quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

O PRIMEIRO VIDEOCLIPE DA MTV

 

No último dia 31 de Dezembro de 2025, a matriz da marca da MTV nos Estados Unidos  encerrava de vez suas operações fechando os seus sinais nas operadoras que ainda mantinham ativos, mas sem a mesma relevância de antigamente.

Quando  a marca  surgiu nos Estados Unidos em 1981, o vídeo clipe que inaugurou foi o da banda britânica de New Wave The Bugles com a canção Video Killed The Radio Star.




Cuja letra trazia uma crítica a nova tendência moderna da indústria fonográfico de investir demais na imagem a ponto de matar os artistas do rádio. Ironicamente a marca encerrou suas operações encerrando justamente com esse videoclipe, cuja direção foi de Russell Mulcahy. Que transmitiu aquela essência da música mostrando uma menina ouvindo um aparelho antigo de rádio dos anos 1950 como descrito no primeiro verso da letra:

Eu ouvia você no rádio lá em 1952

I heard you on the wireless back in Fifty Two

 

Deitado sem sono, atento para sintonizar você

Lying awake intent at tuning in on you

 

Se eu fosse jovem, não impediria você de cumprir seu dever

If I was young it didn't stop you coming through

Isso fica evidente no refrão seguinte após as banking vocal femininas gritarem o Oh-a-Oh:

Eles levaram o crédito pela sua segunda sinfonia

They took the credit for your second symphony

 

Reescrita por máquina e nova tecnologia

Rewritten by machine and new technology

 

E agora eu entendo os problemas, você pode perceber

and now I understand the problems you can see

E nesse refrão restante:

 

 

Eu encontrei as suas crianças

I met your children

 

Oh-a oh

Oh-a oh

O que é que você lhes disse?

What did you tell them?

 

O vídeo destruiu a estrela do rádio

Video killed the radio star

 

O vídeo destruiu a estrela do rádio

Video killed the radio star

 

 

As imagens chegaram e partiram seu coração

Pictures came and broke your heart

 

Oh-a-a-a oh

Oh-a-a-a oh

 

 

O que é que você lhes disse?

What did you tell them?

E agora nós nos reunimos num estúdio abandonado

And now we meet in an abandoned studio.

 

Nós ouvimos a gravação e parece há tanto tempo atrás

We hear the playback and it seems so long ago

 

E você recorda que os jingles costumavam funcionar

And you remember the jingles used to go

 

Oh-a oh

Oh-a oh

Você foi o primeiro

You were the first one

 

Oh-a oh

Oh-a oh

 

 

Você foi o último

You were the last one

 

 

O vídeo destruiu a estrela do rádio

Video killed the radio star

O vídeo destruiu a estrela do rádio

Video killed the radio star

 

Na minha mente e no meu carro, não conseguimos rebobinar, fomos longe demais

In my mind and in my car, we can't rewind we've gone to far

 

Oh-a-aho oh

Oh-a-aho oh

 

Oh-a-aho oh

Oh-a-aho oh

 

 

O vídeo destruiu a estrela do rádio

Video killed the radio star

 

O vídeo destruiu a estrela do rádio

Video killed the radio star

O vídeo destruiu a estrela do rádio

Video killed the radio star

 

O vídeo destruiu a estrela do rádio

Video killed the radio star

 

 

Na minha mente e no meu carro, não conseguimos rebobinar, nós fomos longe demais

In my mind and in my car, we can't rewind we've gone to far

 

As imagens chegaram e partiram seu coração, coloque a culpa no vídeo cassete

Pictures came and broke your heart, put down the blame on VCR

 

 

Você é um astro do rádio

You are a radio star

 

Como se pode observar essa canção que abriu a MTV, fazia essa crítica aquela nova tendencia  da indústria musical em investir na imagem, algo que os videoclipes passaram a serem vistos para os artistas, fazendo com que a música ganhasse formas e cores.

Simbolizando um novo conceito de estética musical.

