente.









Bom, mas voltando ao foco sobre o Capitão América, foi aproveitando o momento em que o mundo vivia a tensão da Segunda Guerra Mundial, no momento onde a população de cada país vivenciava direta ou mesmo indiretamente, o pavor dos bombardeios que começaram a partir
 do momento em que o tirano Chefe de Estado  da Alemanha Nazista Adolf Hitler(1889-1945) deu inicio ao conflito mandando suas tropas invadirem a Polônia em Setembro de 1939.
 


Curiosamente, pode se colocar que o surgimento do herói ocorreu bem antes dos americanos sofrerem os ataques da tropas japonesas aliadas de Hitler a base militar de Pearl Harbor no Havaí, ocorrida no dia 07 de Dezembro de 1941.



O tom de sátira alegórica  para criar a figura do herói patriótico dos americanos deu muito certo. E assim ele representou bem a figura arquetípica para os americanos, nesta empreitada ousada da Timely Comics, a responsável pelas publicações iniciais
 nessa época do Capitão América antes de pertencer   Marvel.  A trama do Capitão América girava em torno de Steve Rogers,  um jovem civil muito franzino e com a saúde bastante frágil, que   tem como objetivo  de vida entrar a todo e qualquer custo   no exercito para colaborar e ajuda-los a vencer a Segunda Guerra Mundial. Suas tentativas de alistamento mostram-se em  vão, devido ao fato de receber muitas recusas por causa da sua fragilidade de saúde.




















Caveira Vermelha, primeiro inimigo do Capitão América, alegoria arquetípica dos alemães nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.









Tanto que chega uma hora que ele recebe a proposta de fazer parte de um experimento cientifico,  servindo  então de  cobaia humana para ser criado como um supersoldado.  Dessa experiência  resultou que ele adquiriu muitos músculos e se tornou um soldado extremamente forte, com poderes sobre-humanos para combater no front contra as tropas inimigas, mais especificamente os nazistas. É no front que ele irá conhecer  um comandante denominado de Johann Schmidt cujo codinome é Caveira Vermelha, seu mais famoso inimigo que surgiu no mesmo ano da primeira publicação de Capitão América na revista Capitain América #7, publicada em Outubro de 1941.  Estes também retornaria junto com o Capitão América quando este foi descongelado do seu sono profundo. Caveira Vermelha fazia bem uma alegoria arquetípica  dos alemães malvados em plena época de conflito.























Famoso símbolo do escudo do Capitão América com a gigante estrela branca.






As suas publicações nessa ocasião duraram até 1945, ano que marcou o encerramento dos bombardeios na Alemanha. Depois disso,  a Timely Comics resolve encerrar as publicações do Capitão América, visto que não faria mais um herói temporal que simbolizava o ideal americano contra os nazistas, com sobrevida depois seria impossível.



O RESSURGIMENTO NOS VINGADORES

Foi então que em 1964, a Marvel decide reviver o Capitão América, na publicação da revista The Avengers #4, desta vez voltado para um novo público com a supervisão da dupla Stan Lee e Jack Kirby, o ressurgimento do herói ocorreu quando o então grupo recém-criado pela Marvel denominado de Vingadores os encontrou congelado num avião caído após o fim da Segunda Guerra Mundial e de repente acorda num mundo completamente diferente do qual ele conhecia na década de 1940.

Nesta sua nova fase, ele começa a ganhar suas primeiras histórias solo na revista Tales of Suspense, onde dividia as suas páginas com as aventuras do Homem de Ferro*.






CAPITÃO AMÉRICA NA GUERRA FRIA:


Desta vez, os tipos de inimigos a quem o Capitão América teria de lidar não era mais os nazista, mas sim desta vez seriam os soviéticos em pleno contexto da conturbada Guerra Fria, onde a partir dai   surgiriam muitos vilões na Mitologia Marvel que criariam uma grande alegoria ao contexto em questão. Alguns outros exemplos de heróis que tem estes  tipos de vilões são: Homem-Aranha com Kraven, Rino e o Camaleão, Os X-Men com o Ômega Vermelho, o Homem de Ferro com o Dínamo Vermelho, a própria Viúva Negra, uma heroína vira-casaca também pertence a este exemplo dessa safra alegórica durante a Guerra Fria.


GALERIA DOS VILÕES MARVEL NA GUERRA FRIA:
















CAPITÃO AMÉRICA EM OUTRAS MÍDIAS:


O primeiro registro de adaptação midiática do Capitão América de 1944 numa cine série produzida pela Republic Pictures, recurso  de entrenimento muito comum numa época em que a televisão não existia ainda  o conceito de teledramaturgia, servia apenas para exibir noticiários ou mesmo programas. Seguindo o mesmo esquema que no ano anterior ganhou sua primeira adaptação pelas mãos da Columbia Pictures.

A primeira vida midiática do Capitão América como uma série de TV em preto e branco, durou pouco apenas 15 capítulos, a mesma do Batman.












Cena de Capitão América na Cine Série de 1944.