Se bem que essa coisa de unir som e imagem já não era tão novidade assim, principalmente quando a gente a lembra que quando o cinema nos seus primórdios não tinha som e era em preto e branco até o momento  quando foi implantado o som nos diálogos dos personagens  a partir do filme O Cantor de Jazz(1927) e foi se aprimorando com a técnica de colorização em Technicollor, que já uma fusão entre a música e imagem, principalmente pelas produções de filmes musicais de Hollywood  que traziam aquele toque escapista, teatral com ares de Broadway e meio Vaudeville, bem característico da estética teatral americana.

Mais ou menos por volta da década de 1950, quando os aparelhos de televisão passaram a dominar as residências dos americanos e foi aos poucos se espalhando para o mundo, que foi quando surgiram os famosos programas de auditório que passaram a trazer uma estética de circo eletrônico que tivemos um pouco essa sensação de unir música com imagem quando os cantores se apresentavam nesses programas como se estivessem num show.

Mais ou menos ali por volta dos anos 1960, o popular conjunto musical britânico dos Beatles trouxeram esse conceito de gravar videoclipe como forma de poupar um pouco suas imagens.

Durante os anos 1970, aqui no Brasil em plena época  repressora da Ditadura Militar, período bem de anos de chumbo, surge em 1973,  um programa dominical chamado Fantástico, criado por Boni seguindo o formato de uma revista eletrônica de variedades juntando o jornalismo com o entretenimento.

Foi nesse programa que tivemos o primeiro embrião de um artista brasileiro  do gravando  um videoclipe que ocorreu quando em 1974 foi lançado o clipe da canção Gita de Raul Seixas(1945-1989), produção que contou com o dedo de Cyro Del Nero(1931-2010), um renomado cenógrafo.

Foi também na década de 1970, que pouco antes de surgir a MTV, uma banda britânica lançava o videoclipe de uma das mais antológicas que eles já gravaram que foi o Queen com Bohemian Rhapsyody lançado em 1975.



Mas foi a partir do surgimento  da MTV sob o controle da Warner-Amex Satellite Entertainment. Posteriormente adquirida pela Viacom, o canal revolucionou a indústria musical global, especialmente por meio da popularização dos videoclipes, que eram apresentados por profissionais conhecidos como videojockeys(VJs).

Foi  essa marca uniu  som e imagem, trazendo forma e cores para a estética da música que a coisa se desenhou a partir dessa forma.

Dentre os artistas que mais se beneficiaram da influencia da MTV, esse em questão é Michael Jackson(1958-2009), foi a partir da marca da MTV que se construiu o mito em torno dele como Rei do Pop após se consolidar em carreira solo depois construir uma longa passagem na infância pela banda The Jackson 5 que ele formou com seus irmãos Marlon, Jack, Jermaine e Tito Jackson(1953-2024).

A MTV não foi só muito influente na indústria da música, moldando  o gosto musical,  mas também  o estilo e trazia um estilo de programação que se diferenciava do conceito engessado e quando surgiu aqui no Brasil em 1990 por meio de um acordo, uma parceria entre o Grupo Abril comandado pela Família Civita com a Viacom(Atual Paramount Global) detentora da marca MTV Networks.




A MTV simbolizou bem ali uma marca que moldou o gosto musical da jovem geração brasileira  dos anos 1990.

Uma geração que entrava numa fase de presenciar um estilo mais moderno de assistir à televisão naquele momento que a TV brasileira completava seu 40º Aniversário.

Onde as tradicionais grandes emissoras como Globo e SBT, começariam enfrentando uma forte concorrência com o surgimento dos canais de tv por assinatura por conta do nascimento  do serviço de antena parabólica, que trata-se de   uma antena refletora em forma de paraboloide usada para captar sinais de satélites de comunicação. Cujo formato da antena reflete os sinais, que chegam paralelos ao seu eixo, para um ponto único chamado foco, onde está o receptor (LNB) abreviação da palavra inglesa Low Noise Block ou Bloco de Baixo Ruido. 

As Organizações Globo, já de olho naquele novo  mercado lançava o serviço do Globosat Canais que deu origem a GNT, Multishow, Shoptime,   Globo News dentre outros.

Era o conceito de mais moderno que se podia conhecer naquela fase analógica pré-mídia digital.

Do mesmo jeito que ajudou a moldar  uma nova forma de consumir música, já que aos poucos a tradicional mídia física do pequeno Compact Disc(CD) foi começando a assumir o lugar do gigante Long Play(LP) também chamado por Vinil ou popularmente de bolacha.

Ela ajudou a divulgar trabalhos de artistas mais underground que não tinha tanto espaço no ramo mainstream das grandes gravadoras.

Foi por meio da MTV que tivemos contato com artistas como: Skank, Jota Quest, Pato Fu, Raimundos, O Rappa, CPM22, Gabriel, O Pensador dentre outros.

 

 

 

O ÚLTIMO REGISTRO DOS MAMONAS ASSASSINAS.




Foi na MTV Brasil(1990-2013) que foi registrado em um documentário original  chamado MTV na Estrada acompanhando a jornada irreverente conjunto musical do deboche Mamonas Assassinas cujas “gravações acompanhariam os Mamonas em alguns shows realizados no Rio Grande do Sul. O programa mostrou trechos dos shows, além de mostrar os Mamonas fora dos palcos e também entrevistou cada integrante(dessa vez com eles falando sério rs).”

(Trecho retirado da fanpage do Mamonas Assassinas do Facebook).

É nesse documentário o curioso  momento do vocalista Dinho(1971-1996) se dirigindo ao cinegrafista o seguinte dizendo assim: “O avião quase caiu na Floresta Amazônica devido a um radar quebrado e que o dia a seguir seria “uma aventura.” .

Em seguida, ele diz ao cinegrafista em forma de deboche que é típico dele:

Eu tenho uma boa e uma má noticia pra você que vai voar com a gente cameraman qual que você quer primeiro?”

A fala é interrompida repentinamente  pela aparição surpresa do  tecladista Júlio Rasec(1968-1996) perguntando: “Você não é o Dinho dos Mamonas” e Dinho responde: “Eu era”. E Júlio olha para a câmera e diz: “Oi”.

Então Dinho volta a se dirigir para a câmera respondendo sobre o estado do jato:

A boa é que eles consertaram o radar”. E dando uma risada diz assim: “Quebrou de novo”.

E Dinho ainda acrescenta que o combustível não estava passando do reservatório para o tanque com aquele ar todo debochado. E Júlio entra na situação dizendo: “Quebrou de novo?”

Esse registro ocorreu pouco antes do fatídico acidente aéreo na Serra da Cantareira em Santos-SP que tirou a vida dos cinco componentes do conjunto musical no dia 2 de Março de 1996 depois que eles estavam retornando  da última apresentação em Brasília e se  preparando para a turnê internacional em Portugal. Essa acidente que agora em 2026 vai se completar 30 anos.

A exibição desse documentário ocorreu em  Fevereiro de 1996 o que registrou a agenda de shows do conjunto andando nesse  jato particular.

No fatídico dia do acidente, esse momento pitoresco de Dinho  foi bastante replicado pelas outras emissoras.

Im Memoriam,

MTV,

(1981-2025).

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

50 ANOS DA PLAYBOY BRASIL

 

 Nesse ano de 2025, se a revista Playboy Brasil, ainda estivesse ativa completaria 50 anos. Com uma beldade da atualidade estampando a capa especial do mês agosto dedicado ao aniversário da revista, que chegou em território brasileiro em agosto de 1975.  



Surgida com o nome de A Revista do Homem, por conta da imposição da  repressão da censura em plena época de Ditadura Militar.




Pelo que Roberto Civita(1936-2013), filho do fundador da Editora Abril Victor Civita(1907-1990) que detinha o registro da marca em território brasileiro até 2015, pelo que ele comentou numa entrevista para a revista na edição de Agosto de 2010 ao acompanhar a negociação dos bastidores para trazer a marca ao Brasil e trabalhou muito tempo no importante de chefia da editora disse o seguinte:

A revista podia, o nome não. Assim, fizemos uma revista igualzinha aquela que havíamos deixado com o ministro, só que com outro nome: A REVISTA DO HOMEM. Mas a censura não nos deu trégua, colocando nossa publicação na vala comum do que se fazia de mais vulgar.”