O primeiro ator a trajar o uniforme do Capitão América neste momento foi Dick Purcell(1908-1944). Nesta primeira empreitada midiática do Capitão América, a produtora Republic Pictures fez muitas modificações tanto na parte do roteiro quanto no design do traje do herói para diferenciá-lo do herói da Timely, uma das drásticas mudanças  no traje foi tirar os adereços  das asinhas de cima de sua cabeça e as botinhas vermelhas e lhe tiraram também o escudo como uma de uma maneira de se adequar a este tipo de mídia, além  modificar   sua identidade que passou a ser Grant Gardner**, e não fazer citação nenhuma aos nazista e ele ser representando na figura de um homem comum querendo combater o crime com uma máscara***. Além do fato de não ser citado o soro e muito menos ele aparece utilizando o famoso escudo. O que não agradou muito a Timely.  Logo depois que a série  encerrou os seus  capítulos, o ator Dick Pucell faleceu repentinamente o que levou o herói a ficar engavetado por duas décadas nas mídias, o mesmo também ocorreu com as suas revistas.




Muitas décadas depois, quando Capitão América ressurgiria no mundo midiatico numa versão em desenho animado pelas mãos de uma produtora canadense pouco tempo depois dele ser revivido nos quadrinhos do Vingadores em 1964. Contou com Buck como seu parceiro.















Primeira adaptação animada do Capitão América acompanhado de seu parceiro Buck.







Em 1979, foi feita uma nova tentativa  de adaptar para um filme em Live Action, desta vez  no formato de telefilmes produzida pela emissora CBS. Reb Brown foi o responsável por dar vida ao herói. Nesta sua  versão a principal modificação feita foi no lugar da máscara o colocaram um capacete muito ridículo. Além de não ser retratado como o soldado Steve Rogers.


 
 






Em 1990, foi feita  mais uma tentativa  de transformar Capitão América num filme live action e se mostrou também um tremendo fracasso. É tanto que nem chegou a ser exibido nas salas de cinemas, foi lançado diretamente em VHS.   Quem encarnou o papel do herói neste filme foi Matt Sallinger.  Como você podem conferir na imagem abaixo, o design do rosto do Caveira Vermelha ficou muito tosco, além dele neste filme ser representado como uma criação dos fascistas e dos nazistas.


















No decorrer das décadas de 1990 e 2000, Capitão América teve muitas aparições nas séries animadas inspiradas nos heróis da Mitologia Marvel. Apareceu em X-men: Animated Series(1992-1997). e em X-men:Evolution(2000-2003). Sempre presente nos flashbacks de Wolverine.




















Participação do Capitão América na série animada X-Men(1992-1997)


















Capitão América em X-Men: Evolution(2000-2003)









Apareceu também na série animada do  Homem-Aranha(1994-1998), principalmente nas sagas envolvendo a ligação do pai da Gata Negra com o Caveira Vermelha. E quando foi recrutado pelo Aranha a mando do Doutor Estranho para combater o Doutor Destino.













Capitão América e a Gata Negra em Spiderman animated series(1994-1998)










Mas foi finalmente em 2011, que o Capitao América ganharia um filme live action mais decente produzido pela Marvel Studios em parceria com a Paramount Pictures como distribuidora.  Escalaram para o papel principal  Chris Evans para ser Steve Rogers em Capitão América: O Primeiro Vingador.  Chris Evans já era um rosto conhecido de alguns fãs de quadrinhos por já ter encarado o Tocha Humana no filme do Quarteto Fantástico(2005-2007). Com a direção de Joe Johnston, o filme tinha sua trama girando em torno do contexto em que o herói surgiu durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial. O primeiro grupo maligno que ele enfrenta neste filme é a HIDRA, liderado pelo mais conhecido de todos os seus inimigos, o Caveira Vermelha(Hugo Weaving), líder desta primeira formação dentro do Exército Nazista. Que sonha em dominar o mundo utilizando de um antigo objeto místico que já foi venerado pelos antigos povos vikings, chamado de Tessaracht.  Este objeto seria o gancho para atrair o público ao filme dos Vingadores lançado no ano seguinte.  Onde mostrou sua primeira atuação no presente junto com a equipe de heróis lideradas pelo poderoso chefão da SHIELD, Nick Fury(Samuel L. Jackson), tendo como componentes o metálico Homem de Ferro(Robert Downey Jr.), o deus asgardiano Thor (Chris Hersworth), o monstro verde Hulk(Mark Rufallo), e os agentes Barton/Gavião Arqueiro(Jeremy Renner) e Natasha Romanoff/Viúva Negra(Scarlett Johansson).  Para enfrentar o malvado irmão de Thor, Loki(Tom Hiddleston) para dominar a Terra com o Tessarecht abrir um portal invocando a raça dos Chitaurri para trazer o caos ao mundo.  Agora vamos pensar como vai ser Capitão América: Soldado Invernal, será que ele vai superar o primeiro? Agora  durante o feriado da Páscoa vou dar uma conferida no filme e depois descreverei o que eu achei dele no meu outro blog: Breno Cinefilo.
























Cartaz de Capitão América: O Primeiro Vingador(2011).





















Capitão América presente no filme dos Vingadores(2012)




FONTES:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Capit%C3%A3o_Am%C3%A9rica*
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/07/em-outros-tempos-capitao-america-ja-foi-promotor-e-filho-de-jd-salinger.html***
http://pt.wikipedia.org/wiki/DC_Comics
http://pt.wikipedia.org/wiki/Captain_America_(1944)**
http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Batman
http://en.wikipedia.org/wiki/Dick_Purcell
Revista Superinteressante, Edição especial coleções: Decifrando os Super-Heróis, São Paulo, Ed. Abril, Julho/2012.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marvel_Comics