 

 

As 20 capas mais marcantes da revista.

A minha seleção não se baseia em ranking das melhores ou das piores ou mesmo das mais vendidas, mas baseados nos conceitos artísticos dos ensaios da estrelas das capas, que vai seguir uma ordem cronológica das datas de lançamento.

Menção honrosa:

Mônica Carvalho-Maio de 1993



Uma menção honrosa a atriz Mônica Carvalho que estrelou a capa de Maio de 1993, numa estética bem solar de maresia, bem propicio pelo fato de que diariamente ele aparecia peladona na televisão na abertura da novela das seis Mulheres de Areia(1993), onde era duplicada como era alusivo as protagonistas as gêmeas Ruth e Raquel(Glória Pires). 






A então modelo Mônica Carvalho, antes de atuar em novelas, espalhava água e areia na abertura de Mulheres de Areia. Nua, Mônica alternava entre ambientes arenosos, de tons avermelhados, e aquáticos, de tons azulados, representando a dicotomia e a rivalidade entre as duas irmãs protagonistas, Ruth e Raquel. Se uma era clara e pura, assim como a água, a irmã era densa e turva, como areia. Isso ficava claro na parte final da vinheta, quando os corpos eram sobrepostos. Ademais, a ideia central vinha do próprio título da novela, originado das esculturas femininas produzidas na praia (André Luiz Sens, blog Televisual).

Posteriormente, Mônica Carvalho revelou que para a gravação da abertura foi usada farinha de mandioca, e não areia.”

(Teledramaturgia).



Após participar dessa abertura Mônica Carvalho foi despontando em diferentes novelas na Globo ao longo dos anos 1990/2000.

Ela ainda posaria duas vezes para a Revista em 2001 e em 2008.

 

 

1)Maitê Proença-Agosto de 1996.



 Esse magnifico ensaio estrelado pela atriz Maitê Proença para a edição de Agosto de 1996. Com um ensaio fotografado com locação no sul da Itália como presente para seus leitores  na edição comemorativa do 21º Aniversário da marca no Brasil que trouxe um ensaio extra com temática das Olimpiadas, inspirado dos Jogos Olímpicos de Atlantida.  E pela entrevista com Xuxa Meneghel. Essa foi a segunda vez que Maitê Proença estrelou um ensaio para a revista, a primeira foi em 1987.






2)Gabriela Alves-Maio de 1997.




 O ensaio estrelado pela atriz Gabriela Alvez, fotografado na romântica Veneza, é algo incrível. Edição que também trazia uma importante entrevista com o então técnico da seleção brasileira de futebol Mário Jorge Lobo Zagallo(1931-2024) comentando sobre alguns detalhes da vida sexual dos jogadores e de sua expectativa pela campanha do Penta na copa de 1998.






3)Tatiana Issa-Março de 1998.




  A ex-atriz e  cineasta Tatiana Issa, estrelou esse ensaio fotografado no interior do sul do Brasil com um toque bem de paisagem. Na época uma jovem atriz que estava despontando na televisão, mas que com o passar dos anos deixou de lado a carreira de atriz e investiu na de cineasta onde dirigiu a série documental da HBO Max Pacto Brutal: O Assassinato de Daniela Perez(Brasil, 2022). 



Uma edição que contava com a entrevista do importante nome da música brasileira Nelson Gonçalves(1919-1998), um registro histórico já que essa foi a última entrevista que ele concedeu a um meio de comunicação pouco antes de falecer em 18 de Abril de 1998.



4)Hzetes-Julho de 1999.




  A dupla de assistentes de palco do antigo Programa H da Band, que lançou nos anos 1990 o apresentador Luciano Huck. Formada por Tais Valieri  e Fabiana Garcia estrelam essa capa magnifica que também contou com o ensaio da Rainha do Bumbum Mariana Lima e seus 110 centímetros de quadris  e  com uma entrevista com o cineasta Cacá Diegues(1946-2025) diretor do comentado filme Orfeu(1999).  






 

5)Carla Perez-Dezembro de 2000.







    A ex-dançarina do conjunto musical baiano de axé É o Tchan Carla Perez e que após sua saída da banda fez carreira como apresentadora no SBT. Ela já havia estrelado dois ensaios para a revista, sendo a primeira em 1996 e a segunda em 1998.



Quando ela estrelou pela terceira e última vez para a capa da Playboy,  estrelou essa capa de temática natalina que ficou marcado pela polêmica  de apresentar o Papai Noel todo atrevido  de costas para ela segurando os seus braços enquanto tapava os seios.

Essa situação embaraçosa   aconteceu quando o então Juiz da Vara da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro Siro Darlan, pediu ao Ministério Público para censurar a revista que era para ser vendida numa embalagem escura e lacrada.

 Esta medida segundo o próprio era para impedir que as crianças e adolescentes se interessassem em comprar. Já que na visão dele,  a imagem do Papai Noel, o bom velhinho simboliza a figura lúdica e dócil das crianças.  E como não se não bastasse só este grande alvoroço causado pelo Juiz Siro Darlan  fazendo tempestade em copo d´água por causa da capa natalina da revista.

Também na época ocorreu o episódio de alunos de um curso de formação do Rio de Janeiro  em Papai Noel, indignados com a revista deturpar a figura do bom velhinho, como forma de protesto resolveram colocar as tarjas pretas nos gorros, para simbolizar a revolta.

 Este peculiar e indigesto  episódio  também despertou na época o interesse dos muitos programas de televisão, especialmente os da linha de fofocas sobre o mundo vip. Inclusive eu que já era adolescente, me lembro vagamente, eu devia ter o quê  quinze anos na época de ter visto o  senhor Antônio Santinato que participou do ensaio como Papai Noel, foi justamente caracterizado de Papai Noel num programa de celebridades que não lembro direito qual, nem em que canal foi ao ar onde ele estava dando um esclarecimento ao mal entendido que a sua participação na capa da revista gerou na época. Uma tentativa de censura que nem por isso foi capaz de proibir a circulação da revista no anos seguintes.

Ironicamente Antônio Santinato, o Papai Noel da capa da Playboy faleceu no dia 22 de Dezembro de 2018, aos 91 anos. Ou seja, três dias antes do natal.



6)Francielly Freduzeski-Julho de 2002.

A atriz que na ocasião vinha sucesso na novela O Clone, esbanja sensualidade nesse ensaio solar em pleno mar, com uma ótima paleta de cor azul. Ensaio artístico de ótima qualidade.



 

 

7)Regiane Alves-Agosto de 2003







No embalo da novela Mulheres Apaixonadas, onde estava representando a repugnante da Doris, Regiane Alves fez um brilhante ensaio com toques cinematográficos. Edição que também trazia uma entrevista com o cantor Ed Motta dentre outros momentos marcantes.

 



8)Mel Lisboa-Agosto de 2004




Muito lembrada pelo papel da ninfeta Anita da minissérie da Globo Presença de Anita(2001), uma adaptação do renomado novelista Manoel Carlos do livro homônimo de Mário Donato(1915-1992). Mel Lisboa encantou nessa da edição de Agosto de 2004 que teve a entrevista com Jorge Kajuru, o polêmico jornalista que naquela ocasião vinha acumulando processo de calúnia e difamação contra muita gente importante.




 

9)Aeromoças da Varig-Setembro de 2006




O ensaio estrelado pelo trio de Ex-Aeromoças da Varig formado por: Patrícia Kreusburg Marques, Sabrina Knop e Juliana Neves. Que foram as estrelas por uma razão bastante especial, já que naquele momento a empresa brasileira de aviação estava encerrando suas operações após perder espaço para Gol que vendia barato e foi um período onde o setor estava vivendo caótico com voos atrasado no que ficou conhecido como Apagão Aéreo e foi quando ocorreu o trágico acidente do Voo Gol 1907 em 29 de Setembro de 2006 que para saberem melhor do que se trata recomendo assistirem ao documentário da Netflix Congonhas: Tragédia Anunciada(Brasil, 2025).   





10)Mônica Veloso-Outubro de 2007




O ensaio estrelado pela jornalista Mônica Veloso, a mulher que vinha se destacando como a amante do então senador Renan Calheiros(PMDB-AL) envolvendo em um escândalo quando estava presidindo o Senado e acabou renunciando e sendo substituído pelo então senador Garibaldi Alves Filho(PMDB-RN).




Um brilhante ensaio que reflete bem aquele acontecimento do que estava sendo abordado no cotidiano do Brasil. Edição que também trazia uma reportagem sobre os bastidores do comentado Tropa de Elite(2007) e uma viagem a Transilvânia para conhecer o real Castelo do Conde Drácula.



11)Carol Castro-Agosto de 2008



O ensaio com muito tempero baiano, estrelado pela atriz Carol Castro, com inspiração nas famosas personagens femininas das obras de Jorge Amado(1912-2001) trouxe bem esse toque artístico  e referencial a edição.







13)Flávia Alessandra-Dezembro de 2009



O ensaio estrelado pela atriz Flávia Alessandra que estava no auge do sucesso protagonizando a novela das sete Caras e Bocas(2009-2010), ensaio que conta com a assinatura do renomado J.R.Duran.  Um ensaio magnifico. Essa foi a segunda vez que a atriz estrelou um ensaio para a revista, a primeira foi em 2006.



14)Cacau Colluci-Abril de 2010









A participante da décima edição do Big Brother Brasil, estrelou esse ensaio bem inspirado na Páscoa, usando as orelhas pontudas trajando de coelhinha, bem referente ao símbolo da revista e também a Páscoa. Onde mostra inclusive ele ficando com metade do corpo lambuzado de chocolate. Bastante temático.




15)Larissa Riquelme-Setembro de 2010




A modelo paraguaia que estava em alta chamando a atenção como a musa da edição da Copa do Mundo na África do Sul, por guardar o celular no decote, estrelou esse ousado em 3D, que virou de brinde um óculos. Que trazia matéria especial sobre música e uma entrevista com o jornalista Laurentino Gomes, autor de 1808, comentando sobre o lançamento da segunda parte da trilogia que é 1822.  





16)As Tchecas-Julho de 2011




A dupla gringa formada pela eslovaca Michaela Matejkova  e pela inglesa Alicia Seffas(Dominika), ou seja, não eram naturais  da República Tcheca. Eram duas modelos que estrelavam o  famoso quadro do programa brasileiro  Pânico na TV! (2011) que fingiam serem tchecas apaixonadas pelo Brasil. Elas eram  na verdade garotas-propaganda da cerveja Proibida, uma ação de marketing viral que enganou o programa e gerou polêmica.

 O Pânico tinha patrocínio da Skol, concorrente da Proibida. A produção do programa alegou não saber que elas eram garotas-propaganda e entrou com ações judiciais contra a cervejaria, que investiu R$ 60 milhões na campanha. O Pânico tinha patrocínio da Skol, concorrente da Proibida. A produção do programa alegou não saber que elas eram garotas-propaganda e entrou com ações judiciais contra a cervejaria, que investiu R$ 60 milhões na campanha.  A ação foi um sucesso de marketing viral, mas gerou muitas discussões sobre ética e publicidade na época.  Edição que contou uma entrevista com o cantor Fábio Jr.

 

 

17)Valentina Francavilla-Março de 2012




A italiana famosa como a assistente de palco do Programa do Ratinho, estrelou esse ensaio bem inspirado na estética de sua xará dos quadrinhos eróticos, famosa criação de Guido Crepax(1933-2003). Que trazia as 12 playmates que estrelaram a Playboy Americana.






18)Leona Cavalli-Outubro de 2012



Fazendo sucesso como a Zarolha na novela Gabriela(2012), a capa estrelada pela atriz Leona Cavalli fez um ensaio trazendo uns toques burlescos e de vaudeville que bem remetiam a estética dos antigos cabarés.


 

19)Thais Schmitt-Dezembro de 2013



O ensaio estrelado pela ex-coelhinha brasileira da Revista acompanhado coelhão símbolo da revista, replicou o ensaio de capa que já foi feito anteriormente por Xuxa Meneghell antes de ser a icônica apresentadora infantil.



 

20) Lola Melnicker-Dezembro de 2014




O ensaio estrelado pela popular apresentadora e bailarina russa-brasileira Lola Melniccker trazia a estética ensolarada do clima do verão.  Esse ensaio marcou o ultimo relevante que a marca produziu em solo brasileiro.  







Já que nessa ocasião, a marca vinha enfrentando uma situação crítica tanto em solo brasileiro quanto na matriz americana. Dentre os principais fatores está a de que a marca estava sendo vista como obsoleta por conta do avançar da modernização das mídias digitais, e o ideal que Hefner havia imprimido de revolucionar mesclando prazer com ensaios de nu artístico  com informação textual com entrevistas, textos inteligentes que ajudou a divulgar obras de grandes autores como os do movimento da Geração Beat e os textos dos livros da série de espionagem de James Bond.




Nos seus últimos de vida, ele já estava pressentindo que a revista estaria chegando ao seu fim inevitável.  Pouco antes de morrer em Setembro de 2017 de causas naturais, ele havia vendido a antiga Mansão Playboy, onde costumava não só sua moradia nababesca com as playmates e as coelhinhas, como também servia como  local para oferecer grandes festas extravagantes.





Enquanto que aqui no Brasil, a coisa também não andava muito boa para o lado da marca, já que a Editora Abril que detinha a propriedade intelectual da marca para operar em solo brasileiro vinha enfrentando uma situação financeira difícil desde o começo dos anos 2010, algo que foi se agravando depois da morte de Roberto Civita em 2013, que foi o principal diretor-administrativo da empresa.

Quando seus três filhos: Giancarlo, Roberta e Victor Neto assumiram o comando da empresa a coisa foi se agravando.

 Principalmente quando ocorreu a crise econômica e política  que o Brasil foi encarando depois das Manifestações de 2013, que resultou no Golpe do Impeachment da então Presidente da República Dilma Roussef em 2016 e só foi se agravando após a vitória do repugnante Jair Bolsonaro para a Presidencia da República em 2018 e que só após a sua derrota em 2022 por Lula é que as coisas foram aos poucos se estabilizando.




Foi esse cenário que  resultou para que a Abril no final de 2015, ano do 40º Aniversário da marca em território nacional resolvesse não renovar a propriedade do uso da marca Playboy para compor o seu rico catálogo junto com a  Veja e os quadrinhos da Disney, que foram as primeiras revistas que a editora publicou quando foi fundada em 1950, mas que também não renovar, parando as publicações.

Isso porque estava ficando muito caro pagar os royaltes para a matriz, fator esse que pesou nessa decisão.






No ano seguinte, a marca ainda operou no Brasil pelas mãos da PBB Entertainment, que passou a publicar “bimestralmente, segundo a editora, a ação faz parte do processo de reestruturação da marca no Brasil, que trará novidades para os leitores. Em 2017 a revista passou a sair a cada três meses. No mês de abril, o publisher André Sanseverino foi afastado da revista após ser denunciado, junto com seu sócio Marcos Aurélio de Abreu Rodrigues e Silva, de assédio sexual por nove modelos que participaram de um evento da revista, em Curitiba. Elas acusavam ambos de propor sexo em troca de dinheiro e fama.

Em 2 de abril de 2018 foi anunciado que seria somente uma edição por ano, deixando assim de ser vendida nas bancas e passando a ser comercializada somente por encomenda em seu site, para colecionadores. Em julho de 2018, é confirmado que a Playboy foi encerrada no Brasil após rescisão de contrato entre a PBB Entertainment e a matriz norte-americana no fim de 2017. Em matéria publicada pelo UOL, a diretoria da revista nos Estados Unidos confirmou que as operações virtuais da marca Playboy no Brasil eram irregulares e que estava sob processo de investigação. Por conta disso, perfis nas redes sociais foram desativados e o site Men Play foi fechado pelo FBI. Paralelo ao encerramento das atividades da versão brasileira, a Playboy America fez um acordo e passou a distribuir a Playboy Portugal  em São Paulo e Rio de Janeiro.”

(Wikipédia)

Hoje restam apenas lembranças revista que ajudou a influenciar, popularizar, a diversificar ou mesmo a massificar a cultura e a arte das mais diferentes  manifestações. 




Uma dessas a mais óbvia a se destacar  foi na fotografia, quantos dos exuberantes corpos femininos mais cobiçados do mundo representados tanto por atrizes, modelos, atletas e até mesmo das subcelebridades foram clicadas pelos olhares, das lentes brilhantes  dos mais talentosos fotógrafos mundiais.  




 Muito mais do que uma simples revista de mulher pelada, a Playboy que Hefner criou também serviu como instrumento de orientação masculina tanto na sexualidade, quanto no modo de se vestir, no modo de agir na vida social, dicas de vinhos para bons apreciadores, dicas saudáveis, dicas de boas leituras, entre elas de livros e hqs  que estavam para serem lançadas.




 Dicas de músicas mostrando quais são os mais novos álbuns dos artistas a serem lançadas no mercado, quais as novas tendências e mostrava também a agenda de shows do cantor. Dicas de filmes e séries que estão para serem lançadas nos Home Vídeos, um deleite para quem é colecionador desses artigos.  Muito mais do que uma simples revista de mulher pelada, a Playboy também apresentava um riquíssimo conteúdo trazendo textos com as mais diferentes matérias com os mais variados temas escritos pelos mais diferentes jornalistas. 







          Com colunas, artigos de opinião e até mesmo acesso a leituras dos capítulos de livros que estavam para serem lançados, para termos um gostinho a mais. Com direito a muito texto de humor e charges de grandes desenhistas como Alpino, Mauro A. entre outros.




Também nos deixou muito antenados as novas tendências tecnológicas, entre outras curiosas características dessa revista. Inclusive até mesmo na cultura nerd/geek do mundo super-heróis ele tornou-se referência inspirando a aparição de um personagem no desenho da Liga da Justiça e no primeiro filme do Homem de Ferro de 2008 foi vivido numa ponta pelo Stan Lee, o criador da Marvel.  




       Ela também revolucionou nas causas sociais, especialmente contra o racismo, foi a divulgadora do movimento literário beat, ajudou também a divulgar tudo que fosse relacionado aos filmes de  James Bond, promoveu grandes entrevistas com as mais importantes personalidades sem fazer  distinção de classe social, sexismo, de ideologias políticas, deu voz para artistas, jornalistas, esportistas, políticos, modelos  e até mesmo as mais controversas celebridades o espaço de terem suas vozes ali abrindo toda as suas vidas  intimas e os seus mais singelos segredos, como compartilhar os momentos onde perderam as suas  virgindades.




         No geral tudo isto serviu muito bem para a revista ser o que é hoje. Apesar de ter passado por muitas faces adversas e turbulentas ao longo dos seus 65 anos de vida. E muito disso deve-se ao seu criador, ele mais do que criou uma simples revista de mulher pelada, também criou uma forma de pensar, uma forma de apreciar arte alternativa, uma forma revolucionaria de leitura  entre tantas outras definições que se pode dar para a Playboy.




        Um homem cujo estilo de vida, podia não ser o melhor exemplo para alguns puritanos conservadores, adorava se envolver com todo tipo de mulher ao qual viviam sempre em sua mansão de luxo como um harém, as famosas coelhinhas que não eram a toa que tinham esta denominação já que o símbolo da revista é o coelho, casou e descasou com as mais diversas que já passaram em sua vida e destes relacionamentos constituiu uma família formada por quatro filhos, ele podia não o estilo de vida perfeito, gostava de apreciar o que pregava na própria revista, mas pelo menos deixou um legado importante com esta  revista. 




       Inclusive foi por causa da sua revista que ele já enfrentou sérios problemas com esta camada da sociedade americana principalmente quando a revista surgiu em 1953 numa época onde a sexualidade era visto como um tabu. Simplesmente se não fosse pela ousadia de Hugh Hefner a Playboy não existiria como a conhecemos.